Formas radicais de existência

Artistas/arquitetos investigam o que pode ser considerado estranho e empreendem maneiras de re-existir

Luana Fortes
Fotografia Entremeio e Mundos #01, (2013 - 2017), de Leandro Pereira da Costa

A proposta da coletiva ER/RE, em exibição na Casa Xiclet até 10/9, é no mínimo curiosa. Com curadoria de Breno Eitel Zylbersztajn e Victor Sardenberg, a exposição traz artistas/arquitetos, selecionados a partir de um edital, que trabalham em torno do estranho. Por isso, aparecem no título as siglas ER e RE, em referência às frases “estranhando o real” e “realizando o estranho”.

A ideia surgiu em uma conversa com o arquiteto americano Peter Eisenman, figura que causou controvérsia ao declarar que sustentabilidade ambiental não tem relação com arquitetura. Eisenman disse aos curadores que projetos arquitetônicos não resolvem problemas, apenas os criam.

A City With No Land (2017), de Victor Sardenberg

Com esse mote em mente, a exposição apresenta trabalhos que não simplesmente representam edifícios, mas sugerem formas singulares de existência, às vezes radicais. “Em momentos de crise, onde parece não haver alternativas e nada realmente muda, produzir a imagem de maneiras de re-existir é um ato radical”, escrevem os curadores.

Além do Brasil, participam artistas/arquitetos de diversos países, como Indonésia, Malásia, Índia e México. O catálogo da mostra está à venda através do site: createspace.com

Serviço
ER/RE – Estranhando o Real/ Realizando o Estranho
Casa da Xiclet
Rua Fradique Coutinho, 1855 – São Paulo
Até 10/9
casadaxiclet.com

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