Cultura não sai de moda

As relações entre arte e música são evidenciadas na mostra Disco é Cultura: O Disco de Vinil na Arte Contemporânea Brasileira

Ana Beatriz Scudeler
O Grivo, grupo de música experimental, construiu o Dueto de Radiolas, que faz da vitrola por si só um produtor de sons (Fotos: Divulgação)

Disco é Cultura: O Disco de Vinil na Arte Contemporânea Brasileira é uma exposição coletiva que conta com 35 obras de 23 artistas contemporâneos das artes visuais e sonoras. A mostra tem curadoria de Chico Dub e apresenta a influência da música no mundo da arte. Entre os artistas que participam estão nomes como Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Chelpa Ferro, Brígida Baltar e Dora Longo Bahia, que exibem trabalhos em diversas linguagens, desde performances sonoras até discos de artista. 

Na ocasião, não são abordadas simplesmente capas de discos e sua potência visual, mas, sim, o disco de vinil. O objeto volta a aparecer, dessa vez sendo apreciado não só por sua função musical, mas também por sua estética e valor histórico. Reviver uma tradição cultural mostra que nem tudo que ficou no passado pode ser substituído pelas tecnologias e avanços dos tempos modernos. Existem coisas que deixam sua marca registrada.

  • Na série Discos Vazios, Chiara Banfi apresenta discos de vinil ao lado dos envelopes que os protejem
  • Em Notações para Máquina de Escrever (2013), Daniel Frota gravou padrões rítmicos em discos de vinil e suas capas, usando uma máquina de escrever Hall Braile

Serviço
Disco é Cultura: O Disco de Vinil na Arte Contemporânea Brasileira
Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo
Praia do Flamengo, 158 – Rio de Janeiro
até 22/9
rio.rj.gov.br/web/smc/centros-culturais

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