Agenda para Adiar o Fim do Mundo (6 a 13/7)

20ª Festival de Arte Serrinha, Bienal do Livro e CHII – Festival de Música Criativa são alguns dos eventos em destaque da semanas

Da Redação

Publicado em: 06/07/2022

Categoria: Agenda, Destaque

Obra da série Daniel (2016), parceria entre os artistas Laura Lima e Luiz Braga [Foto: Divulgação]

ABERTURAS
Brasis: Festival Arte Serrinha
Abre neste sábado, 9, e segue até o dia 30/7, a 20ª edição do badalado evento em Bragança Paulista, com programação multicultural. As atividades se concentram na Fazenda Serrinha e, pela primeira vez, no Parque Natural Arte Serrinha. Inaugurado no final do ano passado, conta com grandes esculturas e instalações ao ar livre, trilhas para caminhada, mirante para a represa do Rio Jaguari e centro cultural. Entre os destaques deste ano, shows de Cynthia Luz, Arnaldo Antunes, Bala Desejo, e Otto, além do recital de Lucina e Bené Fonteles. Em cinema, estreias de Expedição Serrinha, de Beto Brant; Lavra, de Lucas Bambozzi; e Yorimatã, de Rafael Saar. O festival também recebe performance de Giselle Beiguelman, desfile de Ronaldo Fraga e debate sobre modernismo e antropofagia. Confira a programação completa pelo link.

Mulata (1959), de Heitor dos Prazeres [Foto: Coleção Gilberto Chateaubriand MAM Rio/Divulgação]

Nakoada: Estratégias para a Arte Moderna
Escapar das armadilhas do modernismo é o desafio autoproposto pelo artista Denilson Baniwa e por Beatriz Lemos, curadora-adjunta do MAM Rio, na mostra, com abertura sábado, 9/7. O conceito de Nakoada, estratégia de guerra do povo Baniwa da região do Alto Rio Negro para elaborar novas possibilidades de permanência no mundo, norteia as escolhas curatoriais. “Nakoada é um gesto de retorno. Seria o momento em que pessoas que foram alvo de ações externas entendem o poder opressor do outro e agora procuram uma possibilidade de retornar à sua própria autonomia”, diz Baniwa. A mostra articula trabalhos especialmente realizados por quatro artistas e coletivos contemporâneos convidados – Cinthia Marcelle, Mahku, Novíssimo Edgar e Zahy Guajajara – com obras modernistas brasileiras. R$ 20.

Coffee Break (2017), de Cristina Canale [Foto: Divulgação]

EM CARTAZ
Pequenas Pinturas
Seguindo o mesmo princípio da mostra inaugural do Auroras, em 2016, Pollyana Quintella e Ricardo Kugelmas reúnem obras de 27 artistas, como Alex Cerveny, Flora Rebollo, Giulia Puntel, Márcia Falcão, Rafael Alonso e Tiago Mestre, em exposição sobre a diversidade na pintura brasileira contemporânea. Dividida em dois atos, a primeira etapa da mostra, em cartaz até 16/8, busca produzir um diálogo entre gerações e diferentes perspectivas a partir de pinturas pequenas. “Não há recursos narrativos ou temáticos que justifiquem a aproximação de todos esses nomes. O que os une é o amor pelo pequeno, o desejo de jogar com ele e observar quantos infinitos cabem em cada um desses fragmentos”, escreve a curadora. O Ato II acontece de 20/8 a 24/9, no Auroras. 

Vista de Cachimba, de Luanda, em cartaz no MUHCAB [Foto: Divulgação]

Cachimba, de Luanda
Em cartaz no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, no Rio de Janeiro, até 30/7, a individual apresenta séries inéditas, nas quais a artista incorpora arte, história e religiosidade de matriz africana. Para Luanda, a mostra ressignifica as ancestralidades e traz reflexões sobre a intolerância religiosa, com trabalhos produzidos após a defesa de sua tese de doutorado em artes, Kalunga Mu Kizua — O Mar em Tempo, em setembro de 2021, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Neste mês, o MUHCAB oferece também conversas com o coletivo Ateliê Terreiro, o curador independente Maurício Barros de Castro, a historiadora Mônica Lima, roda de conversa com artistas mulheres e o sagrado, entre outros.

Cine Qua Non – A General (2018), de Penna Prearo [Foto: Divulgação]

Labirintos Revisitados, de Penna Prearo
A exposição fotográfica, no Sesc Bom Retiro, reúne 49 imagens selecionadas a partir da produção mais recente do artista paulista, que reconfigura a visualidade de diversos objetos fotografados e manipulados digitalmente. A produção de Prearo estabelece narrativas que se aproximam de fábulas, ilustrando cenas oníricas, com referências do universo da pintura e da cinematografia. ”A mostra reúne parte de sua produção, um trabalho de experimentação com recursos da fotografia, como a presença de grãos e efeitos como solarização e espelhamento”, escreve o curador Agnaldo Farias. Até 16/10.

Diário (2021- ), de Dolores Orange [Foto: Divulgação]

ÚLTIMAS SEMANAS
Frágil Equilíbrio, de Dolores Orange
A galeria mineira GAL, em parceria com o Centro Cultural Sesiminas, apresenta a primeira individual da artista pernambucana, até 17/7. Com um conjunto de 45 trabalhos inéditos, das séries Os Dias Estão Todos Ocupados (2020-2022), Arranjos (2021) e Diário (2021-em curso), a mostra revela a proximidade de Orange com o universo do desenho e da pintura. De acordo com Marina Romano, que assina o texto crítico, suas obras ”compõem um conjunto íntegro do exercício da prática, não hierarquizado por materiais ou processos. Observando o papel intrínseco da contingência no trabalho com pastel e tinta sobre papel, semelhante ao bricoleur de Lévi-Strauss, Dolores encontra um material novo; o que estava disponível, para construir novos sentidos, para se surpreender como criança”. 

Registro do primeiro dia da 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo [Foto: Divulgação]

LITERATURA
26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Até domingo, 10/7, o Expo Center Norte recebe mais uma edição do evento, desta vez, de modo híbrido. A partir do tema Todo Mundo Sai Melhor Do Que Entrou, a Bienal reúne 192 editoras, de todos os cantos do país e algumas internacionais, mesclando literatura, gastronomia, cultura, arte, negócios e diversão para a família. Os debates e conversas ocorrem em formato presencial e online. O evento celebra os 200 anos da independência do Brasil, por meio de uma polêmica homenagem a Portugal e sua literatura. R$ 30.

Oficina Aprendendo Através do Ruído”, ministrada por Lello Bezerra, durante a primeira edição do festival, em 2019 [Foto: Divulgação]

MÚSICA
3º CHIII – Festival de Música Criativa
Até 17/7, a cidade de São Paulo sedia a terceira edição do evento, com shows, oficinas e apresentações gratuitas. O Goethe-Institut São Paulo participa trazendo a atração internacional do Festival, o trio alemão The Liz, que se apresenta no Galpão Cru com a multi-instrumentista Dharma Jhaz, neste sábado, 9/7, e realiza uma oficina de produção de performance no auditório do Goethe-Institut nos dias 11, 12 e 13/7, apresentando o resultado com o grupo e os participantes no dia 14/7, também no Goethe. Confira a programação completa pelo site do festival.

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