Agenda para Adiar o Fim do Mundo (27/7 a 3/8)

Individual de Sidney Amaral, instalação de Aline Motta e mostra Verbo, na Galeria Vermelho, são alguns dos destaques da agenda

Da Redação

Publicado em: 27/07/2022

Categoria: Agenda, Destaque

Sem título (s.d.), de Sidney Amaral [Foto: Divulgação]

Sidney Amaral: Um Espelho na História
A Almeida & Dale Galeria de Arte, em parceria com a Galeria HOA, abre mostra com mais de 100 obras do artista paulistano neste sábado, 30/7, das 11h às 16h. Com curadoria de Luciara Ribeiro, e pesquisa de Lorraine Mendes, aquarelas, objetos tridimensionais, litogravuras e fotografias de Amaral (1973-2017) dialogam com produções inéditas de seis jovens artistas representados pela HOA: M0xc4, Almeida da Silva, George Teles, Marlon Amaro, Rafaela Kennedy e Mayara Veloso. Os trabalhos foram desenvolvidos a partir de provocações imagéticas do artista, que constantemente se colocou como agente ativo das próprias produções, interessado em interlocuções do cotidiano, do corpo enquanto instrumento de individuação e a consequente crítica histórica-racial do Brasil. 

Still de Dancei para Exu e Coloquei Meu Nome no Pé do Santo, de Massuelen Cristina [Foto: Divulgação]

ABERTURAS
Verbo Mostra de Performance Arte
Começa hoje, 27/7, a 16a edição da mostra de vídeo e performances na Galeria Vermelho, em São Paulo. Após dois anos de ausência, a Verbo retorna, até 29/7, com 38 ações ao vivo ou feitas para câmera de vídeo. A seleção de projetos ficou a cargo da artista, curadora e gestora cultural Samantha Moreira e do diretor artístico da Verbo, Marcos Gallon. Como nas edições anteriores, a programação é criada a partir da leitura de todas as propostas recebidas, definindo-se o recorte curatorial de acordo com os conteúdos das próprias propostas. A edição atual conta também com um plano estendido de ações que serão incorporadas ao programa regular de exposições da Vermelho entre os meses de setembro de 2022 e maio de 2023. 

Máquina Kalunga, instalação de Aline Motta no Sesc Belenzinho [Foto: Divulgação/Renato Parada]

Máquina Kalunga, de Aline Motta
Por meio de fotografias e projeções, a artista carioca inaugura nesta sexta, 29/7, a instalação no Sesc Belenzinho, reafirmando a busca por suas origens e uma conexão profunda com a natureza. O trabalho propõe ao visitante um mergulho em sua poética, em que a própria arquitetura do espaço, com suas transparências, reflexos e rebatimentos, se transforma em manifestações físicas do mundo espiritual. As imagens projetadas são fotografias de suas obras colocadas sobre rios, cachoeiras e mar, para construir um diálogo com o espaço da unidade. Curadoria de Claudinei Roberto da Silva. Entrada gratuita.

Foto: Reprodução do Instagram

PerformAR Circuitos
Em sua primeira edição, o festival acontece nos dias 29, 30 e 31/7, no Galpão Cru, em São Paulo, com participação de 39 artistas de diferentes linguagens e gerações. Com curadoria de Demétrio Portugal, Dudu Tsuda, Marcus Bastos, Paulo Hartmann e Priscila Arantes, o evento surge da junção de diferentes festivais e grupos de pesquisa em torno da performance, instalação, música experimental e arte sonora, apresentando obras que investigam as possibilidades de diálogo com o ambiente. ”O festival nasce de uma inquietação política junto ao sistema das artes, que muitas vezes se desenha dentro de territórios fechados, restritos e em diálogo com o mercado. Dentro de um olhar mais coletivo, e procurando criar um espaço mais arejado e inclusivo, a ideia é fazer o circuito voltar a respirAR”, escrevem os curadores. 

Vista de A Sua Estupidez (2022) [Foto: Rafael Salim/Divulgação]

EM CARTAZ
A Sua Estupidez
Em cartaz na Carpintaria, no Rio de Janeiro, 26 obras, de artistas como Bárbara Wagner & Benjamin de Burca, Cabelo, Lenora de Barros, Rivane Neuenschwander, e Tiago Carneiro, representam vivências de valores e princípios diversos, mas não divergentes. A mostra se coloca como uma mensagem direta remetida coletivamente ao governo atual, denunciando, expressando a encarnação da revolta, a manifestação da liberdade de negar o que se despreza, e a representação do que não nos representa. O conjunto de obras se forma ocupando esse campo com força e fisicalidade, ressoando um valor comum: o valor do protesto. Até 20/8.

Pintura de João Câmara [Foto: Divulgação/Daniel Rozowykwiat]

ÚLTIMAS SEMANAS
João Câmara, Nota Nova – Ecos de 1967
A individual, em cartaz na Galeria Marco Zero, em Recife, até 31/7, apresenta uma seleção de trabalhos do período de 1965 a 1971, fase inicial e emblemática da trajetória do pintor. Além da intenção de reafirmar a habilidade do artista, a mostra é uma oportunidade histórica de lançar um novo olhar para a produção de Câmara. Amanhã, 28/7, às 19h, Cristiana Tejo, curadora da mostra, faz a mediação de bate-papo sobre os dois pilares da exposição: a questão de ordem social – a busca por visibilidade da produção artística do Nordeste no cenário nacional -, e a estética presente em algumas obras dos primeiros anos de construção da poética do artista paraibano radicado em Pernambuco. Entrada gratuita.

Still de Feminino Plural (1976), de Vera de Figueiredo [Foto: Divulgação]

CINEMA
Cabíria Festival Audiovisual
Em formato híbrido, o evento acontece de hoje, 27/7, a 30/7, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), com exibição gratuita de 23 obras, entre curtas, longas e microfilmes. A sessão de abertura, às 20h30, apresenta Feminino Plural (1976), de Vera de Figueiredo, homenageado do ano, acerca de sete mulheres motoqueiras, amazonas e modernas em busca de um caminho libertário. A programação debruça-se sobre temas relacionados ao feminino e à diversidade, reunindo obras como Faya Dayi, de Jessica Beshir; Indianara, de Aude Chevalier-Beaumel e Marcelo Barbosa; Nũhũ Yãg Mũ Yõg Hãm: A Terra é Nossa”, de Isael e Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero, entre outros.  Confira a programação pelo link

Divulgação

ONLINE
No Barracão
O Carnavalize, junto do Ateliê 397 e da colecionadora Alayde Alves, realiza  o ciclo de debates online, até 12/9, propondo aproximar os contextos poéticos, estéticos, sociais e políticos das artes institucionalizadas e do Carnaval. Ao todo, serão cinco mesas de conversas no ciclo intitulado “Tupinicópolis é aqui?”, com curadoria e mediação de Clarissa Diniz, Leonardo Antan e Thaís Rivitti, que irão discutir a obra de Fernando Pinto e questões contemporâneas a partir do emblemático cortejo de 1987 da Mocidade Independente. Personalidades como Beatriz Milhazes, Sandra Benites, Guerreiro do Divino Amor, Maxwell Alexandre e Rafael Bqueer participam dos debates, que acontecem sempre às segundas-feiras, a partir das 19h. Transmissão pelo canal do Youtube do projeto.

Retrato de Ricardo Lísias

INSCREVA-SE
A Primeira Pessoa na Literatura Contemporânea, com Ricardo Lísias
O colaborador da seLecT, autor do ensaio Política e Imagem no Brasil Contemporâneo: Máquina de Produção de Absurdos, publicado na edição #54 da revista, oferece um curso sobre o caminho que a primeira pessoa fez na literatura contemporânea, indo do estranhamento e desconforto iniciais até a centralidade na produção literária das últimas décadas. Lísias parte de Dostoiévski e Proust, em agosto, passeando por autores como Nathalia Ginsburg, Audre Lorde e Marcelo Rubens Paiva nos meses seguintes, até chegar à novíssima safra de escritores “em primeira pessoa”, como Jamaica Kinkaid (A Autobiografia da Minha Mãe) e Camila Sosa Villada (O Parque das Irmãs Magníficas), abordando uma obra por aula, via Zoom, às quartas feiras, às 20h, até dezembro. Inscrições pelo e-mail rlisias@yahoo.com.br

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