Novos rumos para o Parque Lage

Fabio Szwarcwald assume direção da EAV prometendo focar em sua administração e estrutura

Ana Abril e Luana Fortes
Fabio Szwarcwald, novo diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV) (Foto: Daniela Dacorso)

O economista e colecionador carioca Fabio Szwarcwald assume o cargo de diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). No atual momento de crise dos aparelhos públicos do Rio de Janeiro, os planos de Szwarcwald estão focados em atrair investimentos privados com o objetivo de desenvolver os programas de ensino que estão parados por falta de recursos, como o Programa de Bolsas. “A Escola é um patrimônio da cidade. Tenho plena convicção que vamos conseguir superar o momento com muito trabalho”, diz Szwarcwald à seLecT.

Nomeado por André Lazaroni, secretário estadual de Cultura do Rio de Janeiro, Fabio Szwarcwald substitui Lisette Lagnado na diretoria. Contudo, Lagnado não abandona a escola e, sim, volta ao seu cargo de curadora de programas públicos vinculados ao ensino, o qual ocupava quando a gestão estava em mãos da Organização Social Oca Lage.

Em 2014, Claudia Saldanha pediu demissão da administração do Parque Lage, quando a Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro decidiu mudar o modelo de gestão da EAV, que passou a ser administrada pela Oca Lage. Nesse acordo, foi estabelecido um valor a ser repassado do Governo para a organização. No entanto, apenas 50% dos R$12 milhões anuais previstos foi revertido à Oca Lage no ano seguinte, resultando na demissão de muitos funcionários. Por essas e outras, não tardou para que o contrato fosse rescindido.

Desde então, o projeto da Escola segue apresentando transformações, agora, com Fabio Szwarcwald. “O secretário me chamou com o intuito de reforçar a gestão da Escola”, conta. O novo administrador traz em sua bagagem um MBA em finanças, outro em gestão empresarial e 23 anos de experiência com mercado financeiro. “Infelizmente, as coisas não acontecem só com boa vontade, precisamos de recursos para manter a escola. Por isso, minha gestão estará especialmente focada na questão administrativa e estrutural, em trazer recursos e contribuidores. Também pretendo internacionalizar o Parque Lage e fomentar mais projetos ligados à cultura”.

Szwarcwald se relaciona com o universo da arte contemporânea desde que começou a colecionar há 14 anos. Atualmente, integra conselhos de importantes instituições, como o MAM-RJ e o New Museum, em Nova York, além do próprio Ameav (Associação dos Amigos da Escola de Artes Visuais), do qual foi vice-presidente por 3 anos. Também estava à frente, até agora, da curadoria do Z42 Arte, espaço expositivo em uma casa de 1930 no Rio de Janeiro, e fundou o projeto Aurarte, que produz edições limitadas de obras em grande formato a preços acessíveis. Por ora, ainda procura alguém para assumir seu lugar no Z42, enquanto Claudia D’arcy tocará o Aurarte sob sua supervisão (leia a reportagem Pensar Fora da Caixa, na seLecT #34).

Sobre dirigir o Parque Lage em um momento tão delicado, Szwarcwald afirma: “Os desafios são enormes, pois infelizmente nosso Estado está em uma situação muito complicada e as empresas do Rio também, mas acredito muito no potencial da Escola de Artes Visuais”.

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