Agenda do fim do mundo (10 a 17/11)

Dan Graham e Sergio Sister expõem no Rio de Janeiro; Gruta e Acervo Rotativo oxigenam a cena de arte de São Paulo

Publicado em: 10/11/2021

Categoria: Agenda, Destaque

Whirligig (Molinete) na Fundación Proa, Buenos Aires, Argentina | Divulgação

ABERTURAS
Whirligig (Molinete), de Dan Graham
O MAM Rio exibe instalação inédita no país do artista conceitual estadunidense. Com espelhos bidirecionais e transparentes, a estrutura circular interativa reage à luz e aos corpos que percorrem a obra, que ocupa a área externa da instituição. Whirligig (2019) questiona as noções de público e privado, propondo uma reflexão acerca dos limites entre percepção e ilusão. “A distorção dos sentidos gerada pela estrutura sugere novas miradas sobre nossos corpos e o lugar em que nos encontramos”, afirma o diretor artístico do MAM Rio, Pablo Lafuente, sobre a instalação de Graham. A partir de 19/11. Ingressos pelo link.

Divulgação

Gruta
O espaço cultural abre suas portas neste sábado, 13/11, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Idealizado pelos artistas Iran Costa, Camilla Bologna e Athos Santiago, surge como um híbrido de galeria e espaço institucional com a intenção de comercializar obras e atuar em parceria com galerias. O projeto tem uma programação de mostras, coletivas e individuais, além de cursos e oficinas. Conta, também, com um acervo de gravuras e uma editora independente para fanzines e obras de pequena tiragem. No dia da inauguração, o público pode visitar a mostra Estalagmite, que reúne a produção de Carlos Dias, Fefe Talavera, Helena Obersteiner, Midi e Wagner Olino, com curadoria de Lucas Velloso. De 13/11 a 11/12 .

Dalton de Paula – da série Vigília (2021), de Panmela Castro | Foto Edouard Fraipont / Divulgação

EM CARTAZ
Ostentar É Estar Viva, de Panmela Castro
A primeira individual da artista em São Paulo reúne obras produzidas no último ano que vão da performance à pintura, apresentando-se como uma narrativa de encontros, rituais e processos de transformação. Seus trabalhos incorporam a multiplicidade da cultura contemporânea, afirmando uma postura política frente ao contexto atual. Autora de uma produção autobiográfica, Castro começou sua trajetória nos subúrbios carioca e, nos últimos anos, seu trabalho alcançou repercussão internacional. Curadoria de Daniela Labra. Em cartaz na Galeria Luisa Strina, até 29/1/2022.

Ripas Parede 6 (2021, de Sérgio Sister | Foto Flávio Freire/Divulgação

Sérgio Sister: Pintura e Vínculo
O artista paulista apresenta, na Nara Roesler Rio de Janeiro, uma seleção de trabalhos inéditos produzidos durante o período de isolamento, dando continuidade à sua investigação sobre os comportamentos cromáticos e a materialidade da superfície na pintura. A partir do diálogo entre cor, luz e gesto, Sister cria composições com sobreposição de zonas de cor na mesma superfície. Seu trabalho combina pintura e escultura, utilizando suportes derivados de estruturas encontradas e de sistemas cotidianos, como observado na série Ripas, produzida desde o final dos anos 1990, e Caixas, desde 1996. Até 23/12.

Sobremesa #1, de Nalu Rosa | Divulgação

ÚLTIMAS SEMANAS
Ar: Acervo Rotativo
Com curadoria do artista Laerte Ramos, a mostra consiste na criação de um acervo público-independente, conectando artistas contemporâneos e instituições artísticas. Estão expostos 300 artistas e 700 obras em uma escala de pequeno formato: até 5×5 ou até 5x5x5 cm. “O projeto surgiu em 2018 com a ideia de suprir lacunas no setor da cultura, a fim de criar exposições de baixo custo com um número significativo de artistas somado a este acervo”, afirma o curador. Artistas jovens ou em início de carreira dividem espaço com artistas já consagrados e experientes, criando diálogos potentes entre obras e pesquisas. Na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Até 19/11.

Atores Dom Capelari e Lisi Andrade | Foto João Caldas

TEATRO
Histórias Pretas – Contos e Lendas da África
O espetáculo, idealizado pela Meraki Entretenimento, é uma homenagem à cultura africana e à potência milenar de sua tradição oral. As histórias discorrem sobre o universo folclórico do continente a partir dos temas: A Criação do Mundo, Ancestralidade, a Força do Feminino, Representatividade e a Filosofia Ubuntú. O projeto conta com elenco e equipe criativa composta, exclusivamente, por artistas negros, que apresentam suas perspectivas a respeito da cultura africana, tradição dos seus povos e de sua contribuição à arte brasileira, visando a colaboração, justiça e igualdade. As apresentações acontecem no mês de novembro como celebração à consciência negra, com estreia em 17/11, quarta-feira, às 15h, na Fábrica de Cultura Brasilândia.

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