A urgência da escrita e do texto de artista

Em novo curso do Núcleo seLecT de Arte e Comunicação, Fabio Morais abre perspectivas sobre o texto de artista e suas tipologias

Da redação

Publicado em: 09/06/2021

Categoria: Da Hora, Destaque

My Calling Card (1990), de Adrian Piper (Foto: Divulgação)

É urgente pensarmos a escrita e o texto de artista. A partir dessa perspectiva, divulgamos o novo curso Escrita Inscrita: Texto de Artista e Urgência Política, com Fabio Morais. Ao longo nos anos, foram muitos os momentos em que o artista ganhou destaque nas publicações da revista seLecT. Foram capas, como na select#24, colaborações, como na select#44, críticas e destaques sobre suas obras. Essa intensa colaboração culmina com a parceria para este laboratório teórico-prático no recém-inaugurado Núcleo seLecT de Arte e Comunicação, na plataforma Zait.

Fa(r)dado (2018), de Elilson (Foto: Divulgação)

O artista propõe um mapeamento de diferentes tipologias do que chama de escrita inscrita – na arte e na vida cotidiana. Enunciado curto, statement, texto articulado em discurso, texto em primeira pessoa, serão algumas das formas experimentadas, sempre considerando suas visualidades, textualidades, modos de circulação e recepção específicas. “Essa miríade de formas de escrita é uma particularidade da escrita na arte, que vai muito além de abrir um arquivo word em branco e começar a teclar para fins editoriais”, diz Morais.

El Prestamo (2000), de Aníbal López (Foto: Divulgação)

“A escrita de artistas ainda é entendida, no Brasil, como um artista escrevendo sobre algo ou evocando a literatura ou a poesia como possíveis referências”, diz. Nesse sentido, Morais tem como objetivo abrir novas perspectivas de compreensão, através de uma escrita com procedimentos, instrumentos, códigos, histórias e circuitos próprios do campo da arte.

intervenções Correio Brasiliense (2017), de Traplev (Foto: Divulgação)

O processo de leitura e decupagem também ganha foco no curso. Clandestinas, de Antonio Manuel e Odiolândia, de Giselle Beiguelman, estão entre as obras que serão analisadas no percurso. A busca é por obras onde a camada verbal é abordada de forma intrínseca à materialidade que formata a obra. “À medida que as aulas forem expondo essa variedade de modos de escrita, exercícios serão propostos a fim de que se experimente uma escrita que é discurso verbal e materialidade física, ao mesmo tempo”, conta o artista sobre a dimensão prática do curso.

Escrita Inscrita: Texto de Artista e Urgência Política é o segundo curso proposto pelo Núcleo seLecT de Arte e Comunicação. “A ideia do Núcleo remonta à casa seLecT, que realizamos em 2017, com cursos presenciais na própria Redação, em São Paulo”, diz Paula Alzugaray, diretora de Redação da seLecT. A iniciativa de relançar o braço educativo da publicação é uma parceria com a crítica e curadora Daniela Labra, fundadora e coordenadora da ZAIT, plataforma online de estudos em arte contemporânea que fornece a atmosfera ideal para trocas ricas entre todos.

Área Limitar (2019), de Kamilla Nunes (Foto: Divulgação)

“O Núcleo de Arte e Comunicação reforça a nossa responsabilidade social em contribuir para a formação de um público de arte e de um ambiente artístico saudável e, necessariamente, crítico”, completa Alzugaray. O curso Escrita Inscrita: texto de artista e urgência política, com Fabio Morais, terá 5 aulas semanais, com início em 1/6. Saiba mais e inscreva-se: https://www.zait.art/select

  • A Elite Parda, de Rafael RG (Foto: Divulgação)
  • Viva Maria (2017), de Lívia Aquino (Foto: Divulgação)
  • Frame de Odiolândia, de Gisele Beiguelman (Foto: Divulgação)

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