Postado no dia 12 de Fevereiro de 2012 - 17h43m
Atualizado no dia 23 de Fevereiro de 2012 - 10h41m

Do Google-dadá à inteligência coletiva

Texto da nossa diretora de redação sobre o tema da revista seLecT #4

Texto: Paula Alzugaray • PÁGINA 1 de 2

A infantilização da cultura – no que ela tem de mais fofo ou perverso, retrógrado ou vital – é o tema desta quarta edição de seLecT

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Legenda: A seLecT #4 chega às bancas dia 08 de fevereiro

Cheia de transgressão, irreverência e brincadeiras, seLecT está interessada nos significados do que é ser jovem hoje. Se, por um lado, triplicamos nosso tempo de vida em menos de cem anos (como afirma o dermatologista Otávio Macedo para a jornalista Mônica Tarantino, na seção Curto-Circuito), por outro, a sociedade nunca foi tão gugu-dadá. A infantilização da cultura – no que ela tem de mais fofo ou perverso, retrógrado ou vital – é o tema desta quarta edição de seLecT.

Por isso chamamos Tony Bellotto para nos responder por que roqueiros não envelhecem, e convocamos o crítico de arquitetura da revista The New Yorker, Paul Goldberger, para esclarecer o “efeito parque de diversões” que tomou conta das cidades e dos museus. Recorremos também a Rodrigo Savazoni para refletir sobre o papel dos recém-nascidos movimentos de ocupação na construção de uma inteligência coletiva.

Afinal, cada um de nós sente na pele o quanto a natureza humana mudou na era da informatização. Mesmo que ainda engatinhemos no que diz respeito a domínio e discernimento das novas ferramentas da cultura pós-moderna, vimos eclodir, em 2011, outro modo de fazer política, a partir das redes inteligentes. Mas também é verdade que, no estágio de exploração sensorial em que nos encontramos em relação às novas tecnologias (equivalente às fases tátil e oral dos bebês), a segurança da nossa vida digital nos é confortavelmente garantida por ambientes protegidos, cálidos e aparelhados para suprimir qualquer perigo ou conflito.