agenda da semana (23/1/2020)

Regina Silveira no novo Paço das Artes, Tadeu Jungle, Heranças De Um Brasil Profundo, Cities In Dust, Anderson Santos, Cristina Suzuki

Da redação
Frame do vídeo Limiar (2015) de Regina Silveira (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Limiares
Individual de Regina Silveira, de 25/1 a 10/3, Paço das Artes, Rua Albuquerque Lins 1.345 | pacodasartes.org.br
O Paço das Artes completa 50 anos e comemora a abertura de sua sede definitiva com uma exposição individual de Regina Silveira. A mostra tem curadoria da diretora da instituição Priscila Arantes e traz, entre as obras apresentadas, dois trabalhos inéditos criados para a ocasião. Depois de passar por espaços na Cidade Universitária e no Museu da Imagem e do Som, o Paço aterrissa no antigo casarão Nhonhô Magalhães, no bairro paulistano de Higienópolis, reformado pelo arquiteto Álvaro Razuk. Nesta nova etapa, a instituição passa a se configurar como museu com o Acervo MaPA, que será formado por obras de arte contemporânea exclusivamente digitais e trabalhos reproduzíveis. Outra novidade será a retomada da Residência Artística do Paço, que a partir de 2020 será internacional. 

O adesivo com a frase Você está aqui sendo instalado na fachada do MAC USP (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO
Você Está Aqui
Intervenção de Tadeu Jungle, de 25/1 a 26/4, MAC USP, Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 | mac.usp.br
A empena cega do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo está recoberta com um grande painel de vinil adesivo no qual se lê a frase Você Está Aqui. O propositor da intervenção é o multi artista Tadeu Jungle, que já estava em processo de negociação com a instituição desde 2016, discutindo questões técnicas de preservação do prédio e de viabilização do projeto. A frase aparece na produção de Jungle desde os anos 1980, em diferentes escalas, materiais e línguas, como adesivos, pôsteres, intervenções em jornais e faixas flutuantes em aviões. 

Natureza Morta, O Avanço Do Agronegócio (2016-2017) de Denilson Baniwa (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Heranças De Um Brasil Profundo
Exposição coletiva, de 25/1 a 26/7, Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera, Portão 10, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n | museuafrobrasil.org.br
Seguindo a discussão sobre as matrizes formadoras da sociedade brasileira, o Museu Afro Brasil apresenta uma mostra dedicada a obras e objetos da cultura material de povos originários, em uma curadoria de Emanoel Araújo. Estão presentes na mostra trabalhos feitos por artistas indígenas como Denilson Baniwa, objetos produzidos por pessoas dos povos Karajá, Marubo, Kayapó, Mehinako, Rikbaktsa e Tapirapé, assim como uma documentação histórica produzida por fotógrafos como Claudia Andujar, Rosa Gauditano e Maureen Bisilliat. Na abertura da exposição ocorre uma apresentação com a rapper e ativista Katú Mirim e o lançamento do livro Viemos de longe, para longe vamos – Povos originários do Brasil. Dos paleoíndios à contemporaneidade – Uma bibliografia, do sociólogo Carlos Eugênio Marcondes de Moura. 

Cabelama (2016) de Carmela Gross na edição #06 do Projeto Dupla Central (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Dupla Central
Exposição coletiva, de 29/1 a 18/3, Biblioteca Mário de Andrade, R. da Consolação, 94 | prefeitura.sp.gov.br/bma
Entre 2016 e 2018, a Ikrek Editora – especializada na produção de livros de artistas – convidou nomes como Carmela Gross, Ana Dias Batista e Fabio Morais para intervirem em uma página dupla na revista A Recreativa. Os resultados vão desde transposições de imagens de obras para aquele contexto até arranjos gráficos especialmente pensados para a abertura, fechamento e transição entre páginas. Na exposição na Biblioteca Mário de Andrade, com texto de Ana Maria Maia, algumas dessas peças serão apresentadas no formato caixa. 

Frame do vídeo Street 66 (2018) de Ayo Akingbade (Foto: Cortesia da artista / LUX)

SÃO PAULO
Canções de Um Passado Esquecido
Exposição coletiva, até 15/3, Instituto Tomie Ohtake, Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 | institutotomieohtake.org.br
A exposição é o resultado da parceria entre quatro instituições – Instituto Tomie Ohtake, British Council, Lux e Associação Cultural Videobrasil – para a exibição de uma coletânea de vídeos e videoinstalações que discutem identidade, marginalidade, gênero, o futuro do meio ambiente e arquivo. Entre os participantes da mostra estão os artistas britânicos John Akomfrah e Ayo Akingbade, a norte-americana Susan Hiller e os brasileiros Clara Ianni, Rosângela Rennó e Ayrson Heráclito. 

Figura 1 e Figura 1 espelhada alternadas com diversos deslocamentos (2019) de Cristina Suzuki (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Padrão
Individual de Cristina Suzuki, até 20/2, Zipper Galeria, Rua Estados Unidos, 1494 | zippergaleria.com.br
Com curadoria de Julia Lima para o projeto Zip’Up, a exposição de Cristina Suzuki parte de um módulo de um padrão decorativo para se estender sobre telas, paredes, chão e até mesmo o exterior da galeria, alternando repetição e variação na intensidade das marcas e da pigmentação. Fotos de panos de chão com padrões tramados e carimbos com frases como “loira de olhos azuis” complementam a mostra. 

Frame de vídeo de Tales Frey (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO
Cálamo
Exposição coletiva, de 25/1 a 1/2, Massapê, Rua Fortunato, 68 | facebook.com/massapeprojetos
Com curadoria do pesquisador Ícaro Vidal, a exposição reúne obras de Adriel Visoto, Bruno Novaes, Élcio Miazaki, Gabriel Pessoto e Tales Frey, promovendo uma discussão sobre o imaginário, afetividade e experiências sociais ligadas ao universo gay. O título da mostra é uma referência ao poema Folhas de Relva de Walt Whitman, também carregado de fortes tensões homoeróticas. Outra referência é o mito de Kalamos, na qual o filho do deus-rio se apaixona por um jovem que morre afogado. Kalamos defina de melancolia até se transformar na planta aquática que leva seu nome. Visitas por agendamento. 

Trecho do espetáculo Evocando Os Mortos (2019) da Companhia Ói Nóis Aqui Traveiz (Foto: Rafael Sales)

SÃO PAULO
Des-montagem: Poéticas do Avesso
Diversas atividades, até 7/2, Sesc Carmo, R. do Carmo, 147 | sescsp.org.br
Apresentações, bate-papos, e oficinas em torno da ideia de desmontagem no teatro são o mote da programação do Sesc Carmo no início do ano. Entre os participantes dessas atividades estão o Grupo Cultural Yuyachkani, do Peru, o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, do Rio Grande do Sul e a Cia do Tijolo, de São Paulo. Confira a programação completa aqui. Valores variáveis. 

Frame de Surveillance, de Regina Silveira (Foto: Estúdio Regina Silveira)

CAMPINAS
Surveillance, de Regina Silveira
Mutações do silêncio, de Del Pilar Sallum
Memórias Perceptivas – Cor, Forma, Espaço, de Kika Goldstein
Será que clorofila é bom para o organismo? de Genivaldo Amorim 
Em nome da mãe, de Fabiano Carrieiro 
De 28/1 a 18/2, Subsolo – Laboratório de Arte, na Rua Proença, 1000 | facebook.com/subsololaboratoriodearte
Em comemoração aos seus dois anos de existência, o Subsolo – Laboratório de Arte realiza uma série de exposições individuais simultâneas de artistas de diversas gerações e regiões, com curadoria de Andrés I. M. Hernández. Regina Silveira apresenta vídeos e serigrafias. Pilar Del Sallum, de Campinas, mostra fotografias, vídeos e livros que tematizam o autorretrato. Já a paulistana Kika Goldstein apresenta pinturas nas quais explora a própria materialidade da tinta e a espacialidade do plano. Genivaldo Amorim realiza uma instalação e, por fim, Fabiano Carrieiro apresenta um desenho de imagens cotidianas sobre as paredes do corredor. 

Empty Flagposts (2016) de Franz Ackermann (Foto: Pat Kilgore/ Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel)

RIO DE JANEIRO
Cities In Dust
Exposição coletiva, de 23/1 a 21/2, Carpintaria, Rua Jardim Botânico, 971 | fdag.com.br
A coletiva de verão da Carpintaria reúne obras em diferentes linguagens que tratam sobre a cidade e seus acontecimentos. Bárbara Wagner, Barrão, Carlos Bevilacqua, Cerith Wyn Evans, Franz Ackermann, Iran do Espírito Santo, Lucia Laguna, Luiz Zerbini, Mauro Restiffe, Sarah Morris, entre outros artistas, participam da mostra, que tem o título inspirado em uma música da banda inglesa Siouxsie and the Banshees. 

Marte Em Câncer (2019) de Laís Amaral (Foto: Divulgação)

RIO DE JANEIRO
Projeto Verão #1
Atividades diversas, até 14/3, Galeria Anita Schwartz, R. José Roberto Macedo Soares, 30 | anitaschwartz.com.br
Como forma de dinamizar sua programação de verão, a Galeria Anita Schwartz apresenta uma série de exposições, performances, oficinas e apresentações com artistas como Cadu, Alexandre Vogler, Guga Ferraz e Laís Amaral, que apresenta sua primeira individual. Intitulada Beber Água No Saara, a mostra de Amaral, que é também integrante do coletivo Trovoa, é composta de pinturas gestuais nas quais a artista relaciona questões como cura, feminismo e astrologia.

Templo VI (2020) de Anderson Santos (Foto: Divulgação)

SALVADOR
Floresta Negra
Individual de Anderson Santos, de 30/1 a 29/2, Paulo Darzé Galeria, Rua Dr. Chrysippo de Aguiar, 8 | paulodarzegaleria.com.br
A individual de Anderson Santos, com curadoria de Danillo Barata, é composta de pinturas a óleo sobre tela, desenhos de carvão sobre papel e desenhos digitais inéditos. Imagens fragmentadas e que sugerem movimento representam figuras humanas e animais em espaços nos quais o interior e exterior se confundem.

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