ARCOmadrid 2017 selected

Confira os destaques da 36ª edição da tradicional feira de arte contemporânea de Madrid, ponto de encontro entre Europa e Américas

Paula Alzugaray
Trabalho de Hélio Oiticica na ARCOmadrid 2017 (Fotos: Paula Alzugaray)

Doze galerias brasileiras participaram da ARCOmadrid 2017, entre 200 galerias expositoras. A partir dos conjuntos de obras apresentados em nossos estandes, destacamos oito fortes temáticas, que se espraiam entre artistas de outras partes do planeta e ecoam em galerias cubanas, francesas, espanholas, suíças etc. Confira os temas e obras de maior destaque na 36ª edição da tradicional feira de arte contemporânea de Madrid, ponto de encontro entre a Europa e as Américas.

Modernos e concretos

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Trabalho de Volpi na ARCOmadrid 2017

 

Frequentadora do programa geral de galerias da ARCOmadrid há mais de uma década, a Luciana Brito Galeria deu um salto qualitativo no padrão dos estandes de feira. Em parceria com o curador Daniel Rangel, realizou no espaço da ARCO uma curadoria de arte brasileira de vertentes concreta, neoconcreta e conceitual, com obras de peso de Hélio Oiticica (dois Metaesquemas), Waldemar Cordeiro, Geraldo de Barros, Regina Silveira, Julio Plaza e – novidade! – Augusto de Campos, com cadernos originais de poemas históricos, como Lygia Fingers (1953). Esta é primeira vez que a galerista coloca à venda em seu estande uma tela de Alfredo Volpi.

  • Trabalho de Sandu Darié (1956)
  • Trabalho de Wifredo Arcay (1961)

A Dan Galeria trouxe à Madri o primeiro time da arte concreta cubana: Wifredo Arcay, Sandu Darié e Salvador Corratgé – artistas atuantes nos anos 1950, antes da ascensão de Fidel Castro –, que haviam sido exibidos na galeria paulistana na mostra La Isla Concreta, no ano passado.

  • Trabalho de Sérvulo Esmeraldo na ARCOmadrid 2017 (Foto: Reprodução)
  • Trabalho de Waltercio Caldas no estande da galeria Raquel Arnaud (Foto: Artsy)

Raquel Arnaud, a veterana da arte de vertente geométrica em São Paulo, homenageou o cearense Sérvulo Esmeraldo, morto em janeiro, situando-o no hall central do estande.

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Trabalho de Lydia Okumura na ARCOmadrid 2017

 

Lydia Okumura, em exibição no Auroras e na galeria Jaqueline Martins, em São Paulo, até 11 de março, foi o destaque do estande da galerista paulistana, que vendeu uma obra da artista brasileira radicada em Nova York desde os anos 1970, para a coleção do Museu Reina Sofia, de Madri.

Concretos contemporâneos

  • Trabalho de André Guedes
  • Trabalho de José Pedro Croft

Os portugueses André Guedes e José Pedro Croft, representante de Portugal na próxima Bienal de Veneza, são os destaques da Galeria Vera Cortês, de Lisboa.

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Bloco Dourado (2016), de Ding Musa

 

Conhecido pelo trabalho fotográfico, o artista Ding Musa mostra engenhosidade concreta em escultura no estande da galeria Raquel Arnaud.

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Trabalho de Rasheed Araeen

 

O paquistanês Rasheed Araeen (1932), convidado da 57ª Bienal de Veneza, está no estande da galerista catalã residente em São Paulo, Maria Baró.

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Trabalho de Antonio Malta Campos na ARCOmadrid 2017

A galeria Leme expõe a geometria expressionista de Antonio Malta Campos.
Concerto espacial
  • Curved and Elevated Curtains (2017), de Mangrané
  • Curved and Elevated Curtains (2017), de Mangrané
A alemā Esther Shipper ostentou um dos mais belos Arco com as esculturas espaciais do brasileiro Daniel Steegmann Mangrané.
Resistência e política
  • Farsa-David (Che Assassinado) (2013), de Dora Longo Bahia
  • Trabalho de Marinella Senatore
  • Trabalhos de Marinella Senatore
A política internacional nas pinturas de Dora Longo Bahia, e da italiana Marinella Senatore, na Galeria Pedro Cera, de Lisboa.
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Trabalho de Mauro Giaconi

A galeria francesa Bendana Pinel traz Mauro Giaconi.
  • Trabalhos de Nino Cais
  • Detalhe de trabalho de Nino Cais
Femininismo dá a tônica das colagens de Nino Cais, no estande da Casa Triângulo.
  • As manipulações fotográficas de Reynier Leyva Novo
A galeria El Apartamento, de Havana, arrasou com as manipulações de fotografias políticas e históricas, por Reynier Leyva Novo.
Crítica institucional
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Penélope al Món de la Propaganda (2016), de Pep Agut

O catalão Pep Agut, da Àngels Barcelona, subverte formatos e padrões e toca em tabus ao relacionar arte e publicidade.
Power Food Museos (2009), de Miralda

Power Food Museos (2009), de Miralda

 

O trabalho de Miralda, na galeria Moises Perez de Albeniz, faz referência às instituições artísticas.

Educação
  • Cada um, Cada qual 1, de André Komatsu
  • Educação Básica 12 (2017), de André Komatsu
André Komatsu quebra padrões pedagógicos, no estande da Vermelho.
New pop
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Trabalho do filipino David Medalla

O artista conceptual David Medalla surpreende ao apresentar uma pintura em grande Dimensão na galeria Baró.
Me Chupa (2016), de Pedro Caetano (Foto: Cavalo)

Me Chupa (2016), de Pedro Caetano (Foto: Cavalo)

Pedro Caetano revigora a crítica pop no estande da Cavalo.
Sobrenatureza
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Trabalho de Caio Reisewitz

Caio Reisewitz sobrepõe natureza e civilização na primeira colagem fotográfica de sua carreira. Realizada em 2010, a obra integrou a primeira edição da seLecT, em 2011.
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