A cidade dos narcisistas

Guilherme Kujawski

Publicado em: 03/03/2014

Categoria: Da Hora, fotografia

Pesquisadores inauguram o primeiro projeto de cunho acadêmico voltado ao fenômeno dos “selfies”

Selfie_body

Legenda: Matriz que organiza em dois eixos o posicionamento da cabeça dos “selfies” de São Paulo (imagem: impressão de tela)

O autorretrato, autorrepresentação pictórica que o artista faz de si mesmo, é um fenômeno cultural de longa data. Mas é nessa era pós-digital que o ato do auto-registro fotográfico — conhecido por “selfie” — ganhou uma dimensão nunca antes vista, formando legiões de entusiastas e atraindo para seus quadros indivíduos que supostamente deveriam se dedicar à superação da própria individualidade.

Selfiecity é um projeto coordenado por Lev Manovich, professor da City University of New York (CUNY), que tem como objetivo investigar o fenômeno dos selfies por meio de teoria estética e metodologia quantitativa. É uma espécie de análise demográfica dos “estilos” (leia-se: poses e expressões) de autorretratos realizados em diversas cidades do mundo, como Bangkok, Berlim, Moscou, Nova York e São Paulo.

O projeto engloba dois aspectos interessantes: se vale de tecnologia de imageplots (visualização de dados construída com imagens) para encontrar padrões (nota importante: os pesquisadores contrataram os serviços do Mechanical Turk, da Amazon, para separar os selfies coletivos dos selfies isolados); e procura situar o fenômeno no contexto geral da história da fotografia.

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