Acima da superfície

Guilherme Kujawski

Publicado em: 27/09/2013

Categoria: cinema, Da Hora

Filme sobre confinamento e relações humanas é lançado por Kiko Goifman no Festival do Rio

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Legenda: Imagem do filme Periscópio, de Kiko Goifman, que tem estréia no Festival do Rio

Desde 1999, a cidade maravilhosa é agraciada com o Festival do Rio, um evento que exibe os principais destaques cinematográficos do ano.

A partir do mês de Setembro acontece mais uma edição do festival, trazendo centenas de títulos de mais de 60 países e promovendo mostras específicas. Nesse ano, há um foco na produção alemã e destaques dos maiores festivais do mundo, como Cannes, Sundance, Toronto, Locarno e San Sebastián.

No contexto da produção nacional, a revista seLecT conversou com Kiko Goifman sobre seu último filme, Periscópio, que tem apresentação a partir do dia 6 de Outubro. Kiko tem interesse pessoal pelo tema da violência, o qual ele analisa com olhos antropológicos agudos, como pode ser constatado, por exemplo, em Valetes em Slow Motion, livro multimídia sobre o tempo na prisão.

Periscópio narra a história de dois homens, Eric e Élvio, vivendo dentro de um apartamento. Élvio, o mais jovem, é uma espécie de enfermeiro de Eric, o mais velho. O tempo está imobilizado, suspenso e o tédio permeia a relação entre eles. Tudo parece estar em estado de inércia, até que surge um estranho objeto vindo do apartamento de baixo. Um elemento que é, aparentemente, um MacGuffin, um tipo de dispositivo que, no campo da ficção, é alvo de desejo dos personagens e desengatilha processos (um bom exemplo de MacGuffin é o trenó Rosebud, do filme Cidadão Kane, de Orson Welles).

Assista a um trailer do filme aqui. Nos quadros finais há várias informações sobre as datas e os locais das sessões.

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