Avaf faz individual na Casa Triângulo

"Será a primeira vez que dou uma dimensão pessoal ao meu trabalho, que em geral conecta com a emoção coletiva", diz Eli Sudbrack

Paula Alzugaray
Nas imagens, obras em construção no ateliê de Eli Sudbrack no Edifício California, em São Paulo (Fotos: Cortesia do Artista)

Todo o trabalho de assume vivid astro focus (avaf, formado por Eli Sudbrack e Christophe Hamaide-Pierson) é voltado para a ativação do sistema sensorial do espectador, a fim de convertê-lo em performer. O novo trabalho, que será apresentado a partir de julho na Casa Triângulo, continua avançando nesse sentido integrador com o espectador. O conjunto da obra de avaf é uma espécie de arqueologia da cultura. Suas instalações são verdadeiras evocações do inconsciente coletivo, com camadas e mais camadas de fragmentos de todo e qualquer tipo de produção cultural. Mas, na nova série, a escavação arqueológica volta-se para o próprio trabalho.

A instalação que ocupará a grande sala da galeria será composta de papéis de parede (segundo Eli Sudbrack, o mais importante dispositivo de imersão), objetos dançantes e pinturas, cujas composições partem de um procedimento de zoom sobre outro trabalho pessoal, realizado digitalmente. “A cor será o grande dispositivo de difusão de energia”, diz Sudbrack à seLecT. Os objetos giratórios são tapetes que dialogam com a estética pré-colombiana, confeccionados para a primeira mostra-solo do artista no Peru, avaf: abstracto viajero andinos fetichizados, no MATE, até abril deste ano. 

Em outra sala, será apresentado um vídeo composto de 66 fragmentos de vídeos realizados com câmera de celular entre 2003 e 2016. Entre as imagens, bailes Vogue, que o artista frequentava em Nova York. “Será a primeira vez que dou uma dimensão pessoal ao meu trabalho, que em geral conecta com a emoção coletiva”, diz Eli Sudbrack.

Serviço
assume vivid astrofocus
De 23/9 a 3/11
Casa Triângulo
Rua Estados Unidos 1.324 – São Paulo
casatriangulo.com

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