Arte em outros ares

Publicado em: 07/08/2015

Categoria: Da Hora, exposições e bienais

Seguindo tendência de outras empresas, gestora italiana de recursos Azimut realiza exposição institucional com telas de Rogério Pinto e pretende ser mais atuante no cenário sóciocultural brasileiro

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Legenda: Obra de Rogério Pinto. (Foto: Fabricio Jr.)

Na última terça-feira (4), na rua Leopoldo Couto Magalhães Junior, em São Paulo, uma movimentação pouco comum acontecia na entrada de um prédio comercial. Localizado no Itaim Bibi, reduto econômico da capital paulista, o edifício recebia, além de seus executivos usuais, novos visitantes. Ao invés de trâmites financeiros, o escritório da gestora de recursos italiana Azimut sediava uma exposição composta por cerca de uma dezena de pinturas do artista Rogério Pinto (confira a galeria de imagens).

Aberta ao público durante sua inauguração, a mostra apresentava telas multicoloridas do artista que foi aluno de nomes como Paulo Pasta e Dudi Maia Rosa. Prevista para ficar em cartaz durante um mês, a exposição, que após sua abertura fica restrita aos funcionários e convidados da empresa, indica um comportamento já notado em companhias situadas no Brasil. Apesar de diferenças evidentes, mostras de arte em espaços administrativos de empresas já foram montadas em prédios de bancos como Itaú e Santander – e, em alguns casos, migram do ambiente privado para o público.

“Estamos pensando em consolidar esta experiência, como acontece na Itália, onde temos uma fundação”, comenta Davide Barenghi, co-CEO da Azimut Brasil. “A ideia seria tentar unir duas áreas, as artes e os projetos sociais, que hoje, para mim, são vividas como coisas muito separadas. Gosto que esse tipo de negócio financeiro não seja exclusivo, e sim mais inclusivo. Aqui no Brasil, em particular, é importante que haja essa sinergia. Com o tempo, talvez conseguimos fazer uma atividade mais estruturada nesse sentido”.

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Legenda: O artista Rogério Pinto. (Foto: Fabricio Jr.)

Duas vias

Um dos objetivos da iniciativa, que está em sua terceira edição, é dar visibilidade ao trabalho de nomes emergentes. “Sempre tentamos escolher artistas novos, o que representa um pouco nossa empresa. Este é nosso conceito aqui no Brasil. Somos uma empresa que chegou aqui há pouco tempo e Rogério também está começando a trabalhar com arte de modo ativo faz poucos anos”, conta Barenghi.

Além do caráter de divulgação do artista iniciante, a exposição engloba também a segunda área de interesse da empresa, a atividade social. Um dos quadros à venda terá seu valor revertido para o Projeto Quixote, uma organização da sociedade civil de interesse público, que atua com crianças e jovens expostos a situações de risco.

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