54a Bienal de Veneza retoma foco na arte europeia

Publicado em: 25/08/2011

Categoria: Da Hora, exposições e bienais

Mostra principal terá 82 artistas, a maioria jovem, além da participação recorde de 88 representações nacionais

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Coisas da geopolítica. Enquanto a União Europeia passa por teste de fogo para tentar administrar de modo colegiado a crise econômica de seus países membros, a mais cosmopolita mostra de arte contemporânea do mundo parece refluir para a afirmação cultural do continente onde se realiza. A curadora da 54ª edição da Bienal de Veneza, a crítica de arte suiça Brice Curiger, editora-chefe da revista Parkett (Zurique/Nova York) e ex-diretora da Zurich Kunsthaus, privilegiou nomes europeus na seleção de artistas que fez para a mostra principal, que denominou ILLUMInations.

A forte presença brasileira da edição anterior, com curadoria de Daniel Birnbaum, não se repete. Além dos jovens europeus, os pontos altos da mostra ILLUMInations são Pipilotti Rist (Suíça), Rosiemarie Trockel e Sigmar Polke (Alemanha). O respiro internacional fica para as representações nacionais, com destaque para os desenhos animados de Tabaimo (Japão) e a presença de mais de uma dúzia de novos países, entre eles Índia e Iraque. O Brasil comparece com Arthur Barrio, no pavilhão dos Giardini, e Neville D’Almeida, na representação do Instituto Ítalo-Latino-Americano.

A grande sensação dos Giardini -o parque veneziano que abriga os pavilhões nacionais do grande evento- parece definida de antemão. Trata-se da performance Gloria, que será apresentada no espaço fronteiriço ao pavilhão dos Estados Unidos e como parte da representação oficial norte-americana. Os autores são a dupla Jennifer Allora (EUA) e Guillermo Calzadilla (Cuba), que uniram na arte o que a política ainda separa. A performance em aparelhos de ginástica olímpica, será realizada por campeões desse esporte. Allora e Calzadilla ironizam o circuito das artes e suas competições. No interior do pavilhão, outros esportes mundiais serão abordados em esculturas, vídeos e arte sonora, como metáfora para os jogos de guerra.

54º Bienal de Veneza

Giardini , Arsenale e inúmeros espaços da cidade
3 de junho a 27 de novembro
www.labiennale.org

Imagem: Divulgação/Santiago Calatrava

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