Diante de um armário embutido azul

Artistas colaboram para criar República Aberta, evento com Ateliês Abertos e exposição Guarda Volumes

Luana Fortes
te pego lá fora (2016 - 2017), desenhos e anotações em tampos de carteiras de escola, de Pepi Lemes, um dos artistas que participa de Guarda Volumes (Foto: Cortesia do Artista)

Nos esforços de estabelecer carreira numa economia em crise, artistas vêm encontrando espaços para se alocar no centro de São Paulo. O Edifício Galeria Califórnia já tem andares e andares repletos de ateliês, enquanto dois apartamentos já foram ocupados no Edifício Tinguá, em pleno Largo do Arouche.

O empenho pela busca de um espaço para trabalhar é grande, porém o esforço não termina aí. Ele é necessário também para encontrar oportunidades de exposição. Se parte do ofício de um artista é preencher editais, outra parte não deve ser esperar por seus resultados, mas encontrar soluções independentes e colaborativas para exibir sua produção. Nesse sentido, acontece República Aberta, em 8/7, com a participação de 22 artistas.

Mesas de trabalho de Karola Braga e Santarosa Barreto, duas das artistas que participam dos Ateliês Abertos (Fotos: Cortesia das Artistas)

 

Das 11 às 17h30, cinco ateliês do Edifício Galeria Califórnia abrem as portas. Os artistas das salas 214, 906, 1111, 1206 e 1303 mostram o lugar onde trabalham e o que têm produzido. Após essa visita, o público é convidado a caminhar pela região central paulista até o Largo do Arouche, onde ocorre Guarda Volumes, no Edifício Tinguá.

A exposição acontece na sobreloja do prédio, onde costumava ser um Templo Maçônico, e traz obras feitas especialmente para a ocasião. Quando os artistas visitaram o espaço para começar a pensar na mostra, viram-se diante de um armário embutido azul, do qual não poderiam escapar. Se desafiaram, então, a criar um trabalho para cada nicho do móvel. Por isso, o título Guarda Volumes. Sendo assim, cada participante da exposição ocupa um nicho do armário e aproveita o restante da sobreloja para mostrar sua produção.

Toda a iniciativa de um evento como República Aberta faz pensar sobre a potência da coletividade como força motora de iniciativas autônomas. Enquanto cada ateliê poderia ter pensado em uma proposta separada, juntos, conseguiram com que a ação tomasse maiores proporções.

Canyon (2017), de João GG, um dos artistas que participa de Guarda Volumes (Foto: Paulo Peixoto)

 

Serviço
República Aberta

Ateliês Abertos
Edifício Galeria California
Rua Barão de Itapetininga, 255
Em 8/7, das 11 às 17h30

Guarda Volumes
Edifício Tinguá
Rua Vieira de Carvalho, 192 – Sobreloja
Em 8/7, das 14 às 22h

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