seLecTs – Galerias

seLecT indica exposições que acontecem em galerias paralelas à SP-Arte

Da redação
Escada com galinhas, de Ana Elisa Egreja (Foto: Filipe Berndt)
Escada com galinhas, de Ana Elisa Egreja (Foto: Filipe Berndt)

SÃO PAULO
EGREJA E PILAR
Jacarezinho 92, de Ana Elisa Egreja, de 30/3 até 6/5 e SITU #6, de 30/3 até 1/7, Galeria Leme, Av. Valdemar Ferreira, 130 | www.galerialeme.com
Dessa vez, em vez de pintar tendo imagens digitais como base, Ana Elisa Egreja partiu de encenações realizadas e documentadas na casa de sua avó. Como resultado, exibe em Jacarezinho 92, na Galeria Leme, sete trabalhos de larga escala, com texto crítico de Julia Lima. Além disso, o espaço também apresenta a instalação site-specific da chilena Pilar Quinteros, contemplada pela sexta edição do SITU, em que reflete a respeito do edifício que abriga a galeria e da Estação da Luz. Essa edição do projeto, curado por Bruno de Almeida, busca pensar e discutir a produção do espaço, especialmente urbano.

Work II, de Daniel Buren (Foto: Everton Ballardin, Cortesia do artista e da Galeria Nara Roesler)

Work II, de Daniel Buren (Foto: Everton Ballardin, Cortesia do artista e da Galeria Nara Roesler)

SÃO PAULO
DANIEL AO QUADRADO
Daniel Senise e Prismas, cores e espelhos: alto-relevo, de Daniel Buren, de 4/4 até 20/5, Nara Roesler, Av. Europa, 655 | www.nararoesler.com.br
Dois Danieis exibem seus trabalhos na Nara Roesler nos próximos meses. Um deles, Buren, nasceu na França, mas já deixou seu nome na história da arte do mundo inteiro, como um dos principais expoentes da arte conceitual. Na galeria, exibe nove conjuntos de objetos tridimensionais de parede, com jogos de espelho. O outro, Senise, é carioca e investiga, atualmente, estratégias de composição, construindo imagens a partir de fragmentos impressos de superfícies e objetos sobre tecido.

#5 (2015), da série A Natureza Ama Esconder-se, de Raquel Nava (Foto: Divulgação)

#5 (2015), da série A Natureza Ama Esconder-se, de Raquel Nava (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
(IN)ORGÂNICO
Suturas, de Raquel Nava, até 28/4, Portas Vilaseca Galeria, Av. Ataulfo de Paiva, 1079, ss 109 | www.portasvilaseca.com.br
A galeria Portas Vilaseca apresenta a primeira individual já realizada no Rio de Janeiro de Raquel Nava, artista brasiliense. Em Suturas, Nava tece relações entre elementos de diferentes naturezas. Ao mesmo tempo em que utiliza carcaças de animais, se apropria de materiais industriais de nosso cotidiano. Dessa forma, busca apontar “para o ciclo da matéria orgânica e inorgânica em relação aos nossos desejos e hábitos culturais”. A mostra, assim, exibe objetos tridimensionais, além de fotografias que dialogam com o gênero da pintura natureza-morta.

Trabalho de Guilherme Callegari (Foto: Divulgação)

Trabalho de Guilherme Callegari (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
NEGAÇÃO
NÃOSÍMBOLO, de Guilherme Callegari, de 4/4 até 6/5, Casa Nova Arte e Cultura Contemporânea, Rua Chabad, 61 | www.casanovaarte.com
Cinco pinturas de Guilherme Callegari discutem como símbolos aparecem e são incorporados no cotidiano. Relacionando os universos do design gráfico e da arte, o artista apropria-se de elementos de cartazes, capas de livros, discos e sinalizações de trânsito, que colocados em seus trabalhos ganham novos significados. Não à toa, o título da mostra, o qual também intitula a série de pinturas, trata de negar ou destituir esses símbolos de sentido.

Globe Terrestre Bleu (1988), de Yves Klein (Foto: Divulgação)

Globe Terrestre Bleu (1988), de Yves Klein (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
HORA EXTRA
A Matéria da cor, de 3/4 até 27/5, Galeria Raquel Arnaud, Rua Fidalga, 125 | raquelarnaud.com.br/
Na nova exposição da Galeria Raquel Arnaud, o protagonista é a cor. Franck Marlot, quem assina sua curadoria, passou por nomes importantes da história da arte, como Yves Klein, Carlos Cruz-Diez, Sonia Delaunay, Josef Albers e Carlos Fajardo, para selecionar 13 artistas que tem na cor o principal foco de pesquisa. A mostra abre justamente durante o evento Gallery Night, que ocorre em 3/4 e 4/4 para inaugurar a semana da feira SP-Arte, estendendo o horário de funcionamento do espaço até às 22h.

Pintura de Neves Torres (Foto: Rodrigo Casagrande)

Pintura de Neves Torres (Foto: Rodrigo Casagrande)

SÃO PAULO
PODEROSO CONFLITO
Neves Torres e Manuel Graciano, até 27/5, Galeria Estação, Rua Ferreira de Araújo, 625 | www.galeriaestacao.com.br
Neves Torres trabalha especialmente com pinturas, enquanto Manuel Graciano debruça-se sobre a escultura. O primeiro nasceu em Conselheiro Pena, Minas Gerais. O segundo, em Santana do Cariri, Ceará. No entanto, apesar de aparentes distâncias, há algo em comum entre suas produções, que é explicitado na exposição dos artistas na Galeria Estação. Como afirma Rodrigo Bivar, curador da mostra, na obra de ambos “há algo de muito profundo, arcaico e respeitoso em relação ao homem e à natureza”. Apesar de soar desafiador fazer conexões como a que realizou, Bivar acredita que é de contradições como essa que podem nascer poderosos conflitos.

Couple I, de Alexandre da Cunha (Foto: Cortesia da Pivô)

Couple I, de Alexandre da Cunha (Foto: Cortesia da Pivô)

SÃO PAULO
DE VOLTA AO LAR
Boom, de Alexandre da Cunha, de 1/4 até 10/6, Pivô, Av. Ipiranga, 200, Bloco A, Loja 54 (Edifício Copan) | www.pivo.org.br
Carioca radicado em Londres, Alexandre da Cunha está de volta ao Brasil. Vai passar uma temporada de dois meses imerso no Centro de São Paulo, mais especificamente no Edifício Copan. Lá, vai produzir obras inéditas para a próxima exposição do Pivô, que também incluirá uma seleção de sua produção anterior. Fortemente escultural, a obra do artista não é projetada previamente: peças cotidianas coletadas a esmo no espaço urbano são selecionadas, mescladas e dão origem aos trabalhos. Com isso, Cunha resgata elementos da mundanidade por meio da observação não tanto de sua função, mas principalmente da forma, que valoriza pelo uso de materiais como o concreto.

Trabalho de Almandrade (Foto: Reprodução)

Trabalho de Almandrade (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO
SEMÂNTICA VISUAL
Almandrade – O Conceito entre o Verto e a Visualidade, de 5/4 até 6/5, Baró Galeria, Rua da Consolação, 3417 | www.barogaleria.com
Arte conceitual, estética construtivista e poema visual conjuram o trabalho de Almandrade. A obra do artista baiano é considerada “uma nova forma de Haiku brasileiro”, segundo o curador Marc Pottier. A Baró Galeria mostra, até 6/5, parte da produção de Almandrade em pequenos formatos. Também acontece o lançamento do álbum de gravuras com dez poemas visuais produzidos na década de 1970 e editados em 2016. A tiragem do álbum é de 50 exemplares.

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