33ª Bienal selected – segunda edição

Cinco destaques da Bienal de SP selecionados pela redação: Lucia Nogueira, Vânia Mignone, Ladislas Starewitch, Gunvor Nelson e Matt Mullican

Da redação

Esta é a segunda edição do 33ª Bienal selected. Toda semana durante o mês de setembro, a redação da seLecT destaca cinco obras exibidas na 33ª edição da Bienal de São Paulo, que tem como curador-geral o espanhol Gabriel Pérez-Barreiro. A primeira seleção foi publicada em 7/9 e trouxe obras de Roderick Hietbrink, Maria Laet, Aníbal López, Sturtevant e Tamar Guimarães. Confira a segunda abaixo:

1. Step (1995), de Lucia Nogueira

(Foto: Pedro Ivo Trasferetti, Fundação Bienal de São Paulo)

Um dos projetos solos que o curador Pérez-Barreiro escolheu apresentar é da brasileira Lucia Nogueira (1950- 1998), ainda pouco conhecida no país por ter desenvolvido carreira na Inglaterra. As prosaicas obras de Nogueira são feitas com poucos elementos e podem facilmente passar desapercebidas. “A concisão e a banalidade estéticas se combinam para criar uma tensão extremamente particular, o que mantém o trabalho constantemente no “fio da navalha”, ou seja, à beira do abismo da incompreensão”, destaca Jacopo Crivelli Visconti em texto sobre a artista no catálogo da 33ª.

 

2. Sem Título (2018), de Vânia Mignone

  • (Foto: Pedro Ivo Trasferetti, Fundação Bienal de São Paulo)
  • (Foto: Luana Fortes)

Vânia Mignone, de Campinas, São Paulo, também foi selecionada pelo curador-geral. A artista exibe um conjunto de pinturas, todas sem título e realizadas em 2018, que respondem a contextos de seu dia a dia. Sobre os trabalhos, Mignone escreve: “Tem alguma coisa muito rápida, um ar de que existiria uma sequência entre eles. Existe uma ideia de história em quadrinhos, de filme, de que todos eles têm um começo, um meio e um fim. Não têm, mas há esse ambiente”.

 

3. La Revanche du Ciné-opérateur (1912), de Ladislas Starewitch

  • (Foto: Pedro Ivo Trasferetti, Fundação Bienal de São Paulo)
  • (Foto: Pedro Ivo Trasferetti, Fundação Bienal de São Paulo)

O trabalho do russo-polonês Ladislas Starewitch (1882-1965) faz parte da exposição Stargazer II [Mira-estrela II], curada pela sueca Mamma Andersson. A animação La Revanche du Ciné-opérateur – em português, A Revanche do Cinematógrafo – foi feita com stop-motion e tem como protagonistas insetos mortos. O vídeo mostra uma narrativa sobre ciúme e infidelidade, construída com cinismo e humor.

 

4. Take Off (1972), de Gunvor Nelson

(Foto: Pedro Ivo Trasferetti, Fundação Bienal de São Paulo)

A curadoria de Mamma Andersson também exibe Take Off (1972), da sueca Gunvor Nelson. O vídeo mostra um strip tease de Ellion Ness, uma stripper profissional que estava prestes a se aposentar quando foi filmada. A ação ultrapassa o seu esperado clímax. Quando Ness está completamente nua, o strip prossegue e ela passa a retirar membros de seu corpo. Em entrevista para Scott MacDonald, Gunvor Nelson diz: ” Mesmo quando a Ellion tira toda a sua roupa, e sua cabeça, e seus braços, ainda existe o âmago de seu ser, que ninguém pode tocar”.

 

5. Untitled (Birth to Death List), 1973, de Matt Mullican

Uma lista com simples frases relatam a vida de uma mulher desconhecida, do nascimento até a morte. Esse é o trabalho de Matt Mullican exibido na exposição Aos Nossos Pais, que tem curadoria de Alejandro Cesarco. A obra resume a vida inteira de uma pessoa em poucas sentenças e provoca empatia e nostalgia. Algumas das primeiras frases do trabalho repetem-se ao final, como “Sangrando ao ralar o joelho” e “A porta entre o seu quarto e o da sua irmã”.

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