Agenda Para Adiar o Fim do Mundo (26/10 a 2/11)

Aberturas no Sesc, festival de literatura e últimos dias de Histórias Brasileiras, no MASP, são alguns dos destaques da semana

Da Redação

Publicado em: 26/10/2022

Categoria: Agenda

Desenho de Doris Maninger [Foto: Divulgação]

A Parábola do Progresso
Amanhã, 27/10, o Sesc Pompeia inaugura a exposição que celebra o 40o aniversário da unidade. Com coordenação curatorial de Lisette Lagnado e os curadores associados André Pitol e Yudi Rafael, a mostra discute o legado de Lina Bo Bardi para o Sesc Pompeia, pontuando outras referências, como esculturas, fotografias, desenhos, vídeos e azulejos, que somam camadas vivenciais e sociais ao projeto. Cinco instituições participam da exposição que, apesar de diferentes, têm em comum a força de se organizar e gerar espaços de hospitalidade aptos a amparar sua comunidade: o Acervo da Laje (subúrbio ferroviário de Salvador – BA), a Aldeia Kalipety (São Paulo – SP), a Casa do Povo (São Paulo – SP), o Quilombo Santa Rosa dos Pretos (Itapecuru Mirim – MA) e o Savvy Contemporary – the Laboratory of form-ideas (Berlim – Alemanha). Entrada gratuita.

Vista de A Reciprocidade do Toque [Foto: Divulgação]

ABERTURAS
A Reciprocidade do Toque
Com trabalhos de Vivi Rosa e Yohannah de Oliveira, a mostra estreia amanhã, 27/10, com a exibição das duas artistas na Casa Ondina, novo espaço de arte do Pacaembu. A exposição concentra experiências visíveis e sensoriais no ambiente da casa, de forma a ativar o mais íntimo dos sentidos, tendo como ponto de partida o gesto e o toque. Além de pinturas, objetos e esculturas, o um vídeo, que revela camadas, muito similares à topografias que se esfarelam e se desfazem, preenche a visita. Texto crítico de Núria Vieira. Agendamentos via Instagram da Casa Ondina.

O Que Faz Nascer Em Mim a Brutalidade (Estudo) (2016), de Sidney Amaral [Foto: Divulgação]

Viver Até O Fim O Que Me Cabe – Sidney Amaral: Uma Aproximação
Propondo promover e ampliar a aproximação do público com a produção do artista paulistano, o Sesc Belenzinho abre hoje, 26/10, exposição com 74 obras, além de estudos e cadernos de desenho, que possibilitam entrever seu processo de criação. Por meio de técnicas e materiais variados – como desenhos a grafite, pinturas com acrílica, aquarelas e esculturas –, Amaral aponta para a aspereza de uma sociedade marcada pelo trauma da escravidão, do genocídio das populações negras e do racismo estrutural. “Sidney Amaral não esteve alheio às urgentes demandas do nosso tempo nem se omitiu diante dos problemas que mais diretamente afetam as ‘maiorias minorizadas’ do Brasil, porém o grau de engajamento do artista com essas questões prementes não ofuscou ou tornou secundário seu compromisso com a arte à qual se dedicou com afinco durante sua curta existência”, escreve o curador Claudinei Roberto da Silva. 

Paisagem de Verão (1977), de Luiz Paulo Baravelli [Foto: Divulgação]

Baravelli 80
Organizada e exibida no Espaço Fundação Stickel, em colaboração com a Galeria Marcelo Guarnieri, a mostra, que abre neste sábado, 29/10, às 20h, celebra os 80 anos do artista Luiz Paulo Baravelli, com a apresentação de 57 obras, entre pinturas e desenhos, que correspondem a cada ano de sua carreira, desde 1965 até 2022. Em diálogo, cerca de 200 imagens de obras de arquitetos, artistas, cartunistas e designers apresentados na exposição em formato de vídeo aproximam o público do repertório do artista. 

EM CARTAZ

Poema (1979), de Lenora de Barros [Foto: Divulgação]

Minha Língua, de Lenora de Barros
Com curadoria de Pollyana Quintella, a exposição, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, faz um recorte com foco nas obras que discutem as relações entre corpo e linguagem, num arco que agrega desde trabalhos do início da carreira de Barros até a obra comissionada especialmente para a ocasião, intitulada A cara. A língua. O ventre. (2022), incluindo ainda produções icônicas como Poema (1979) e a série Procuro-Me (2003). A exposição foi organizada em estreito diálogo com a mostra Pinacoteca: Acervo – que consiste na nova montagem do acervo do museu, inaugurado em outubro de 2020, levando em conta que em 2022, o país celebra o centenário da Semana de Arte Moderna e o bicentenário de sua Independência. “Trata-se de ocasião propícia para, como propõe a instituição, olharmos criticamente para o legado dos modernistas e nos perguntarmos qual história da arte brasileira se deseja contar”, cita Jochen Volz, o diretor-geral da Pinacoteca. Até 9/4/22.

Obra da série Skeleton Closet, de Lize Bartelli [Foto: Divulgação]

Skeleton Closet, de Lize Bartelli
Até 3/12, a pintora figurativa ocupa o espaço da Galeria Simões de Assis, em São Paulo, com sua primeira mostra solo. Composta por 15 obras, a série, que intitula a mostra, apresenta retratos de amigas e familiares em ambiente intimista e propõe uma discussão sobre a posição da mulher na sociedade, com elementos que passam pela domesticidade, do tempo e as possibilidades de conexão e intimidade da casa. “A passagem do tempo e seu efeito é de extrema importância para Skeleton Closet, que discute como esses efeitos internos e principalmente os externos podem impactar as mulheres, acima de tudo, em uma sociedade tão dura quando se trata da aparência feminina”, escreve a artista. 

Vista de Histórias Brasileiras, no MASP [Foto: Isabella Matheus/Divulgação]

ÚLTIMOS DIAS
Histórias Brasileiras
Não perca a chance de visitar a mostra, em cartaz no MASP, até 30/10, dedicada a rever criticamente a história do país. A exposição reúne cerca de 380 trabalhos – sendo 24 inéditos – de aproximadamente 250 artistas e coletivos que contemplam diferentes mídias, suportes, tipologias, origens, regiões e períodos, do século 16 ao 21, organizados em 8 núcleos temáticos: Bandeiras e Mapas, Festas, Mitos e Ritos, Paisagens e Trópicos, Rebeliões e Revoltas, Retomadas, Retratos, e Terra e Território. Neste contexto, a proposta curatorial privilegia as histórias sociais ou políticas a partir da cultura visual, expressando um caráter polifônico e fragmentado, fugindo de uma visão canônica ou totalizante. R$ 50. 

Still de Andança – Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, de Pedro Bronz [Foto: Divulgação]

CINEMA
46º Mostra Internacional de Cinema
Até 2/11, acontece, em São Paulo, o evento dedicado à imagem em movimento. As sessões Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores e Mostra Brasil apresentam 223 títulos, oriundos de 60 países, em circuito de salas de cinemas e espaços abertos da cidade de São Paulo. As plataformas Sesc Digital e Spcine Play, vão dar acesso gratuito a 10 e sete títulos, respectivamente, selecionados pela curadoria do evento. Confira programação completa pelo link.

Divulgação

LITERATURA
7ª Semana Senac de Leitura
Promovida pelo Senac São Paulo, o evento, que acontece até 29/10, propõe uma reflexão sobre “Leitura e Transformação Social”, por meio de centenas de atividades presenciais e on-line distribuídas pelas unidades da instituição no Estado. “Faz parte da essência da Semana levantar temas interligados ao acesso a espaços de cultura e desenvolvimento da leitura e escrita. Em 2022, convidamos à reflexão sobre como a transformação social pode ter como ponto de partida o hábito da leitura e desenvolvimento da escrita”, escreve Cristiane Camizão Rokicki, idealizadora da iniciativa e coordenadora da rede de bibliotecas do Senac São Paulo. O evento também celebra o Dia Nacional do Livro e toda a programação é gratuita e aberta ao público. 

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