Agenda Para Adiar o Fim do Mundo (21 a 28/9)

De circuito cultural a bate-papo sobre NFT's, confira os destaques da semana

Da Redação

Publicado em: 21/09/2022

Categoria: Agenda, Destaque

Detalhe da instalação O Sertão Vai Virar Mar (2022), de Bruno Faria [Foto: Divulgação]

Arte-Circuito
As galerias Arte 57, DAN, Luciana Brito, Lume, Marilia Razuk e Nara Roesler se uniram para realizar a primeira edição do trajeto, neste sábado, 24/9, das 11h às 17h, no Jardim Europa. A iniciativa busca incentivar e facilitar a visitação presencial aos espaços e destacar a região como um importante polo cultural. Cada galeria criou uma programação especialmente para receber o público, colocando à disposição o serviço gratuito de vans para percorrer o trajeto, saindo a cada 15 minutos das seis galerias, além de visitas guiadas com o artista Bruno Faria na Galeria Marilia Razuk, e outra com o pintor Daniel Senise, na Galeria Nara Roesler. Além disso, artistas como o ilustrador e pintor recifense José Barbosa, o músico sul africano Neo Muyanga e o fotógrafo brasileiro Bob Wolfenson assinam algumas das exposições individuais do circuito. 

Kabbalah XXXI (1984-85), de Gretta Sarfaty [Foto: Divulgação]

ABERTURAS
Revelações, de Gretta Sarfaty
Neste sábado, 24/9, a Marli Matsumoto Arte Contemporânea, em parceria com a Central Galeria, apresenta individual de curta duração da artista multimídia brasileira. Com curadoria de Tálisson Melo, a mostra apresenta série inédita de fotografias, intitulada Kabbalah (1984-1985), e a reencenação, no dia de abertura, de A Maga, primeira performance pública da artista, que prosseguiu em sua busca mística e de interação identidade-alteridade, apresentada em 1978 durante o happening coletivo Mitos Vadios, orquestrado por Ivald Granato.

Sex War Dance (2019), de Carmela Gross [Foto: Divulgação]

Vivemos Pra Isso
O coletivo feminista Vozes Agudas, projeto vinculado ao Ateliê397, e a Galeria Vermelho, inauguram, neste sábado, 24/9, exposição com trabalhos de 24 artistas selecionadas/es por meio da Chamada VoA 2022-2023. Divida em dois espaços na Barra Funda – a sede do Ateliê397 e o galpão da galeria Vermelho – a coletiva conta com participação da artista convidada Carmela Gross, que apresenta os trabalhos Sex War Dance (2019) e X (1989), além de uma performance inédita. Em diálogo, pessoas do nordeste ao sul do país traçam um panorama da produção de artistas mulheres cis e trans e não binárias, reunindo obras que colocam em discussão a presença do corpo nos múltiplos lugares que ocupa. “É uma grande seleção que inclui tanto artistas mais novas, com produções muito promissoras, quanto as com uma trajetória mais longa, mas que ainda não foram devidamente vistas pelo sistema”, ressaltam as curadoras ​​Thais Rivitti, Bruna Fernanda, Érica Burini e Khadyg Fares. 

Um Garimpo de Si, de Adrianna Eu [Foto: Divulgação]

EM CARTAZ
Trauma, Sonho e Fuga
Até 20/11, a 13ª Bienal do Mercosul ocupa as ruas de Porto Alegre com obras de 99 artistas, de 23 países diferentes, em torno de narrativas que buscam “evidenciar o enigma do indizível”. Dividida entre 10 espaços culturais, a curadoria, assinada por Marcello Dantas, em parceria com Tarsila Riso, Laura Cattani, Munir Klamt e Carolina Lauriano, coloca em discussão a condição humana, desde a vulnerabilidade até a superação, por meio da temática que intitula a mostra. O tema tem origem na vivência de um trauma coletivo, a pandemia da Covid-19, delineando a narrativa de artistas, como Adrianna Eu, Dora Smék, Felippe Moraes, Lídia Lisbôa, Lucas Dupin, Marilá Dardot, Panmela Castro, entre outros, e obras selecionadas. O projeto educativo tem curadoria pedagógica de Germana Konrath e vem acontecendo desde julho, através de ações em diversas plataformas e formatos, a fim de promover a qualificação do ensino da arte e a construção de um pensamento crítico e criativo de modo continuado. A mostra acontece no Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Farol Santander Porto Alegre, Cais do Porto, Casa de Cultura Mario Quintana, Fundação Iberê Camargo, Instituto Ling, Casa da Ospa, Paço Municipal e Instituto Caldeira.

Vista de Calder + Miró [Foto: Jaime Acioli/Divulgação]

Calder + Miró
Sob a curadoria de Max Perlingeiro, cerca de 150 peças, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, móbiles, stabiles, maquetes, edições, fotografias, joias e têxteis, selecionadas a partir da cultuada amizade entre o escultor norte-americano e o pintor espanhol, ocupam a área expositiva da Casa Roberto Marinho. A mostra busca evidenciar a ligação dos dois artistas com o Brasil e seuis desdobramentos na cena nacional. Artistas consagrados e influenciados direta ou indiretamente pelas produções de Calder e Miró, como Abraham Palatnik, Aluísio Carvão, Arthur Piza, Antonio Bandeira, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Luiz Sacilotto, Lygia Clark, Mary Vieira, Milton Dacosta, Mira Schendel, Oscar Niemeyer, Sérvulo Esmeraldo e Waldemar Cordeiro, também integram a coletiva. R$ 10. Até 20/11.

Demolições entre as ruas do Rosário e Ouvidor, avenida Central, atual avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, 1904 [Foto: João Martins Torres / Acervo Instituto Moreira Salles]

Moderna pelo Avesso: Fotografia e Cidade, Brasil, 1890-1930
A exposição, em cartaz no IMS Paulista, apresenta a produção fotográfica realizada em algumas das principais capitais do país – Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Belém – durante a Primeira República, de 1889 a 1930. Com curadoria de Heloisa Espada, a seleção evidencia as disputas políticas que permearam a urbanização, numa república recente e ainda marcada pelos resquícios da escravidão. Além disso, trata da expansão da fotografia e do cinema no período, como parte da cultura urbana e do entretenimento da população. Há desde imagens produzidas por fotógrafos já reconhecidos pela história, como Vincenzo Pastore, Alberto de Sampaio e Augusto Malta, até nomes menos conhecidos, como Francisco Rebello, que registrou a vida nas ruas e o Carnaval do Recife nos anos 1920; e o botânico Jacques Huber, que fotografou a flora amazônica e a procissão do Círio de Nazaré, em Belém, nos anos 1900. Até 26/2/2023.

Guirlandas Para A Lua II, de Carlos Eduardo Félix da Costa [Foto: Divulgação]

ÚLTIMAS SEMANAS
Guirlandas Para A Lua, de Carlos Eduardo Félix da Costa
Até 1/10, a dotART Galeria, em Belo Horizonte, apresenta individual do artista que, em sua produção, investiga a relação entre o homem e a natureza, o racional e o instintivo e o caos e o rigor. O nome da mostra intitula sua série mais recente, iniciada em 2018 e que agora é colocada em diálogo com trabalhos como Tratores da Roma x Pistões do Méier, Ágata e O Monge Pierrot e o Náufrago Nupcial, que trazem territórios e personagens conceituais. “Confesso que ainda me surpreendo quando vejo todas as obras juntas. É um prazer mostrar isso em Belo Horizonte, obras inéditas em uma formação nunca vista antes”, compartilha o artista. 

Still Viva La Revolución! (2022), de Duo Strangloscope [Foto: Divulgação]

CINEMA
DOBRA – Festival Internacional de Cinema Experimental
Entre 22 e 24/9, a Cinemateca do MAM-Rio sedia a 8ª edição do evento com atividades presenciais e programação diversificada. O festival apresenta um panorama da produção brasileira e internacional de cinema experimental, realizando exibições nos formatos analógico e digital, lançamento de livro e debates, com 5 programas temáticos que totalizam 41 filmes selecionados a partir das mais de 1.000 inscrições recebidas. A curadoria do festival, formada por Cristiana Miranda e Lucas Murari, identificou temas que se destacaram no trabalho dos artistas, tais como a investigação estética da paisagem, a busca por uma abordagem poética e política na análise dos espaços urbanos, a criação a partir da inventividade técnica e estilística e o uso estratégico do desvio na reutilização de imagens de arquivo. Além de produções nacionais, o programa conta com representantes da Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México, Paraguai e Reino Unido. 

Capa da Revista Observatório 33 [Foto: Divulgação]

LITERATURA
Metodologias de Monitoramento e de Avaliação de Projetos de Arte, Cultura e Educação
O Núcleo do Observatório Itaú Cultural lançou a edição 33 da Revista Observatório, que reúne olhares e reflexões sobre como monitorar e avaliar projetos de educação, cultura e arte, para ajudar a criar modelos de atuação integrada entre estes segmentos, com participação da sociedade. Nesta edição, que é a última do ano, os participantes, como Paulo Jannuzzi, Esmeralda Macana, Luan Paciência, Rayssa Bolelli e Jade Blanca Saraiva, Carla Christine Chiamareli, Maria Carolina Vasconcelos Oliveira e Julia Fontes, questionam sobre como avaliar o impacto das iniciativas ligadas à cultura e à educação em seus contextos, públicos e territoriais, e os desafios da mensuração das ações realizadas nesses setores. Leia a íntegra da edição pelo link.

Divulgação

INSCREVA-SE
Encontros ABACT
Com estreia amanhã, 22/9, às 17h, a terceira edição do evento propõem debates acerca de temas que permeiam o presente e o futuro da arte contemporânea: NFTs, internacionalização de galerias, descentralização do mercado de arte e curadoria de artistas entram em pauta na série de conversas online semanais com os principais galeristas do Brasil e mediação de grandes nomes do circuito de arte. O primeiro encontro reúne Marina Bertoldi (VP da Christie’s), Ana Sokoloff (art advisor) e Fabio Szwarcwald (Sócio da Tropix) em uma bate-papo sobre NFT e blockchain, abordando o repasse, operação, certificação, autenticidade, criação de token para NFT, tendências do mercado, pensamento conceitual, crítico, e qual será o impacto no dia a dia. Mediação de Ana Paula Cestari (sócia na Neufeld Cestari Advogados). Inscrições e programação completa pelo link. 

Nota de esclarecimento: A Três Comércio de Publicações Ltda., empresa responsável pela comercialização das revistas da Três Editorial, informa aos seus consumidores que não realiza cobranças e que também não oferece o cancelamento do contrato de assinatura mediante o pagamento de qualquer valor, tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A empresa não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças.