ArtRio abre nesta quarta, com foco em arte brasileira

A 9ª edição da Feira do Rio de Janeiro destaca produção nacional. Seção dedicada a vídeos, Mira, aborda corpo, identidade e distopias

Luana Fortes
Still de A Cristalização de Brasília (2019), de Guerreiro do Divino Amor (Foto: Cortesia ArtRio)

A 9ª edição da Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro tem como foco principal a valorização da produção artística brasileira. Foi diante desse mote que o comitê curatorial – formado pelos galeristas Alexandre Gabriel, Anita Schwartz, Elsa Ravazzolo, Eduardo Brandão e Max Perlingeiro – selecionou galerias para participar dos mais tradicionais programas do evento, que são o Panorama, destinado a atuações mais estabelecidas no mercado de arte moderna e contemporânea, e o Vista, dedicado a galerias com até dez anos de existência. Além disso, a feira dá seguimento aos quatro programas Brasil Contemporâneo, Solo, Palavra e Mira, que é o setor dedicado a artistas que utilizam o vídeo como plataforma.

Na sua terceira edição, o Mira tem curadoria de Victor Gorgulho e traz filmes realizados entre 2011 e 2019. “São filmes de artistas brasileiros e estrangeiros que lançam olhares singulares e desafiadores em torno de tópicos tão diversos – ainda que absolutamente interligados – como corpo, identidade e distopias”, diz o curador à seLecT. Entre os trabalhos está Ano Branco (2013), de Luiz Roque, e A Cristalização de Brasília (2019), de Guerreiro do Divino Amor. A videoarte é uma das linguagens artísticas mais desafiadoras de se comercializar, sendo bastante significativo que uma feira de arte dedique um programa a ela. “Acredito que o filme e o vídeo, enquanto mídias, estão hoje mais do que estabelecidos como um campo fértil para a articulação de ideias e pensamento, dentro de um cenário global da arte contemporânea”, pensa Gorgulho. 

Serviço
Artrio 2019
de 18/9 a 22/9
Marina da Glória
Av. Infante Dom Henrique, s/n
artrio.com

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.