Do privado ao coletivo

Na ARCOmadrid 2017, Marta Mestre, ex-curadora do Instituto Inhotim, conversa com a seLecT sobre sua experiência na instituição e projetos futuros

Da redação
Marta Mestre, ex-curadora do Instituto Inhotim (Foto: Reprodução)

Durante o VI Encontro de museus da Europa e da Iberoamérica, realizado em 22/2, na feira ARCOmadrid 2017, diversos profissionais de instituições artísticas internacionais se reuniram para discutir o papel dos museus na atualidade e desenvolver projetos conjuntos. No evento, dirigido por João Fernandes, diretor artístico do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madri), a seLecT conversou com Marta Mestreex-curadora do Instituto Inhotim (Brumadinho, MG), sobre sua experiência no Instituto e sobre seus projetos futuros.

O aniversário de 10 anos do Inhotim, que homenageou Tunga, morto em 2016; a preparação de Inhotim: At the Crossroads of Glocal Change, exposição em Washington em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento; o projeto de revitalização da Fazenda Boa Esperança (MG) por meio de práticas contemporâneas e a primeira exposição individual de Claudia Andujar em Lisboa, dedicada ao povo Yanomami, são algumas das principais ações de Marta Mestre na instituição mineira. “Minha experiência em Inhotim teve um saldo muito positivo. O meu objetivo foi concretizar a passagem de um projeto que nasce de forma privada e que se transforma numa inciativa de vocação pública e coletiva. Procurei pensar a curadoria como parte dessa transformação”, afirma Mestre.

Nos próximos meses, Marta Mestre se dedicará a uma série de projetos no Brasil e na Europa, como a exposição antológica do artista Ricardo Basbaum na galeria Jaqueline Martins (São Paulo) e uma pesquisa sobre artistas latino-americanos em coleções públicas e privadas em Portugal, que culminará com uma exposição no Pavilhão Branco (Lisboa), em novembro de 2017.

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