A linguagem das máquinas

Guilherme Kujawski

Publicado em: 16/10/2013

Categoria: cultura digital, Reportagem

Institutos e empresas inovam e transformam linguagens de programação em brinquedo de criança

Blockly

Legenda: Interface do Blockly

Educadores e pensadores de renome recomendam: programar computadores é o real passaporte para o século 21. Não apenas computadores, se levarmos em conta que tudo hoje é programável, de geladeiras a carros. A questão beira quase a uma teoria conspiratória: é programar ou ser programado.

Logo, não é de se estranhar que muitas cabeças pensantes no Brasil (e no exterior) estão propalando a ideia de se incluir no currículo escolar aulas de programação. Resta saber se a agenda é voltada para o mercado ou simplesmente iniciar a garotada nas narrativas textuais do século 21, pois a linguagem dos algoritmos é semelhante a muitas outras, com suas sintaxes, regras e gramáticas específicas.

Uma coisa é certa: tradicionalmente, linguagens de programação são obscurantistas, herméticas, crípticas. Parece que apenas integrantes de uma seita esotérica têm acesso a elas, conhecem seus nuances, conseguem transformá-las em ações e operações de fato. Mas os engenheiros estão confabulando medidas compensatórias com a introdução de plataformas e interfaces bem mais amigáveis.

Uma delas é o Blockly, da Google, um editor de programação com interface gráfica, na qual os usuários, ao invés de “escrever” o código propriamente dito, arrastam conjuntos de blocos para construir animações, games e diversos outros aplicativos. Outro, com a mesma proposta, é Scratch, que foi minuciosamente testado por um agente secreto da revista seLecT.

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