Caderno de notas

Textos sobre o Festival de Arte Atual inauguram nova seção da seLecT, dedicada a divulgar materiais editados pelo Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake, visando complementar o repertório crítico das exposições em andamento

Obra de Carolina Caliento, exposta no Arte Atual Festival, Instituto Tomie Ohtake

Criado em 2011, o Núcleo de Pesquisa e Curadoria vem atuando como plataforma de pesquisa do Instituto Tomie Ohtake. Como uma instituição voltada às artes de maneira plural, privilegia a diversidade de formação de sua equipe, que trabalha transversalmente em todas as exposições, do processo de elaboração de curadorias, projetos e eventos, ao adensamento dos conteúdos das exposições de curadorias externas. Colabora com outros departamentos, no desenvolvimento de textos para catálogos, divulgação, e apoia as pesquisas para as atividades de viés educativo. Atualmente, o Núcleo de Pesquisa e Curadoria é coordenado por Paulo Miyada, curador-chefe do Instituto Tomie Ohtake, e integrado por Carolina de Angelis, Luise Malmaceda, Priscyla Gomes e Theo Monteiro.

Esta seção da seLecT é dedicada a divulgar materiais editados pelo Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake, visando complementar o repertório crítico das exposições em andamento. São textos, entrevistas e ensaios que ampliam o conhecimento sobre os artistas e as propostas curatoriais.

Arte Atual Festival
Realizado desde 2013, o programa Arte Atual do Instituto Tomie Ohtake é uma importante ferramenta para visibilidade e difusão da produção artística recente. Anualmente, o projeto propõe exposições coletivas de jovens artistas brasileiros, trazendo o desenvolvimento de suas mais recentes pesquisas.

Como um desdobramento do programa, surge, em 2016, o Arte Atual Festival. O título deriva de sua semelhança com a lógica dos festivais musicais, que durante muitas décadas foram ponto de encontro entre compositores e intérpretes com o público, e plataforma de experimentação, ou meio de validação, de novas produções. Aqui, artistas mais jovens são reunidos de maneira a fazer uma ocupação intensiva do espaço, trazendo propostas muitas vezes inéditas, que favorecem o risco, a provocação e o trânsito de linguagens.

Nesta edição, os artistas Alexandre Copês, Arthur Chaves, Carina Levitan, Carolina Caliento, Guilherme Peters, Paul Setúbal e Pedro Hórak, são convidados a refletir sobre as ambiguidades e potencialidades da noção de absurdo. O conceito, que em uma primeira mirada pode aludir tão somente ao conflito iminente da atual conjuntura política internacional, perpassa a ironia existente no dispêndio de energia para o fazer artístico diante da própria inutilidade da arte. Em uma realidade onde quase tudo possui um valor e função determinados, a obstinação e persistência cotidiana de artistas com pequenos gestos pode parecer absurda. Como antítese da ordenação social, porém, é no dispêndio de tempo que se mantém acesa a capacidade de tornar visíveis as incoerências e violências do naturalizado, talvez a tarefa menos banal e mais árdua diante de um momento em que nos desvela, cotidianamente, a necessidade de fabular novos mundos.

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