Agenda do fim do mundo (3 a 10/3/2021)

David Hockney e Van Gogh; Camila Sposati; Moisés Patrício; Gustavo Silvamaral; Wisrah Villefort; Pílulas Literárias; Im.fusion

Da redação

Publicado em: 03/03/2021

Categoria: Agenda, Destaque

Woldgate Vista, 27 July 2005, de David Hockney (Foto: Reprodução/ Richard Schmidt)

O que vemos atualmente é a justificação de ações econômicas e a paralisia da crítica através da mobilização massiva de discursos psicológicos e morais. O que pode nos levar a questões sobre a efetiva natureza epistemológica do discurso econômico, isso em um momento no qual ele arroga para si autonomia operacional completa em relação à esfera do político, como antes ocorrera quando enfim a economia ganhou autonomia em relação ao sagrado. Pois podemos nos perguntar sobre o quanto essa autonomia do discurso econômico em relação à política é ela mesma a mais clara expressão de uma decisão política violenta.”
Vladimir Safatle em A ética da violência e o espírito do neoliberalismo

EXPOSIÇÕES
Hockney-Van Gogh: the joy of nature
O Museum of Fine Arts, de Houston, relaciona as paisagens do britânico David Hockney e as do holandês Vincent Van-Gogh. Entre pinturas, desenhos e experimentações com Ipad recentemente realizadas por Hockney, a exposição cria pontos de contato entre os dois, como o uso de cores vibrantes, a criação de superfícies com muitas texturas, além de enquadramentos e temas em comum. Aberta até 15/6.  

Vista da exposição Phonosophia (2021), de Camila Sposati (Foto: Divulgação)

Phonosophia
A artista Camila Sposati apresenta, até 8/5, uma individual na Galeria Georg Kargl, em Viena. Sposati explora as noções de estratificação, interioridade e transferência de energia produzindo esculturas de cerâmica e desenhos que sugerem ao mesmo tempo instrumentos musicais, ferramentas domésticas ou órgãos humanos, restituindo a continuidade entre pensar e sentir, interior e exterior. 

Quatro Patas (2021), de Moisés Patrício (Foto: Divulgação)

Yangí
Pinturas Amarelas e Batatas Fritas
A Galeria Karla Osório, em Brasília, apresenta simultaneamente uma individual do artista Moisés Patrício e uma de Gustavo Silvamaral. Patrício explora questões da ancestralidade e religiosidade afrobrasileiras, por meio de pinturas e esculturas que foram produzidas durante uma residência na galeria. Seu projeto conta com curadoria de Ana Beatriz Almeida e ocupa os quatro pavilhões da galeria e parte do jardim até 15/4. O projeto de Silvamaral tem curadoria de Malu Serafim e inclui pinturas, esculturas e intervenções no espaço, como uma pintura no piso, nas quais predominam a cor amarela, listras e um trânsito entre a geometria e a organicidade das peças. 

Im.Fusion (Foto: Renato Mangolin)

Im.fusion
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói recebe uma instalação tecnológica e imersiva que propõe uma reflexão sobre as relações entre o micro e o macro. Disponível de 5 a 28/3, o projeto foi idealizado por mais de dez pessoas, entre brasileiros, chilenos e estadunidenses. Câmeras de movimento captam a presença do público e geram uma experiência interativa entre as pessoas e as imagens de microorganismos, da floresta e, por fim, do universo. 

Circo, da série Limite Oblíquo, de Vicente de Mello (Foto: Divulgação)

Limite Oblíquio
A mostra de Vicente Mello no Paço Imperial, no Rio, reúne mais de 40 fotografias digitais produzidas durante o isolamento social. A partir de objetos acumulados, o artista produz composições que descaracterizam suas formas originais e capturam as imagens em alto contraste, apresentando apenas silhuetas sugestivas de folhas, galhos ou frutas. Em cartaz até 25/4, a exposição tem curadoria de Aldones Nino. 

Screenshot de EEE (2021), de Wisrah Villefort (Foto: Divulgação)

ON-LINE
EEE
A plataforma Banal Banal recebe um projeto inédito de Wisrah Villefort, no qual o artista apresenta um mapa com visualização de dados de atividades industriais em escala global. Com texto de Guilherme Teixeira e som de Desampa, o projeto reflete sobre globalização e ecologia. A Banal Banal é um espaço de experimentações na internet que já contou com trabalhos de Traplev, Felipe Barsuglia, Vitória Cribb, entre outros artistas que lidam com o digital como matéria prima. 

Auto de João da Cruz (2021), da Cia OmondÉ (Foto: Rodrigo Menezes)

TEATRO
Auto de João da Cruz
De 5 a 28/3, a Companhia OmondÉ apresenta uma adaptação on-line da peça de 1950 de Ariano Suassuna. As sessões são gratuitas e acontecem de sexta a domingo às 19h. O espetáculo é parte das comemorações dos dez anos da companhia e tem elenco composto por André Senna, Elisa Barbosa, Iano Salomão/Joel Tavares, Junior Dantas, Leonardo Bricio, Luis Antonio Fortes, Tati Lima e Zé Wendell.

Frame de Afresco de Outono (2021), dirigido por Áurea Maranhão (Foto: Divulgação)

VÍDEO-PERFORMANCE
Afresco de Outono
Até 31/3, o Centro Cultural Vale Maranhão apresenta um projeto sobre a obra do artista russo Evgeny Solomonovich Itskovich. Com direção de Áurea Maranhão, o vídeo usa de uma forma experimental, com várias telas e recursos do cinema, para retratar a história do artista e sua família, estabelecidos no Maranhão desde 2006.

PALESTRA
Pílulas Literárias
O Brazil Lab e o Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Princeton estão realizando uma série de encontros sobre literatura que são transmitidos pelo canal de Youtube de Lilia Schwarcz, Pedro Meira Monteiro e do Projeto MinasMundo. No último encontro, o antropólogo e curador Hélio Menezes discutiu a obra de Maria Carolina de Jesus. 

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