Acervos: mercado de arte

Selecionamos no site do Itaú Cultural projetos e verbetes que contemplam as relações entre arte, cultura, mercado, economia e indústrias criativas

Cartões postais (Fotos: Cortesia Bruno Moreschi)

Projetos
Rumos 2015-2016: A História da *rte
Como aliar crítica e humor em uma obra? O artista Bruno Moreschi tem essa equação como base de sua produção e do projeto com que foi selecionado pelo programa Rumos 2015-2016. Essa é a mais tradicional plataforma do Itaú Cultural voltada para o mapeamento e incentivo da produção artística nacional em suas mais diferentes vertentes. A proposta de Moreschi é uma pesquisa sobre a História da Arte e seus compêndios, para atestar como eles referendam a visão normativa do homem branco eurocêntrico. Para isso, faz um levantamento dos artistas compilados nos 11 livros de História da Arte mais citados nas ementas dos cursos de graduação das universidades brasileiras. O resultado é um mapa, com previsão de lançamento no mês de maio.

Ana Longobardi e Eduardo brandão

Ana Longobardi e Eduardo Brandão

Experiência no site do IC
Em 2012, o Itaú Cultural criou o Experiência, programa de incentivo à produção nacional direcionado a jovens artistas, que foram escolhidos para participar por meio da leitura de seus portfólios. Mas a iniciativa não se restringiu aos selecionados. Para o público aberto, foram realizados encontros sobre temas das artes visuais, com a presença de convidados ilustres, entre artistas, curadores, colecionadores e agentes culturais. Um desses eventos foi a conversa sobre Mercado de Arte entre Ana Longobardi e um dos sócios da Galeria Vermelho, Eduardo Brandão. Em seu site, o Itaú Cultural disponibiliza na íntegra o registro da atividade em três partes, em que são abordados temas vinculados aos cenários nacional e internacional das artes visuais.

Capa do livro Arte e Mercado (Foto: Reprodução)

Capa do livro Arte e Mercado (Foto: Reprodução)

Livros do Observatório
Criado em 2006, o Observatório surgiu com a missão de produzir pesquisa e reflexão sobre os fenômenos culturais, por meio de estudos quantitativos sobre a indústria da cultura, análises qualitativas dos valores culturais e o apoio à formação de recursos humanos e indicadores para gestão do setor. Ao longo de seus dez anos, entre várias atividades, o programa publica livros que exploram os temas fundamentais de sua agenda. Eles são disponibilizados gratuitamente no site da instituição para ser baixados em pdf (http://bit.ly/livros_observatório). No clima desta edição da seLecT, selecionamos algumas publicações sobre o nosso tema: Arte e Mercado, Cultura e Economia, O Lugar do Público e A Economia Artisticamente Criativa. Aproveite!

Giuseppe Baccaro fotografado por seu filho, Thomas Baccaro (Foto: Thomas Baccaro)

Giuseppe Baccaro fotografado por seu filho, Thomas Baccaro (Foto: Thomas Baccaro)

Verbetes
Giuseppe Baccaro
Roccamandolfi, Itália 1930 – Recife (PE), 2016. Marchand, galerista, colecionador, pintor e desenhista. Chega ao Brasil em 1956. Sua primeira atividade é editar um jornal para a colônia italiana de São Paulo, o Progresso Ítalo-Brasileiro. Nele, há uma sessão de arte, assunto pelo qual Baccaro logo se interessa. Ele procura e conhece Flávio de Carvalho (1899-1973), Tarsila do Amaral (1886-1973) e Anita Malfatti (1889-1964), os quais, segundo ele, encontra esquecidos em suas casas. Inaugura sua primeira galeria em 1962, na Rua Augusta, com uma exposição do pintor naïf Heitor dos Prazeres (1898-1966). O nome, Selearte, é tirado de uma revista de arte italiana. No mesmo ano, realiza uma exposição de Mira Schendel (1919-1988) e, em 1964, uma mostra de Rossi Osir (1890-1959).

Jean Boghici (Foto: Galeria Jean Boghici, Flickr)

Jean Boghici (Foto: Galeria Jean Boghici, Flickr)

Jean Boghici
Romênia, 1928 – Rio de Janeiro (RJ), 2015. Colecionador, marchand e galerista. Estuda engenharia na Romênia e, aos 19 anos, muda-se para Paris. Nessa cidade, vive sem documentos, dividindo um quarto de hotel com o secretário de Brancusi (1876-1957), o escritor americano James Baldwin (1924-1987) e o antropólogo romeno Henri H. Stahl (1901-1991). Com esse último decide vir para o Brasil. Chegam em 1949. (…) Boghici inaugura, em 1961, a Galeria Relevo. O marchand fecha a galeria em 1969 e viaja pelo mundo. De volta ao Brasil, abre, em 1979, uma nova galeria, chamada Jean Boghici. (…) Boghici sempre se pronuncia a respeito do mercado de arte, sugerindo incentivos fiscais, maior confiança nos artistas jovens e outras medidas para desenvolver o mercado e favorecer os artistas. A galeria Jean Boghici continua aberta no número 180 da Rua Joana Angélica, em Ipanema, no Rio.

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