Arte para salvar o mundo

Paula Alzugaray

Publicado em: 07/06/2012

Categoria: Especial Rio+20, Reportagem

Eduardo Srur lança alerta mundial sobre meio ambiente em série de aquarelas e prepara intervenção no Rio de Janeiro

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Legenda: Na série A Arte Salva, de 2012, Eduardo Srur pinta coletes salva-vidas sobre os maiores monumentos do planeta (Foto: divulgação)

Eduardo Srur é um artista de intervenções urbanas que, cada vez mais, se volta para enfoques ambientais. Ele ganhou projeção quando instalou 20 garrafas PET infláveis e gigantes nas margens do Rio Tietê, em São Paulo, em 2008. Nos últimos anos, as garrafas circularam por rios, lagos e represas, como a Guarapiranga, chamando a atenção para o tamanho do problema que as cidades brasileiras enfrentam com o lixo e a poluição das águas. “Tenho, especialmente, um desejo de realizar as PETs na Lagoa Rodrigo de Freitas durante a Rio+20, juntamente com uma ação educacional no local. Mas estão surgindo outras ideias interessantes”, avisa Srur.

Sua última intervenção em grande escala foi em dezembro passado, nos espelhos d’água do Congresso Nacional, em Brasília, em referência a outras formas de poluição, dessa vez a corrupção em escala política. Acompanhado de 300 voluntários – a maior parte de estudantes da UnB –, ele instalou 360 boias salva-vidas adesivadas com a frase “A Arte Salva”.

O trabalho desdobrou-se depois em uma série de aquarelas, em que o artista intervém sobre os maiores monumentos do planeta, pintando sobre eles coletes salva-vidas. “Minha produção rompe as fronteiras do sistema artístico e as obras têm uma mensagem direta e engajada com questões atuais da sociedade. O meio ambiente e a forma como lidamos com a paisagem urbana são uma delas. O artista, no Brasil, tem de ter um papel mais político e de formação. Faço isso antes da Rio+20 e vou continuar fazendo depois do evento”, diz.

*Publicado originalmente na edição impressa #5.

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