Agenda Para Adiar o Fim do Mundo (14 a 21/9) 

Agenda especial ArtRio reúne os destaques da feira e eventos colaterais

Da Redação

Publicado em: 13/09/2022

Categoria: Agenda, Destaque

Era (2020), cartaz Floresta Protesta de Kátia Maciel

seLecT na ArtRio
Entre os dias 14 e 18/9, seLecT participa da 12ª edição da feira carioca, na Marina da Glória [Pavilhão Mar, Av. Infante Dom Henrique, S/N – Glória]. Além de pôsteres inéditos da gráfica ativista Floresta Protesta, produzidos por Gustavo Caboco, Kátia Maciel, Fabio Morais, Denilson Baniwa, Dora Longo Bahia, Artur e Lilla Lescher, Nina Lins, Pedro Andrada, Guto Lacaz e Marcos Chaves, a revista promove o lançamento da edição #55, terceira dedicada ao tema anual de #Arte_e_Política, sob o título LUTAR. A edição digital é composta por duas partes autônomas e complementares, realizadas paralelamente pela Redação da seLecT e o grupo de pesquisa Depois do Fim da Arte. O resultado da colaboração é uma publicação experimental e disruptiva, ideal para leitura no tempo da vida presente. A diagramação cria uma estrutura dialógica entre as duas partes, desenvolvendo narrativas autônomas que, em determinados momentos da publicação, se tocam e se somam em um discurso uníssono. A edição estará disponível para venda em bancas digitais ou no app seLecT, disponível na AppStore e GooglePlay, a partir de amanhã, quarta feira, 14/9. 

Registro Artrio 2021 [Foto: Divulgação]

DESTAQUES DA FEIRA
ArtRio 2022
Em sua 12ª edição, a ArtRio, de 14 e 18/9, organiza suas galerias em dois pavilhões, batizados de Mar e Terra, uma referência à localização de cada um. No caso do Pavilhão Mar – na Esplanada da Marina da Glória – o nome é uma alusão à vista cartão-postal para a Baía de Guanabara, e dedicado a projetos especiais. Nele estão os programas: VISTA, para galerias com menos de 10 anos; SOLO, com estandes dedicados a um único artista e que esse ano conta com a curadoria de Ademar Britto; EXPANSÃO, que abrange instituições e projetos sociais; revistas e editoras; e MIRA, programa curado por Victor Gorgulho com projeções diárias de videoarte. As galerias também podem ser visitadas no Pavilhão Terra, área indoor da Marina da Glória, que é dedicada exclusivamente às galerias do programa PANORAMA, as maiores da cena nacional. O evento oferece, também, programação de conversas, a partir de quinta, dia 15/9. Elas acontecem sempre no Palco ArtRio, no Pavilhão Mar e são transmitidas ao vivo pelo site da feira. Para ingressos e lista completa de galerias, acesse o link.

Divulgação

Relevos da Alma
No domingo, dia 18/9, às 16h, na ArtRio, a Galeria Raquel Arnaud e Lumen Produções lançam o documentário sobre vida e obra do artista Arthur Luiz Piza (1928-2017). Uma viagem poética sensorial pelos relevos e formas geométricas do consagrado gravurista brasileiro que se radicou em Paris a partir dos anos 1980, o curta-metragem aborda sua busca para sair da superfície plana, criar e ressignificar o espaço subvertendo materiais tradicionais, além de incorporar objetos cotidianos à criação artística. Assista ao trailer pelo link.

Gravura de Katie van Scherpenberg [Foto: Divulgação]

Coleção Impacto
Em seu estande na 12ª edição da feira, a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage apresenta um projeto que integra o programa de benefícios da instituição, Amigo EAV. O conjunto reúne gravuras inéditas de Chico Cunha, que dá aulas de pintura na Escola, e de Cristina Canale e Katie van Scherpenberg, ex-professoras. Parte da renda arrecadada será revertida para o programa público de ensino da Escola, que inclui bolsas sociais. Adquirir o conjunto da Coleção Impacto, ou qualquer outra obra de acervo, é uma oportunidade de colaborar diretamente com a formação de novos artistas.

Registro do primeiro dia de montagem, na Artrio, do estande solo de Maxwell Alexandre pel’A Gentil Carioca

SOLO
O Pavilhão Mar, localizado na Esplanada da Marina da Glória, apresenta, a partir de projetos expositivos originais dedicados a um único artista, diferentes nomes da arte contemporânea das principais galerias nacionais. O programa conta com curadoria de Ademar Britto, autor de ”Imaginário radicante”, crítica sobre a 59a Bienal de Veneza publicada na edição 54, #INFORMAR, da revista seLecT. O espaço reúne produções de Wallace Pato [Galeria Mendes Wood DM], Aurelino dos Santos [Almeida & Dale Galeria de Arte/Paulo Darzé Galeria], JOTA [MT Projetos de Arte], Maxwell Alexandre [A Gentil Carioca], Gabriel Giucci [Galeria Leme], Luana Vitra [Galeria Periscópio], Uýra [C. Galeria], Elian Almeida [Galeria Nara Roesler] e Antonio Tarsis [Fortes D’Aloia & Gabriel Galeria]. Segundo o curador, sua proposta é apresentar um recorte de artistas que têm se destacado no cenário das artes, em diferentes fases de suas carreiras e com práticas diversas. Leia mais na reportagem Mar, terra e arte, publicada no site da revista seLecT.

Obra de Elisa Stecca [Foto: Cortesia da artista]

Improvável, de Elisa Stecca 
Na ArtRio, a artista ocupa o estande da Galeria Mercedes Viegas para realizar o lançamento e seção de autógrafos de seu livro inédito. O projeto, fruto de um diálogo entre Stecca e a curadora Rejane Cintrão, pega emprestado o titulo de uma série de esculturas realizadas em 2019. Improváveis foi inicialmente um jogo composto pela artista no Instagram, no qual dez peças eram montadas em pedra e cerâmica e depois remontadas em outros arranjos. Além do livro, a artista apresenta um recorte da exposição homônima, em cartaz na Biblioteca Mario de Andrade, até 8/9, com as séries Black Lifes Matter e Salar.

Lagarta tokotó-xeni, de Denilson Baniwa, em Devir Indígena, na Casa Museu Eva Klabin [Foto: Divulgação]

ABERTURAS
Projeto Respiração Devir Indígena – Denilson Baniwa e Gustavo Caboco
De 17/9 a 20/11, a Casa Museu Eva Klabin apresenta a 25a edição do Projeto Respiração, que convida artistas contemporâneos a dialogarem com o acervo do museu. Entrelaçados em torno das fases de vida de uma lagarta, os projetos dos dois artistas atravessam as salas da instituição, como comentários sobre a passagem do tempo na vida animal, no corpo da casa e na natureza modificada da paisagem do Rio de Janeiro. “Suas intervenções trouxeram anima para a fossilização do presente, desencadeando uma reflexão potente sobre a vivência do tempo na casa e na nossa sociedade”, diz o curador Marcio Doctors, que divide a curadoria da exposição com Paula Alzugaray, diretora de Redação da seLecT.

Fotoperformance Que Ficção Vocês Construíram Pra Meu Corpo (2018), de Laryssa Machada [Foto: Divulgação]

Por Detrás da Retina
Na próxima quinta-feira, 15/9, às 18h, o Centro Cultural Inclusartiz abre a mostra coletiva com obras de 14 artistas brasileiros contemporâneos, que investigam, de diferentes formas e por meio de variados suportes, as relações entre o espaço físico e a virtualidade, ao passo em que buscam instaurar novos territórios que extrapolam a capacidade convencional da visão humana. Entre vídeos, instalações, pinturas, esculturas e imagens digitais, a exposição, com curadoria de Victor Gorgulho, apresenta um recorte intergeracional, mesclando a produção de jovens artistas a nomes renomados do circuito da arte contemporânea brasileira, como Adriana Varejão, Daniel Frota de Abreu, Laryssa Machada, Ilê Sartuzi, Rafael Bqueer, Rodolpho Parigi, Vitória Cribb, entre outros.

Pele de Tinta (2022), de Jeane Terra [Foto: Divulgação]

Territórios, Rupturas e Suas Memórias, de Jeane Terra
Conhecida por sua pesquisa sobre a memória, transitoriedade das cidades e o apagamento urbano, a artista mineira apresenta, a partir do dia 6/10, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, a mostra com um conjunto de mais de 20 obras inéditas, resultantes de uma imersão nas cidades baianas de Sobradinho, Remanso, Casa Nova, Pilão Arcado e Sento Sé, durante a seca do Rio São Francisco. Após sua pesquisa anterior, no Pontal de Atafona, no norte fluminense, que está sendo tragado pelo mar, Terra quis trabalhar nas cidades inundadas para a construção da barragem Sobradinho e da usina Luiz Gonzaga. 

Vista de Fala Coisa, em cartaz na Carpintaria [Foto: Divulgação]

EM CARTAZ
Fala Coisa
A exposição, em cartaz na Carpintaria, Rio de Janeiro, é um diálogo entre trabalhos inéditos de Barrão e Josh Callaghan, até 29/10. Com curadoria de Raul Mourão, a mostra suscita pontos de contato entre as pesquisas dos artistas, cujas assemblages têm em comum um modo de crescimento vegetal, como se objetos banais ou de uso industrial pudessem brotar e crescer a partir da aglutinação de fragmentos heterogêneos. Nessa interação, as identidades ou usos pré-atribuídos de cada coisa dão lugar a um regime relacional de comunicação semelhante a uma dramaturgia objetual, ressaltando os componentes teatrais e cenográficos da obra dos dois artistas.

Série Marine (2022), Xavier Veilhan [Foto: Divulgação]

Xavier Veilhan
O expoente da arte contemporânea francesa ocupa a Nara Roesler Rio de Janeiro  com obras inéditas e recentes, em sua primeira mostra na cidade. Veilhan apresenta 15 peças, entre esculturas de dois metros de altura, esculturas cinéticas em madeira, e um grande móbile, de 4,5 metros de altura, que exploram seu interesse em criar contextos que alteram a experiência do espaço e a percepção do tempo. A originalidade das suas proposições, que tensionam a relação entre o bidimensional e o tridimensional, resulta de um processo de realização que alia métodos e materiais tradicionais à tecnologia, geometrizando as formas para criar seu famoso efeito “pixelado”. Até 29/10.

Fluxo e Refluxo (Barco de Açúcar) (2021), de Tiago Sant’Ana [Foto: Divulgação]

Um Defeito de Cor
Baseada nos contextos sociais, culturais, econômicos e políticos do século 19, abordados no livro de mesmo nome da escritora mineira Ana Maria Gonçalves, que também assina a curadoria, a mostra, no Museu de Arte do Rio, apresenta 400 obras, entre desenhos, pinturas, vídeos, esculturas e instalações de mais de 100 artistas de locais como Rio de Janeiro, Bahia, Maranhão e do continente africano, em sua maioria negros e negras, principalmente mulheres. Dividida em 10 núcleos, que se espelham nos 10 capítulos do livro, a mostra discorre sobre revoltas negras, empreendedorismo, protagonismo feminino, culto aos ancestrais, África Contemporânea, entre outros temas, em busca de uma revisão historiográfica da escravidão. Além disso, obras comissionadas de Kwaku Ananse Kintê, Kika Carvalho, Antonio Oloxedê, e Goya Lopes foram produzidas especialmente para homenagear o livro.

Detalhe de Pintura de Di Cavalcanti [Foto: Divulgação]

Di Cavalcanti – 125 anos
Com curadoria de Denise Mattar, a mostra celebra os 125 anos de Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, grande nome do modernismo brasileiro, pintor, desenhista, ilustrador, muralista e caricaturista. São apresentadas, na Danielian Galeria, no Rio de Janeiro, mais de 30 obras do artista, algumas provenientes de importantes coleções particulares e, duas em especial, inéditas para o público brasileiro. Trata-se de uma seleção especial que traça um percurso de Di através de seu tema favorito, o povo brasileiro, proporcionando uma oportunidade única de ver algumas de suas obras-primas lado a lado. Até 22/10.

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