Não é sopa no mel
SOPA: Nós compartilhamos, eles cobram a conta
Texto: Giselle Beiguelman e Mariel Zasso • PÁGINA 1 de 2
Entenda como um projeto de lei nos EUA ameaça o acesso de todos à cultura
Abertura do infográfico produzido pelo site derechoaleer.org
SOPA (sigla de Stop Online Piracy) é o nome do projeto de lei que será votado no dia 18 na Câmara dos Deputados dos EUA. É um complemento do PIPA (Protect IP Act) do Senado norte-americano, apresentado em novembro de 2011.
As duas leis pretendem bloquear o acesso a sites que supostamente violarem direitos autorais de empresas americanas, penalizando também empresas, sediadas nos EUA, que derem acesso a esses conteúdos.
Perante essas leis, programas de busca, como o Google, uma enciclopédia, como a Wikipédia, uma rede social, como o Facebook, por exemplo, passam a ser consideradas cúmplices dos links dos sites que são acessados via essa plataforma.
Se SOPA e PIPA forem aprovadas, esses sites deverão não só bloquear o acesso aos endereços considerados ilegais pelas normas de propriedade intelectual que esses atos definem, mas também deletar, em cinco dias, todas as referências feitas a esses conteúdos.
Não se engane pensando que isso é problema dos americanos e suas empresas. As empresas são nacionais, mas a internet é global. O Facebook poderia ser responsabilizado pelo remix da capa da Vogue que fizemos na seLecT #1, pois a disponibilizamos em nossa página hospedada nessa rede social.
O Google teria que bloquear nosso endereço, porque linkamos o UbuWeb, caso se considerasse que esse arquivo cultural infringe propriedade intelectual de outrem. E por aí vai, com escalas cada vez mais assustadoras.