33ª Bienal selected – primeira edição

Cinco destaques da Bienal de São Paulo selecionados pela redação: Roderick Hietbrink, Maria Laet, Aníbal López, Sturtevant e Tamar Guimarães

Da redação

Publicado em: 07/09/2018

Categoria: Da Hora, Destaque, Notícias Quentes

Pavilhão da Bienal (Foto: Pedro Ivo Trasferetti, Fundação Bienal de São Paulo)

Com curadoria-geral do espanhol Gabriel Pérez-Barreiro, a 33ª edição da Bienal de São Paulo tem como tema Afinidades Afetivas e traz uma organização diferente. Pérez-Barreiro decidiu convidar artistas como curadores e propor que eles montassem exposições coletivas a partir de vínculos com seus próprios trabalhos. Alejandro Cesarco, Antonio Ballester Moreno, Claudia Fontes, Mamma Andersson, Sofia Borges, Waltercio Caldas e Wura-Natasha Ogunji são os artistas curadores. Enquanto isso, o espanhol selecionou 12 outros artistas para apresentar projetos solos.

A redação da seLecT selecionou alguns destaques da grande exposição e durante um mês, a cada semana, publicará no site uma seleção. Confira a primeira abaixo:

1. The Living Room (2011), de Roderick Hietbrink

The Living Room – em português, A Sala de Estar – do holandês Roderick Hietbrink faz parte da exposição O Pássaro Lento, curada por Claudia Fontes. O curta-metragem mostra um carvalho atravessando a sala de estar de um apartamento com estilo modernista. No trajeto, tanto a árvore, quanto o cômodo, sofrem com a ação.

 

2. Abismo das superfícies I e II (2018), de Maria Laet

Maria Laet é uma das 12 artistas selecionadas por Gabriel Pérez-Barreiro para apresentar projeto individual. A artista carioca exibe dois vídeos comissionados em que responde ao vazio da arquitetura do Pavilhão da Bienal. Laet atenta para as sutilezas desse espaço. “Identifico-me e me encanto por coisas que vivem mais em silêncio, que acontecem sem ser tão notadas, em paralelo a um mundo que fala mais alto”, escreve a artista.

 

3. Testimonio (Sicario), 2012, de Aníbal López

Aníbal López (1964-2014), da Guatemala, também é um dos artistas selecionados pelo curador-geral. Entre os trabalhos apresentados está o vídeo Testimonio (Sicario), um registro de ação realizada durante a dOCUMENTA 13, em Kassel. O artista chamou um assassino profissional para responder perguntas do público da d13, de forma anônima, enquanto ficava sentado por trás de um painel branco. A mostra dedicada às obras de López é uma das mais contundentes e o ponto alto da 33ª Bienal.

 

4. The Dark Threat of Absence Fragmented and Sliced (2002), de Sturtevant

Trabalhos da artista americana Elaine Sturtevant (1924- 2014) estão exibidos na exposição coletiva Aos Nossos Pais, curada por Alejandro Cesarco. A instalação, cujo nome em português é A Ameaça Sombria da Ausência Fragmentada e Fatiada, faz referência ao filme Painter (1995), de Paul McCarthy. Sturtevant ficou conhecida por desafiar o conceito de autoria ao “repetir” trabalhos de outros artistas. Diante da instalação com monitores, um painel repete obra do pop artist Andy Warhol.

 

5. Ensaio (2018), de Tamar Guimarães

Comissionado pela 33ª, o filme Ensaio (2018), da mineira Tamar Guimarães, faz parte da seleção de Pérez-Barreiro. Com 55 minutos de duração, o filme foi gravado no Pavilhão da Bienal. Ele mostra o ensaio de uma adaptação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, dirigida por Isa, uma jovem negra. Sobre o trabalho, Guimarães escreve: “Gosto de ensaios, pela tensão entre repetição e diferença, pelo estado de espera por aquilo que você já conhece, mas que vem potencialmente renovado por mudanças internas de relações entre as partes”.

Serviço
33ª Bienal de São Paulo – Afinidades Afetivas
De 7/9 a 9/12/2018
Pavilhão da Bienal de São Paulo, Parque do Ibirapuera
bienal.org.br

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