Art Basel 2016: bom, bonito e caro

A feira de arte contemporânea mais importante do mundo incorpora a temática da crise, mas não é atingida

Ana Abril

Publicado em: 17/06/2016

Categoria: Sem categoria

Instalação Acumulação: Procurando um Destino, de Chiharu Shiota (Foto: AFP)

Um dia na maior feira de arte contemporânea do mundo, a Art Basel, confirma o que a SP-Arte já havia previsto no último mês de abril: a crise não chegou ao mercado de arte. Ao menos, não da forma dramática como atingiu outros setores. A feira, que está acontecendo entre 13 e 19 de junho na Suíça (de 13 a 15 foi reservada apenas para convidados), reúne 236 galerias de arte das mais importantes do mundo, para apresentar suas melhores obras.

Exemplo dessa bonança é a tela de cores respingadas de Jackson Pollock, a Número 21, estimada em US$ 25 milhões, no stand da Mitchell-Innes & Nash. Segundo David Nash, co-proprietário da galeria, a obra de Pollock foi reservada minutos após a abertura da Art Basel 2016.  Alguém ouviu falar em crise econômica?

Segundo os organizadores, o drama migratório, o medo do terrorismo e o referendo sobre o Brexit (termo que resume o risco de uma saída do Reino Unido da União Europeia) não têm influenciado na desvalorização das obras, mas sim em suas temáticas. Prova disso é a obra da japonesa Chiharu Shiota. Várias malas penduradas do teto com uma corda vermelha fazem referência aos refugiados e compõem a instalação Acumulação: Procurando um Destino.

Graças às galerias A Gentil Carioca e Luisa Strina, o Brasil está representado na Basileia. Além disso, a paulistana Millan, junto com as galerias Luhring Augustine (Nova York) e Franco Noero (Turim) apresentam a instalação Eu, Você e a Lua, do recém-falecido Tunga. A obra faz parte da seção curatorial Unlimited e compartilha espaço com outra brasileira, Ascenseur, de Laura Lima, de A Gentil Carioca.

Quase 1 milhão de pessoas visitará a feira nos próximos dias com o objetivo de movimentar dinheiro e criar uma discussão em torno da arte vigente. Apesar do público multimilionário que irá passear entre os stands com olhar atento em busca de obras para investir, a feira pretende democratizar-se com algumas ações inovadoras. Prova disso é a seção Parcours, composta por 19 instalações distribuídas pelo centro da Basileia e que podem ser admiradas de graça. Além disso, a Art Basel 2016 conta com um programa cinematográfico curado por Maxa Zoller, exibido dentro da feira.

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