As melhores exposições de arte de 2019

Lista com as melhores exposições do ano, feita a partir de uma votação aberta ao público

Publicado em: 18/12/2019

Categoria: Da Hora, Destaque, Notícias Quentes

Vista da exposição Triangular: Arte Deste Século, na Casa Niemeyer (Foto: Divulgação)

Entre os dias 14 e 18 de dezembro, a revista seLecT circulou um questionário aberto para saber qual a opinião de seus leitores sobre as melhores exposições do ano de 2019, a partir de um recorte já selecionado pela redação, que obteve cerca de 3,5 mil respostas. A seguir, divulgamos os três melhores colocados nas categorias Coletiva Institucional, Coletiva em Galeria, Individual Institucional e Individual em Galeria.

MELHOR EXPOSIÇÃO COLETIVA INSTITUCIONAL

  • Vista da exposição Triangular: Arte Deste Século, na Casa Niemeyer (Foto: Divulgação)
  • Vista de O que não é floresta é prisão política, na Galeria Reocupa (Foto: Luiz Miyasaka)
  • Vista de À Nordeste, no Sesc 24 de Maio (Foto: Alberto S Cerri)

1º – Triangular: Arte Deste Século
CAL UnB, Casa Niemeyer, Brasília
Curadoria: Ana Avelar e Gisele Lima
A mostra é uma apresentação de obras recém-adquiridas para o acervo da Casa da Cultura da América Latina, da Universidade de Brasília, com artistas que doaram suas obras para a instituição. O título da exposição faz referência à “abordagem triangular”, metodologia cunhada pela educadora Ana Mae Barbosa para o ensino da arte. A exposição tem, portanto, caráter centralmente educativo e de formação sobre a arte contemporânea, em especial por se tratar de uma exposição dentro de um museu público e universitário. 

2º – O Que Não É Floresta É Prisão Política
Galeria Reocupa, Ocupação 9 de Julho, São Paulo
Curadoria coletiva
Realizada na Galeria Reocupa, dentro da Ocupação 9 de Julho, em São Paulo, a exposição parte do pensamento de que a floresta é uma fonte de vida na qual todos os seres são dotados de alma e do livro Pequena Prisão, de Igor Mendes, que relata uma experiência no cárcere. O projeto busca estabelecer um espaço comum como crítica às diversas manifestações do biopoder na vida social. 

3º – À Nordeste
Sesc 24 de Maio, São Paulo
Curadoria: Bitu Cassundé, Clarissa Diniz e Marcelo Campos
A mostra reuniu 200 obras de 90 artistas, divididas em dez núcleos sobre como o Nordeste pode ser um ponto de partida para se repensar o Brasil política, ética, afetiva e socialmente. O projeto partiu da pergunta “À Nordeste do quê?” e apresentou um amplo espectro de pesquisa e reflexão sobre a arte e a cultura da região. 

MELHOR EXPOSIÇÃO COLETIVA EM GALERIA

  • Vista de Anna, na Galeria Base (Foto: Reprodução)
  • Retrato de Tereza Costa Rêgo, Clara Moreira e Juliana Lapa (Foto: Juliana Lapa)
  • Vista da exposição Chão de Giz na Galeria Luisa Strina (Foto: Eduardo Fraipont)

1º – Anna
Galeria Base, São Paulo
Curadoria: Paulo Azeco
A exposição apresenta aproximações e diferenças entre as artistas Anna Maria Maiolino e Anna Bella Geiger. São abordadas suas passagens por Nova York entre os anos 1960 e 1970, o trânsito entre a abstração e a linguagem pop, assim como o posicionamento político das duas artistas, ao comentar sobre as estruturas machistas e de poder em relação, a partir de um universo íntimo. 

Antes do cio dos gatos
Amparo 60, Recife
Curadoria: Bruno Albertim
A exposição reúne trabalhos das artistas pernambucanas Tereza Costa Rêgo, Clara Moreira e Juliana Lapa, sobretudo pinturas figurativas com protagonistas femininas. O ponto de partida é a produção de Costa Rêgo, a veterana do grupo, hoje com 90 anos, que exibe na mostra sete obras inéditas, colocadas em conversa com obras de Clara Moreira e Juliana Lapa. 

3º – Chão de Giz
Galeria Luisa Strina, São Paulo
Como parte de um ciclo de comemorações dos 45 anos da galeria, o projeto, cujo título faz referência à obra Cinzas de Cildo Meireles, reuniu obras históricas que artistas que já passaram pelo time da galeria, assim como outras recentes daqueles que passaram a trabalhar com a galerista a partir dos anos 2000

MELHOR EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL INSTITUCIONAL

  • Cala a Boca Já Morreu, de Ana Teixeira (Foto: Cortesia da Artista)
  • Vista da exposição Paul Klee: Equilíbrio Instável no CCBB SP (Foto: Miguel Groisman, Reprodução)
  • Vista de A Costura da Memória: Rosana Paulino, na Pinacoteca de São Paulo (Foto: Isabella Matheus)
  • Vista da exposição Claudia Andujar: A Luta Yanomami, no IMS Rio (Foto:

1º – É tarde, mas ainda temos tempo, de Ana Teixeira
Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo
Curadoria: Galciani Neves
Como uma retrospectiva da produção dos últimos 20 anos da paulistana Ana Teixeira, a mostra reafirma o encontro como um dos pilares centrais de sua pesquisa. A exposição traz diferentes registros de ações realizadas em espaços públicos ao longo da trajetória da artista, que utiliza a conversa como material, tema e procedimento de sua pesquisa poética. 

2º – Paul Klee – Equilíbrio Instável
CCBB SP, RJ e BH
Curadoria: Fabienne Eggelhöfer
Três unidades do CCBB apresentaram a grande retrospectiva do suíço Paul Klee (1879-1940), importante nome do modernismo europeu. Com 120 obras provenientes do acervo do Zentrum Paul Klee, em Berna, com mais de 4 mil itens, a exposição trouxe desde desenhos de infância até a última pintura que realizou antes de falecer.

3º – Rosana Paulino: a Costura da Memória
Pinacoteca de São Paulo e Museu de Arte do Rio
Curadoria: Valéria Piccoli e Pedro Neri
Maior exposição de Rosana Paulino já realizada no Brasil, a individual passou pelas duas instituições no Rio de Janeiro e em São Paulo. Com mais de 140 trabalhos da artista, a mostra percorreu 25 anos de carreira.

3º – Claudia Andujar – A Luta Yanomami
IMS Rio e Paulista, Rio de Janeiro e São Paulo
Curadoria: Thyago Nogueira
Após cinco anos de pesquisa do curador Thyago Nogueira sobre o arquivo de Claudia Andujar, o Instituto Moreira Salles apresentou em duas de suas unidades uma individual da artista focada em seu contato com os índios Yanomami. 

MELHOR EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL EM GALERIA

  • Retrato de Lygia Clark (Foto: Cortesia Associação Cultural O Mundo de Lygia Clark)
  • O Ônibus (1975), de Teresa Nazar (Foto: Fernando Silveira, Faap)
  • Balé Literal (2019), de Laura Lima (Foto: Cortesia A Gentil Carioca)

1º – Respire Comigo – Lygia Clark
studio OM.art, Rio de Janeiro
Curadoria: Felipe Scovino, Ale Clark e Carolyna Aguiar
Fiel ao espírito de Lygia Clark, cujos experimentos eram em grande parte acompanhados de elaborações teóricas em textos e poemas, a mostra era composta de escritos, diários, encontros práticos e teóricos como proposições, experiências, encenações e debates sobre o trabalho da artista e seus desdobramentos na contemporaneidade.

2º – Liberdade e Ousadia nos Anos 60, de Teresa Nazar
Galeria Berenice Arvani, São Paulo
Curadoria: João Spinelli
A exposição de Teresa Nazar (1933-2001) exibiu 16 trabalhos da argentina radicada no Brasil, caracterizados por uma influência da pop arte, relacionadas à Nova Figuração brasileira. 

3º – Balé Literal, de Laura Lima
A Gentil Carioca, Rio de Janeiro
Em Balé Literal, Laura Lima construiu uma traquitana que conectava os dois edifícios da A Gentil Carioca em uma ação orquestrada entre máquinas e seres vivos na abertura da individual. Permaneceram em exposição objetos como um candelabro de coxinhas, uma chuva de peixes e mantos realizados em colaboração com os artistas Fernanda Gomes, João Modé e Cabelo. 

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