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Dicas da semana (7/4) selecionadas pela redação

Ana Abril e Luana Fortes
Síndrome de Malkovich - implante (2015), de Jorge Soledar (Foto: Cortesia Galeria Portas Vilaseca)
Síndrome de Malkovich - implante (2015), de Jorge Soledar (Foto: Cortesia Galeria Portas Vilaseca)

SÃO PAULO
NOVA ARTE-POLÍTICA
Arte e política na música: das resistências, das rimas e dos ritmos, 7/4, Sede da Fundação Lauro Campos, Alameda Barão de Limeira, 1400 | www.laurocampos.org.br
Arte e política na música dá início ao projeto Solar Cultural da Fundação Lauro Campos, uma iniciativa que busca refletir sobre a arte e suas relações com a política. O evento conta com debates entre Jeferson Oliveira, Patrícia Gatti, Aíla e Rubinho Lima, além de apresentação musical do Clube do Choro de São Bernardo do Campo. Ainda, a ocasião marca o lançamento do Edital de Seleção de Obras do projeto, criado a fim de selecionar trabalhos para compor a exposição A Nova Arte-política.

SÃO PAULO
COREOGRAFIA ARQUITETÔNICA
Arte Atual – É Como Dançar Sobre a Arquitetura, até 23/4, Instituto Tomie Ohtake, Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 | www.institutotomieohtake.org.br
Desde 2013, a anual do ITO seleciona jovens artistas para desenvolverem pesquisas experimentais em técnicas variadas. Nesta edição, a paulistana Lia Chaia (Galeria Vermelho), o mineiro João Castilho (Galeria Zipper) e o gaúcho Jorge Soledar apresentam trabalhos que versam sobre as relações intimistas ou expansivas entre corpo e espaço. Performance, fotografia, vídeo, escultura e instalação são os suportes pelos quais os três artistas são reconhecidos em suas trajetória e que estarão presentes na exposição. O projeto é realizado em parceria com as galerias, que ajudam a financiar o custeio das obras, derivadas de conversas entre os artistas e a equipe curatorial do instituto.

Capa do livro de

Capa do livro de Peter Pál Pelbart

RIO DE JANEIRO
NIILISMO CONTEMPORÂNEO
Lançamento do livro O Avesso do Niilismo: Cartografias do Esgotamento, 7/4, Escola de Artes Visuais do Parque Lage, R. Jardim Botânico, 414 | eavparquelage.rj.gov.br
O lançamento do livro é acompanhado de um bate-papo com o autor húngaro residente no Brasil, 
Peter Pál Pelbart. O livro apresenta os traços do niilismo contemporâneo com base em vários autores, que vão de Nietzsche a Deleuze, passando por Delany e Pasolini. 

Detalhe de Outras Joana (2017), de Joana Calachi

Detalhe de Outras Joana (2017), de Joana Calachi

SÃO PAULO
PORTAS ABERTAS
Open Studio – Residência Artística FAAP, 8/4, e Conversa Contínua, de 8/4 até 3/6, MAB – Centro, Praça do Patriarca, 78, Edifício Lutetia | www.faap.br/residenciaartistica
Os doze artistas que ocupam o antigo edifício Lutetia, no centro de São Paulo, a partir do programa de residência da FAAP, abrem as portas de seus ateliês para que o público conheça seu trabalho. O Open Studio acontece das 12h até às 17h e conta com artistas da França, Venezuela, México, Alemanha e Colômbia. Além disso, simultaneamente, os recém-formados no curso de Artes Visuais da instituição abrem a exposição Conversa Contínua.

Móbile de Xadalu como mergulhador

Móbile de Xadalu como mergulhador

PORTO ALEGRE
INDIOZINHO
Lançamento do livro Xadalu – Movimento Urbano, 11/4, Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736 | www.ccmq.com.br
Em edição trilíngue (português, inglês e guarani), Xadalu – Movimento Urbano conta a trajetória de Dione Martins, o artista que estampou mais de 60 países com adesivos e cartazes do indiozinho Xadalu, também seu nome artístico. O livro, sobretudo, traz um resgate e uma nova concepção sobre a arte e a cultura indígena e será lançado às 19h, com direito a bate-papo com o artista e sessão de autógrafos.

Pintura de Omar Castañeda, feita a partir de sangue de porco, que integra a instalação Ópera dos Porcos de Simone Mattar

Pintura de Omar Castañeda, feita a partir de sangue de porco, que integra a instalação Ópera dos Porcos de Simone Mattar

SÃO PAULO
SIMBOLOGIA DO PORCO
Ópera dos Porcos, de Simone Mattar, até 6/5, Galeria Rabieh, Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 147 | www.galeriarabieh.com.br
Propondo a união entre o pensamento crítico e a prática gastronômica, a mostra Ópera dos Porcos exibe a instalação homônima, a gastroperformance Feijoada Branca e um conjunto de fotografias, pinturas e projeção. Com esses trabalhos, Simone Mattar estabelece uma relação entre o ser humano e as simbologias associadas ao porco.

Trabalho de Nino Cais, em cartaz na Casa Triângulo

Trabalho de Nino Cais, em cartaz na Casa Triângulo

SÃO PAULO
NOVO OLHAR SOB O COTIDIANO
Ópera do Vento, de Nino Cais, até 13/5, Casa Triângulo, Rua Estados Unidos, 1324 | www.casatriangulo.com  
Objetos do dia a dia são ressignificados pelo artista Nino Cais através de intervenções e justaposições. Dessa forma, o artista aborda o carácter imaterial da obra de arte por meio de 35 intervenções feitas em páginas de livros, cinco objetos, um vídeo e uma instalação com 85 suportes para partituras. A mostra, com texto crítico de Maria Ribeiro, completa-se com cerca de 30 desenhos.  

Trabalho de Nitsche

Trabalho de Nitsche

SÃO PAULO
HOMAGE
Marcello Nitsche, até 3/6, Galeria Pilar, Rua Barão de Tatuí, 389 | www.galeriapilar.com
Exposição de Marcello Nitsche presta homenagem ao recém falecido artista da arte pop brasileira. Serão apresentadas 40 trabalhos, entre os quais estão vídeos produzidos na década de 1970 e uma série inédita especialmente pensada para a mostra. Ademais, serão apresentados textos de diversos amigos e críticos, como Paulo Mendes da Rocha, Flavio Motta e Ana Maria Belluzo, sobre momentos relevantes de sua trajetória.

Cais do Corpo, de Virginia de Medeiros (Foto: Cortesia da artista e da Galeria Nara Roesler)

Cais do Corpo, de Virginia de Medeiros (Foto: Cortesia da artista e da Galeria Nara Roesler)

SÃO PAULO
CRÍTICAS POLÍTICAS
Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno, até 17/6, Galpão VB – Associação Cultural Videobrasil, Av. Imperatriz Leopoldina, 1150 | site.videobrasil.org.br/galpaovb
Com uma perspectiva crítica, os artistas Caetano Dias, Claudia Andujar, Miguel Rio Branco, Gisela Motta e Leandro Lima, Rodrigo Bueno, Rodrigo Braga, Runo Lagomarsino e Virginia de Medeiros apresentam trabalhos sobre populações urbanas e povos indígenas sob ameaça. Exemplo disso é Cais do Corpo, de Virginia de Medeiros, registro em vídeo dos últimos dias do universo de prostituição da Praça Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro, antes de ser “revitalizada”.

Detalhe da instalação de Sara Ramo

Detalhe da instalação de Sara Ramo

SÃO PAULO
PARA MARCELA E AS OUTRAS
Para Marcela e as Outras, de Sara Ramo, de 8/4 até 8/8, Capela do Morumbi, Avenida Morumbi, 5387 | www.museudacidade.sp.gov.br/capeladomorumbi.php
Os buracos das paredes da Capela do Morumbi recebem materiais e formas, como se de um corpo parasita se tratasse, e integram a instalação da artista Sara Ramos. O trabalho é uma denúncia e uma homenagem às travestis e transexuais, com as quais a artista cruza diariamente em seu caminho até sua casa. O resultado é uma obra formada por peças escultóricas, desenvolvidas no próprio espaço e a partir dele, dando especial importância ao significado simbólico dos buracos.

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