Postado no dia 17 de Janeiro de 2012 - 23h58m
Atualizado no dia 19 de Janeiro de 2012 - 17h46m

Hans Ulrich Obrist faz sua primeira curadoria no Brasil

Conheça a lista preliminar de artistas e arquitetos que participam da exposição a partir de novembro

Texto: Juliana Monachesi • PÁGINA 1 de 3

Curador celebridade está em São Paulo entrevistando artistas e preparando projeto para a Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi

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Depois de entrevistar Waltércio Caldas pela manhã e antes de uma conversa marcada com Augusto de Campos, que ele já entrevistou em 2003 - "Fizemos a entrevista por e-mail, amanhã vou encontrá-lo pessoalmente pela primeira vez, estou muito empolgado" -, o curador suíço Hans Ulrich Obrist concedeu uma entrevista à seLecT na tarde desta terça-feira na Casa de Vidro, no Morumbi, e adiantou uma lista preliminar de artistas e arquitetos que vão integrar a mostra que prepara para ocorrer entre novembro deste ano e março de 2013 no local.

Em meio a uma agenda corrida de atividades como curador (ele dirige atualmente o centro cutural Serpentine Gallery, em Londres), professor e editor (ele é conhecido pelos livros e maratonas de entrevistas, com artistas e criadores em diversas áreas, que organiza mundo afora), Obrist conta que uma constante, ainda que pontual, ao longo de seus 20 anos fazendo curadorias em museus, bienais e outras instituições no mundo inteiro, é a prática pouco convencional de organizar exposições em ambientes domésticos.

Projetada em 1950 pela arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992) para ser sua residência, a Casa de Vidro abriga hoje o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, que se dedica à catalogação da obra de Lina e também funciona como um centro de pesquisa em arquitetura e urbanismo, mas se mantém exatamente como quando o casal era vivo, inclusive com a coleção particular de Lina Bo e Pietro Maria Bardi, de arte popular e pintura italiana.

Há alguns meses e também nos próximos, artistas como Adrian Villar Rojas, Cerith Wyn Evans, Ernesto Neto e Rivane Neuenschwander visitaram ou vão visitar a Casa de Vidro e, naquilo que Obrist denomina um "processo curatorial orgânico", vivenciá-la detidamente, de forma que obras de caráter mais experimental possam surgir neste contexto que contrasta com aqueles em que os artistas comumente atuam.

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