seLecTs – Rio de Janeiro

seLecT indica exposições que acontecem em paralelo à ArtRio

Ana Beatriz Scudeler
Fotografia National Kid, de Alexandre Santanna

FOTOGRAFIA EXPANDIDA
Natureza Concreta, de 9/9 a 12/11, CAIXA Cultural Rio de Janeiro, Av. Almirante Barroso, 25 | caixacultural.gov.br
A exposição Natureza Concreta, com curadoria de Mauro Trindade, reúne 94 obras de 17 artistas, entre eles Iatã Cannabrava, Cássio Vasconcellos e Claudia Jaguaribe. Os trabalhos são pautados na relação entre o homem e o meio ambiente no universo artístico. São discutidos assuntos como cidades, ecologia, sustentabilidade, economia e tecnologia, a partir do campo ampliado da fotografia.

Detalhe de THE FOOL’S YEAR (Foto: Cortesia Athena Contemporânea)

CENÁRIOS DE GUERRA
THE FOOL´S YEAR, Matheus Rocha Pitta, até 7/10, Galeria Athena Contemporânea, Av. Atlântica, 4240 | athenacontemporanea.com
O Reino do Céu, Matheus Rocha Pitta, de 9/7 a 7/10, Rua Barão de Guaratiba, 28 |
athenacontemporanea.com
O artista Matheus Rocha Pitta apresenta duas mostras na cidade do Rio de Janeiro, ambas com contextos iguais, porém cenários completamente diferentes. A primeira exposição de Pitta, chamada THE FOOL´S YEAR, consiste em um calendário que, diferente dos tradicionais, possui suas folhas substituídas por páginas de jornal marcadas pela data 1º de abril, conhecida como dia da mentira. Desse modo, o trabalho satiriza o poder e o resume em uma grande mentira. Sua segunda exposição segue o mesmo enfoque político. Em O Reino do Céu, o artista constrói uma igreja em um galpão e ocupa o espaço com imagens de gás lacrimogênio lançado sobre civis pela polícia. Pitta busca traçar uma comparação entre nuvens da iconografia cristã e essa ferramenta de repressão.

Detalhe do trabalho de Karin Lambrecht (Foto: Divulgação)

MARCAS DO PASSADO
Assim Assim, Karin Lambrecht, de 11/9 a 5/11, Grande Campo Centro Cultural Oi Futuro, Rua Dois de Dezembro, 63 | oifuturo.org.br
Karin Lambrecht, que se caracteriza por pinturas feitas com resíduos industriais e materiais orgânicos, dá uma chance a outra linguagem em Assim Assim. A artista traz um relato doloroso no qual conta como foi superar a perda de seu irmão, morto após um grave acidente. Lambrecht exibe a reprodução de uma fotografia feita por sua mãe Hilda Haessler, sobre a qual reproduziu depoimentos e lembranças de Hilda no momento em que teve que lidar com seu filho hospitalizado.

Ebu D´ água (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
BALANÇO DAS ÁGUAS
Ebu d´Água, Chiara Banfi, de 11/9 a 5/11, Oi Futuro, Rua Dois de Dezembro, 63 | oifuturo.org.br
Com curadoria de Alberto Saraiva, a exposição Ebu d´Água apresenta o trabalho de Chiara Banfi, baseado na relação entre som e arquitetura. Banfi transforma uma vitrine de 13 metros de extensão em um tipo de pauta musical. Além disso, a artista simula uma situação sonora a partir de pequenas pedras de rios.

Morro Mundo (2017) (Foto: Cortesia Galeria Nara Roesler)

CORPO, TEMPO E ESPAÇO
Morro Mundo, Laura Vinci, de 11/9 a 18/11, Galeria Nara Roesler, Rua Redentor, 241 | nararoesler.art
Em Morro Mundo, Laura Vinci apresenta instalação feita com uma fumaça branca que remete a um tempo diferente do que vivemos. Essa fumaça sai de enormes tubos de vidros, desorienta o público do espaço ao seu redor e o faz atentar para seu próprio corpo. A artista compõe o ambiente com objetos dourados que lembram bússolas e ampulhetas, provocando a ideia de viagem no tempo.

Fotografia de Luiz Braga

PRETO NO BRANCO
Espelho D’água, Luiz Braga, de 15/9 a 17/11, Galeria da Gávea, Av. Marquês de S. Vicente, 432 | galeriadagavea.com.br
Espelho D´água, de Luiz Braga, reúne cerca de 30 trabalhos que vêm sendo produzidos desde a década de 80 até hoje. Composta por peças em preto e branco, a mostra oferece ao público uma noção da relação do caboclo com a água e também de sua cultura calcada em mitos e lendas. Com curadoria de Bernardo Mosqueira, a exposição visa englobar todas as imagens em um tempo comum, fazendo com que elas pertençam a um mesmo universo.

Imprecisão Geométrica (2017) (Foto: Divulgação)

ESPAÇO DESARMÔNICO
Martelinho de Ouro, Marcius Galan, 14/9 a 13/10, Galeria Silvia Cintra + Box 4 | silviacintra.com.br
A exposição de Marcius Galan apresenta trabalhos feitos com materiais de ferro que dão origem ao título Martelinho de Ouro, também uma técnica de concerto em latarias de automóveis. As obras expostas têm como ponto de partida o incômodo de uma chave riscando a pintura de um carro novo, assim como o som que essa situação produz. É com base nesse desconforto que Galan consegue criar tensão em seus trabalhos, a partir de relações de desarmonia, conflito e agressividade. A mostra conta com pinturas e esculturas, que a todo tempo dialogam com a arquitetura e o desenho.

Cama de Romeu e Julieta (Foto: Rodrigo Lopes)

LEMBRANÇAS SUSPENSAS
Flutuações, Arthur Bispo do Rosário, de 14/9/17 a 14/1/18, Casa Museu Eva Kablin, Av. Epitácio Pessoa, 2480 | evaklabin.org.br
Com curadoria de Marcio Doctors, a Casa Museu Eva Klabin apresenta Flutuações. Trata-se da 22ª edição do projeto Respiração, que tem como objetivo criar diálogos entre o acervo da casa e arte contemporânea. É com isso em vista que são expostas obras de Arthur Bispo do Rosário junto dos demais objetos dos cômodos, porém sem qualquer contato físico com eles. As peças de Bispo são apresentadas de forma suspensa no espaço, o que dá à mostra o título de Flutuações. No auditório, também será exibido o filme O Prisioneiro da Passagem (1982), de Hugo Denizart, com depoimentos e imagens exclusivas do Bispo.

Vista da exposição (Foto: Walter Clemente)

IMPERMANÊNCIA
José Bechara – Fluxo Bruto, até 5/11, MAM-Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85 | mamrio.org.br
Celebrando 60 anos de José Bechara, a mostra Fluxo Bruto reúne pinturas e trabalhos tridimensionais em grande escala. Alguns deles derivam de novas interferências feitas em antigas obras, trazendo a impermanência como assunto de sua pesquisa. A maior parte das peças foi construída no próprio espaço expositivo do MAM-Rio. Beate Reifenscheid, curadora e diretora do Ludwig Museum, na Alemanha, é quem assina a curadoria, após montar a individual do artista Squares and Patterns em 2015. Na época, escreveu para o catálogo da mostra: “José Bechara nos traz em sua arte – somado às referências da cor e do construtivismo – o tempo, elemento que manifesta de forma inevitável a submissão ao processo de mudança”.

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