34ª Bienal de SP inaugura com Ximena Garrido-Lecca e Neo Muyanga

Programa expositivo do evento traz três individuais e performances nos próximos meses, antes da tradicional exposição coletiva

Da redação

Publicado em: 07/02/2020

Categoria: Da Hora, Destaque, Notícias Quentes

Detalhe de Insurgencias Botánicas: Phaseolus Lunatus (2017), de Ximena Garrido-Lecca (Foto: Ramiro Chavez, Cortesia SAPS, Cidade do México)

A primeira das três exposições individuais da 34ª Bienal de São Paulo – Faz Escuro Mas Eu Canto, que ocorrerão no Pavilhão do Ibirapuera antes da tradicional coletiva em setembro, é da artista peruana Ximena Garrido-Lecca, cuja pesquisa foca nas relações de extrativismo e colonialismo no Peru. A partir das 9h do sábado, 8/2, Garrido-Lecca apresenta fotografias, vídeos e instalações com materiais como cerâmica, cobre, barris de petróleo, óleo, madeira, arame e plantas que crescerão ao longo do ano dentro da instituição.

A exposição está montada no 3º andar do Pavilhão e o resto do espaço permanece desocupado, com a intenção de oferecer ao público a oportunidade única de visitar o emblemático projeto de Oscar Niemeyer com áreas livres e vazias.

Trabalhos de Garrido-Lecca voltam à exposição coletiva da 34ª em setembro para conviver entre outros artistas, linguagens e perspectivas. Provocar diferentes leituras a respeito de uma mesma obra ou artista é uma das principais propostas da equipe curatorial, composta pelo curador geral Jacopo Crivelli Visconti, o curador adjunto Paulo Miyada e os curadores convidados Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez.

  • Vista da instalação Arquitectura del humo (2015), de Ximena Garrido-Lecca (Foto: Santiago Barco)
  • Insurgencias Botánicas: Phaseolus Lunatus (2017), de Ximena Garrido-Lecca (Foto: Ramiro Chavez, Cortesia SAPS, Cidade do México)
  • Realignments (2018), de Ximena Garrido-Lecca (Foto: Simon Vogel)

No mesmo sábado, às 11h, um coro de 40 vozes também será entoado por dois andares das rampas do Pavilhão na performance A Maze In Grace do sul-africano Neo Muyanga. O multi artista apresenta o projeto em colaboração com o coletivo Legítima Defesa e Bianca Turner. 

A ação inspira-se na famosa canção Amazing Grace, composta em 1772 pelo pastor anglicano John Newton, que havia sido capitão de um navio de escravizados no século 18 e é hoje apresentada como um hino de rituais de luto público em diferentes partes da África. “Muitas pessoas cantam e não sabem a origem. O trabalho na Bienal irá mostrar a música de maneiras diferentes, com uma multiplicidade de vozes e olhares, podendo suscitar às pessoas reflexões sobre marginalização e a história de seu povo”, diz o artista.

  • THORISO le MORUSU’, (2013). Neo Muyanga com o coral Simon Estes Alumni (Foto: The Neosong Company)
  • Neo Muyanga em REVOLTING SONG (2017) (Foto: The Neosong Company)

Serviço
Individual de Ximena Garrido-Lecca, de 8/2 a 15/3
Performance de Neo Muyanga, 8/2, 11h
Pavilhão da Bienal
Parque do Ibirapuera – São Paulo
bienal.org.br

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