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Dicas da semana (17/3) selecionadas pela redação

Luana Fortes
Trabalho de Fabio Zimbres (Fotos: Divulgação)

SÃO PAULO
EM PRIMEIRO LUGAR, DESENHO
Fantasmas, até 29/4, Galeria Bolsa de Arte, Rua Mourato Coelho, 790 | bolsadearte.com.br/
A presença de Fabio Zimbres no universo dos quadrinhos e do design gráfico transcende para sua produção em artes visuais, na qual o desenho destaca-se como poética. Nos 20 trabalhos que exibe em Fantasma, na Galeria Bolsa de Arte, o artista explora diferentes suportes e linguagens, mas seu traço não deixa de aparecer em silhuetas e figuras de personagens. No entanto, elas não são sempre claramente identificadas, visto que Zimbres transita entre o figurativo e o abstrato. São, em referência ao título da mostra, resíduos de imagens que, assim como o processo do desenho, apresentam uma instantaneidade do pensamento que não pode ser inteiramente externalizado.

Trabalho From Time to Time, de Alfredo Jaar

Trabalho From Time to Time, de Alfredo Jaar

SÃO PAULO
DOBRADINHA
The Politics of Images, até 22/4, e Solo, até 29/4, Galeria Luisa Strina, Rua Padre João Manuel, 755 | galerialuisastrina.com.br
Quase simultaneamente, Alfredo Jaar e Thiago Honório abrem suas exposições individuais na Galeria Luisa Strina. O primeiro deles exibe trabalhos em diferente linguagens, a partir dos quais discute características da imagem, sobretudo a jornalística, destacando as complexas relações entre países africanos e a mídia internacional. Já no caso do segundo, a única obra exposta, Roca, ocupa um grande espaço da galeria. Trata-se de uma estátua de cabeça do século XVII, disposta sobre uma forma piramidal construída a partir de pau a pique e taipa de mão, procedimento do período colonial brasileiro.

Trabalho do grupo Frente 3 de Fevereiro

Trabalho do grupo Frente 3 de Fevereiro

SÃO PAULO
HISTÓRIAS DO BRASIL
Tristes Trópicos, dentro da Floresta, Somos Todos Cabaços, até 29/4, Galeria Mezanino, Rua Cunha Gago, 208 | galeriamezanino.com
Com curadoria de Daniela Bousso e Renato de Cara, Tristes trópicos, dentro da Floresta, Somos Todos Cabaços busca criar diálogos entre bienais, instituições e as mãos do povo brasileiro. Ela conta com a presença de artistas representados pela Galeria Mezanino, onde acontece a mostra, e também com a de outros convidados, coletivos e trabalhos de acervos particulares. Dessa forma, está exposta uma grande variedade de discursos e perspectivas, passando por imaginários festivos, vivências extremas ou ativismo político.

Olimpiadas, de Dora Longo Bahia (Foto: Divulgação)

Olimpiadas, de Dora Longo Bahia

SÃO PAULO
SOBRE O CINZA
Cinzas, até 8/4, Galeria Vermelho, Rua Minas Gerais, 350 | galeriavermelho.com.br
A Galeria Vermelho inaugura Cinzas, a sexta exposição individual de Dora Longo Bahia no espaço, apresentando trabalhos de cunho crítico. Entre eles, está: Pinturas, em que a artista cobre antigos trabalhos com a mesma tinta cinza usada por João Dória para “limpar” a arte urbana de São Paulo; Olimpiadas, uma coleção de jornais da época em que o evento ocorreu no Brasil, sobre os quais são pintadas imagens de palhaços; e Fachada, uma grande intervenção na parede de entrada da galeria. Fora isso, o grupo de pesquisa Ainda Não, orientado por Bahia e Renata Pedrosa, marca sua presença com uma ocupação do hall de entrada, e o longa-metragem Psicose, de Gisela Motta e Leandro Lima, é lá exibido em diversos horários durante a semana.

Montevideano, realizado em 2016 por Nazareno Rodrigues

Montevideano, realizado em 2016 por Nazareno Rodrigues

SÃO PAULO
GEOGRAFIA PESSOAL
A Experiência Geográfica, Nazareno, 23/3 a 6/5, Galeria Lume, R. Gumercindo Saraiva, 54 |  galerialume.com
O território e sua (in)definição visual são o cerne da exposição de estreia de Nazareno Rodrigues na Galeria Lume. Segundo o artista, “a geografia é uma experiência pessoal, mas que excede uma percepção única, uma vez que se manifesta a partir do mapeamento de determinadas circunstâncias, que vivem em constante mutação”. Partindo dessa premissa, ele criou uma cartografia poética e subjetiva, que indefine os contornos topográficos e encontra novas formas de representação espacial. Antes de representarem regiões do Globo, as obras alinhavam a noção geográfica à constituição do indivíduo, que acaba por se definir pelo entorno. A curadoria é de Paulo Kassab Jr.

Cartão de 1900/1915, produzido pelo Estúdio Reutlinger, em Paris

Cartão de 1900/1915, produzido pelo Estúdio Reutlinger, em Paris

SÃO PAULO
COMUNICAÇÃO CIFRADA
Romance postal, de 18/3 até 22/4, Utópica, Rua Rodésia, 26 | utopica.photography/
A galeria FASS passa a se chamar Utópica e apresenta a exposição Romance Postal em comemoração aos seus 10 anos de existência. Com curadoria de Rubens Fernandes Junior, a mostra trata da iconografia romântica e da intimidade por trás de 49 cartões postais produzidos entre 1900 e 1915. Aquilo que antes era apenas visto como um meio de correspondência passa a ser objeto de intervenções artísticas, como aquarela, relevo ou colagens. Dessa maneira, chama-se atenção para a comunicação cifrada da época, que ocorria devido à falta de privacidade das mensagens escritas em cartões, as quais passavam por muitas mãos até chegarem a seus verdadeiros remetentes.

Capa do livro Inventário da Obra Visual de Cao Guimarães

Capa do livro Inventário da Obra Visual de Cao Guimarães, da autora Cássia Takahashi

SÃO PAULO
POR TRÁS DE CAO GUIMARÃES
Lançamento do livro Inventário da Obra Audiovisual de Cao Guimarães, 21/3, Galeria Nara Roesler, Avenida Europa, 655 | nararoesler.com.br
Organizar o arquivo pessoal de Cao Guimarães e realizar extensa pesquisa acadêmica a respeito de sua produção, deu o que falar a Cássia Takahashi, autora de Inventário da Obra Audiovisual de Cao Guimarães. O livro traz a trajetória do artista de maneira cronológica, desde sua formação até o amadurecimento de seus trabalhos, e, ainda, aproxima o leitor de seu processo criativo. O lançamento do inventário ocorre no dia 21/3 e conta com uma mostra de curtas de Guimarães às 19h, assim como uma conversa e sessão de autógrafos com a autora às 20h.

Série Not for Human Use, de Sonia Guggisberg

Série Not for Human Use, de Sonia Guggisberg

SÃO PAULO
CONTAGIANTE
Contaminações, de 18/3 até 20/5, Senac Lapa Scipião, Rua Scipião, 67 | sp.senac.br/lapascipiao
Foi a contaminação do solo da Praça Victor Civita, na qual funcionou o Incinerador Municipal de Pinheiros por 40 anos, que levou Sonia Guggisberg a pensar a respeito de seus trabalhos agora expostos no Senac Lapa Scipião. Explorando diversas linguagens, como o som, o vídeo e a fotografia, a artista discute contaminações e suas metáforas, levando o debate, inclusive, para a educação. No dia da abertura da mostra, 18/5, Guggisberg conversa com o público às 12h. Além disso, ela deve lançar seu livro, em que apresenta arquivos documentais sobre o mesmo assunto, até 20/5, quando se encerra Contaminações.

BRASÍLIA
CULTURA AFRO-BRASILEIRA
Diáspora, de 22/3 até 14/5, CAIXA Cultural Brasília, SBS Quadra 4, Lotes 3/4 | caixacultural.com.br/
Josafá Neves passou a criar as obras que exibe em Diáspora, na galeria principal da CAIXA Cultural Brasília, tendo em vista o deslocamento, normalmente forçado, de africanos entre 1500 e 1900, devido à escravidão. Tratam-se de pinturas, gravuras e esculturas que foram resultado de quatro anos de pesquisa a respeito da cultura afro-brasileira. A mostra, com curadoria de Bené Fonteles, afirma o papel de povos negros na constituição cultural do Brasil.

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