Bienal expandida

13ª Bienal de Havana extrapola capital cubana e traz 90 artistas internacionais que centralizam suas produções no processo de criação

Da redação
Piscinas das Marés da Palmeira (2017), Nuno Cera. (Foto: Divulgação)

Sob o título A Construção do Possível, a 13ª Bienal de Havana conta com mais de 90 artistas de 52 países como Colômbia, México, Mali, República Dominicana, Camarões, Irã, entre outros. Entre os brasileiros estão Lais Myrrha (Belo Horizonte, 1974), Ruy Cézar Campos (Fortaleza, 1989) e a espanhola radicada no país Sara Ramo (Madri, 1975). O evento realizará projetos coletivos, palestras, conferências, oficinas e exposições que buscam promover o intercâmbio entre múltiplas referências com vocação à transformação social. A Bienal coincide com a celebração de 500 anos de Havana.

Inicialmente agendada para o segundo semestre de 2018, o evento foi adiado para o primeiro semestre deste ano devido a passagem e às consequências do furacão Irma pela ilha. Entre outras polêmicas nos bastidores do evento, está o impedimento da artista Coco Fusco (Nova York, 1958) de entrar em Cuba. Segundo a artista, ela não é a primeira produtora intelectual a ser barrada de entrar no país, devido a sua luta por liberdade de expressão e pensamento crítico. A artista publicou uma nota apontando suas percepções sobre o ocorrido.

A Bienal conta com sete curadores, todos cubanos, de diferentes gerações: Margarita González Lorente (1962), Nelson Herrera (1947), Margarita Sánchez Prieto (1953), José Manuel Noceda Fernández (1959), José Fernández Portal (1959), Ibis Hernández Abascal e Lisset Alonso Compte (1992), além de diversos convidados internacionais que integram a programação de conferências e exposições. Paralelamente à construção do evento, a equipe alimentava um blog que mostra o processo do projeto, assim como uma série de itinerários e possibilidades para o público durante sua estadia na ilha.

Pela primeira vez, a Bienal vai extrapolar sua localização tradicional e será realizada também em cidades em torno de Havana, como Matanzas, Cienfuegos, Sancti Spíritus e Camagüey em diversas instituições e centros culturais como Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam, Centro de Desarrollo de las Artes Visuales, Casa Simón Bolívar, Biblioteca Rubén Martínez Villena, Museo de Arte Colonial, Parque Ecológico Hans Christian Andersen, Galería Villa Manuela, Museo Nacional de Bellas Artes, entre outros.

Dentro do programa de exposições do evento está El Futuro Ya Ha Comenzado com curadoria da portuguesa Verónica de Mello (1976). A mostra revisita a produção dos arquitetos portugueses Manuel Marques de Aguiar (1927-2015) e Álvaro Siza Vieira (1933), conhecidos por integrarem a Escola de Arquitectura do Porto, em que modernidade e tradição estão unidas. Suas obras foram fotografadas pelas lentes de Nuno Cera (1972), que apresenta um novo olhar sobre suas construções. Além das imagens captadas por Cera, a mostra conta com desenhos inéditos de Siza produzidos em viagens a Cuba e desenhos da cidade do Porto produzidos por Aguiar. A mostra será abrigada no Studio Marco A. Castillo (1971, antigo membro da dupla Los Carpinteros), um novo centro cultural de Havana que será inaugurado durante a Bienal.

Serviço
XIII Bienal de Havana: A Construção do Possível
Até 12/5
bienaldelahabana.fcbc.cu

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