Bienal do Whitney aposta em arte processual

Performance, mostras semanais de vídeo, residências e espetáculos de teatro e música dão o tom na Bienal 2012

Juliana Monachesi, em NY

Publicado em: 24/03/2012

Categoria: Reportagem, visuais

The Breakup (2011), de Nicole Eisenman
Whitney-post

Instalação de Kate Levant exposta na Bienal do Whitney 2012

Uma bienal em processo. É a aposta do Whitney Museum of American Art para a edição 2012 de sua tradicionalíssima mostra de artes visuais. Em sintonia com o que parece ser um espírito dos tempos recentes, tanto a Bienal do Whitney quando a Trienal do New Musem – que neste ano acontecem simultaneamente em Nova York – se configuram como exposições sintéticas, cheias de respiro e com foco em obras processuais, baseadas muito mais no tempo do que no espaço, ou então que foram desenvolvidas para o contexto específico de cada uma destas mostras.

O modelo adotado por ambas as instituições nova-iorquinas marca uma postura anti-espetacular, em tudo oposta à maneira corrente de se conceber bienais ou outras mostras periódicas de grande porte. Mas parece tratar-se menos de uma resposta a edições anteriores, apinhadas de obras e artistas, ou bienais ao redor do mundo que ainda defendem a espetacularização, do que uma resposta à lógica das feiras de arte com seus estandes que lembram as pequenas salas criadas com painéis para abrigar maior número de obras nos museus.

Uma dessas feiras, inclusive, aconteceu no início de março ali perto, nos piers 92 e 94 de Manhattan: The Armory Show. Em breve, publicaremos aqui no site reviews e galerias de fotos do Armory Show e da Trienal do New Museum. Acompanhe!

(Fotos: Juliana Monachesi / estúdio seLecT) 

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