Lugar para conhecer

Adelina Galeria investe em setor educativo e desmistifica a ideia de que galeria é espaço meramente comercial

Luana Fortes
Jardim de convivência da Adelina Galeria, ao fundo de seu espaço

Qual a diferença entre consumir arte e consumir a arte? Essa pergunta é chave para o que a Adelina Galeria tem proposto desde que abriu suas portas em abril de 2017. Enquanto um diz respeito a adquirir trabalhos artísticos, o outro fala sobre ter contato com a cultura como atividade de lazer. Pensando nisso, Fábio Luchetti, fundador e diretor da Adelina, percebeu a importância de ações educativas para a arte contemporânea e mostrou que o lugar da mediação não está restrito a museus e centros culturais.

“Eu acho que é um desperdício as pessoas continuarem achando que galeria é um lugar que só pode entrar se for comprar”, revela Luchetti à seLecT. Em suas visitas a espaços semelhantes, percebeu muitas vezes uma atmosfera reativa e pouco acolhedora. “A diferença que procuramos é essa”, completa.

Ao entrar na Adelina, qualquer um será recebido por Gabriela Conceição, responsável pela mediação do espaço. A educadora se apresentará e se colocará à disposição caso a pessoa tenha perguntas. “Já que uma galeria é vista como um espaço puramente comercial, o desafio é desmistificar isso”, conta à seLecT. No entanto, como a iniciativa é nova, Conceição ainda está percebendo quais as melhores estratégias para o espaço. Até 2017, trabalhou na Oca, no Museu da Imagem e do Som e na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Mas qual abordagem é a melhor para uma galeria? As possibilidades não são poucas.

A pintura Red Lobster é um dos trabalhos que Claudio Roncoli expõe em The Empty Project, na Adelina Galeria

 

“O público que vai a um museu, já sabe o que vai ver. Ele já vai pronto para consumir cultura. Mas, em uma galeria, eu percebo que ele não tem muito esse costume”, pondera Conceição. A maior parte das pessoas que chega à Adelina é do bairro Perdizes, onde está localizada. E quando elas não entram por mera curiosidade, entram por um convite e esforço da equipe da galeria. É a partir desse tipo de contato que seu público vai além de colecionadores. Durante a semana, por exemplo, o espaço recebe visitas de alunos do Colégio Pentágono ou de funcionários do mercado da esquina.

Além de mediações ao público espontâneo, a Adelina passou recentemente a oferecer visitas guiadas e oficinas em seu ateliê. Durante as individuais de Claudio Roncoli e Cristina Suzuki, que acontecem simultaneamente até 16/9, a galeria realiza visitas educativas mediante agendamento. Elas são gratuitas, duram cerca de uma hora e podem ser feitas em grupos de até 15 pessoas. Se interessou? Basta enviar um email para oi@adelinagaleria.com.br e agendar a sua.

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