Agenda para Adiar o Fim do Mundo (23/2 a 2/3)

Exposição de Abdias Nascimento abrindo no MASP, single de Pagotrap e outras novidades na agenda da semana

Da Redação

Publicado em: 23/02/2022

Categoria: Agenda, Destaque

Fundamento (2019), de Maré de Matos (Foto: Divulgação)

Mais Valor que Valia, de Maré de Matos
“Reflorestar o peito” é o lema da individual da artista mineira, com inauguração hoje, 23/2, na Galeria Lume. Por meio da poesia, palavra, bordado, fotografia, entre outros, Matos denuncia a relação capitalista entre desenvolvimento e devastação. “Falo de uma bagunça cognitiva que nos desvincula de valores fundamentais, como a preservação da natureza, e proponho a conexão com recursos importantes, como a sensibilidade e a atenção. Não é sobre mim, é sobre paradigmas que afetam a humanidade”, afirma a artista, que ganhou projeção em São Paulo ao apresentar a instalação Fundamento (2019) no 36º Panorama de Arte Brasileira do MAM, em 2019, com curadoria de Julia Rebouças. Entrada gratuita.

Okê Oxóssi (1970), de Abdias Nascimento (Foto: Ana Pigosso/Divulgação)

ABERTURAS
Abdias Nascimento: Um Artista Panamefricano 
A mostra monográfica debruça-se sobre a produção artística desta figura multifacetada, enfatizando, sobretudo, sua contribuição para a pintura modernista brasileira. Com cerca de 60 trabalhos – datados de 1968 a 1998 – a exposição evidencia as características do movimento pan-africanista, como as cores, formas, fontes e o imaginário ‘ladino-amefricano’ (termo cunhado pela amiga e interlocutora política de Nascimento, Lélia Gonzalez , para se referir à experiência negra na América Latina). A mostra faz parte do programa de 2022 do MASP dedicado às Histórias Brasileiras, que culmina na realização de uma grande exposição coletiva ainda este ano. Curadoria de Amanda Carneiro e Tomás Toledo. No MASP, a partir de 25/2.

Detalhe de História da Arte Brasileira 1960-1990 (2015), de Bruno Faria (Foto: Carolina Krieger/Divulgação)

O Colecionador
A partir deste sábado, 26/2, a Pina Estação sedia a mostra coletiva que foi idealizada a partir da obra Introdução à História da Arte Brasileira 1960-1990 (2015), de Bruno Faria, pertencente ao acervo da Pinacoteca A instalação reúne 168 discos de vinil, cujas capas foram desenhadas por artistas visuais como Hélio Oiticica, Regina Vater, Guto Lacaz, Alex Flemming, entre outros. Juntam-se à obra do artista recifense outros trabalhos do acervo do museu, que também discutem apropriação e ressignificação de objetos pela prática colecionista contemporânea, de nomes como Jac Leirner, Mabe Bethonico, Nelson Leirner, Raphael Escobar e Thiago Honório.

Vista da mostra na Japan House (Foto: Divulgação)

EM CARTAZ
Wave – Novas Correntes nas Artes Gráficas Japonesas
Com 55 ilustradores japoneses, a mostra, na Japan House São Paulo, é uma edição do evento anual realizado em Tóquio e revela a cena criativa da ilustração oriental, reunindo artistas veteranos ao lado de novatos, com estilos que vão muito além do mangá e anime. Sob a curadoria da dupla Hiroshi Sugiyama e Kintaro Takahashi, a exposição faz parte do projeto global de itinerância da instituição, com passagem pelas 3 sedes, iniciada em Los Angeles em 2021. Até 1/5.

Vista da mostra de Francisco Brennand, na Carpintaria (RJ) (Foto: Divulgação)

Francisco Brennand: Um Primitivo Entre os Modernos
Em itinerância, a mostra – exibida pela primeira vez na Gomide & Co, em São Paulo – chega à Carpintaria, no Rio de Janeiro, para narrar a trajetória dos objetos cotidianos, da natureza-morta e dos seres míticos que, para Brennand, ganham vida pelo processo de queima da cerâmica. Segundo Julieta González, curadora da exposição, o acontecimento de 1959, quando, durante a 5a Bienal de São Paulo, o artista recifense foi elencado como ‘artista primitivo’, é ponto de partida para refletir sobre o que vemos exposto hoje. Em cartaz até 9/4.

Acorde, de Jorge Macchi (Foto: Divulgação)

La Estatura de la Libertad, de Jorge Macchi
“Minha intenção é que se perceba um rio subterrâneo que passa por todos os objetos, embora eu não possa definir o nome desse rio”, afirma o artista sobre sua sexta mostra individual na Galeria Luisa Strina. O conjunto de obras é permeado por conceitos como a memória, o efêmero, a transparência, o fantasma, a representação do som, a subversão da lógica e a desintegração da imagem. Na obra Acorde, peça feita de cerâmica esmaltada composta por 88 peças em preto e branco que reproduzem um teclado de piano em escala 1:1, Macchi busca congelar o momento da execução de um acorde cujo som já desvaneceu, ou permanece, o que de um modo ou de outro o torna inaudível. Até 16/4.

Eran L’Okun – O Polvo com 4 Tentáculos, de Mestre Didi (Foto: Divulgação)

Mestre Didi: Panteão da Terra
Confira, até 12/3, a individual do escritor e artista afro-brasileiro acerca das múltiplas relações do homem com seu meio ético, social e cósmico. Mestre Didi começou, com apenas 8 anos de idade, a conviver com grandes mestres africanos, o que se reflete em sua produção artística,  dedicada às comunidades nagôs e ao sagrado. ”Suas obras carregam a experiência e a respiração dos mais antigos aos mais novos, de geração em geração. Condensando sua história pessoal e sua capacidade de transcender”, escreve Juana Elbein dos Santos no texto crítico. Em cartaz na Simões de Assis, São Paulo.

(Foto: Divulgação)

MÚSICA
Controle, de Dellima 
Depois da baphônica Sadomazoca, em parceria com a cantora e blogueira Nobre Ju, o cantor queer lança novo single, em que mistura o Pagotrap e o Pop com personalidade, inovando este estilo que já é sucesso na Bahia. Ao lado de Nêssa, expoente da música popular contemporânea baiana, Dellima transborda fetiches e sensualidade do universo Pansexual. “A nova cena musical da Bahia é muito potente, e eu fico muito feliz em fazer essas conexões com os artistas da mesma cena que eu, que estão no mesmo corre que eu”, comenta Nêssa. A canção, que é parte do álbum Dellírio, com lançamento previsto para março, está disponível em todas as plataformas de streaming e no canal no Youtube do cantor.

Cena de Mulher, Como Você Se Chama?, de Janaina Matter (Foto: Elenize Desgeniski/Divulgação)

TEATRO
Súbita Companhia 
A companhia curitibana de teatro chega a São Paulo para estrear os espetáculos Mulher, Como Você Se Chama?, de Janaina Matter, e O Arquipélago, de Pablito Kucarz, solos que são apresentados sequencialmente na sala 7 da Oficina Cultural Oswald de Andrade em curta temporada, de 8 a 12/3. As peças integram o projeto Habitat, composto por cinco solos, com direção de Maíra Lour, que investiga a relação do próprio corpo como casa, buscando nele questões poéticas, políticas e estéticas. Entrada gratuita.

Equinócio (2002), de Regina Silveira (Foto: Divulgação)

INSCREVA-SE
Minicurso sobre Regina Silveira: Outros Paradoxos
Nos dias 9 e 11/3, a curadora Daniela Maura Ribeiro realiza visita comentada na exposição Regina Silveira: Outros Paradoxos, em cartaz no Museu de Arte Contemporânea da USP. Daniela é pós-doutoranda no Instituto de Artes da Unesp, com a pesquisa “Regina Silveira e Julio Plaza: Agentes da Arte Conceitual Brasileira”, e sua tese de doutorado em História Social também é dedicada ao estudo de uma faceta da obra da artista: “A Fotografia na Arte Contemporânea e o Terreno da Ficção: Regina Silveira e Carlos Fadon Vicente”, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. As aulas in loco acontecem, respectivamente, às 15h e 10h30, com reservas até um dia antes via IG. R$ 80. O MAC-USP é um museu público e tem visitação gratuita.

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