Celular bateu asas e voou

Os artistas Neil Mendoza e Anthony Goh transformam sucatas de celulares em divertidas aves pululantes

Nina Gazire

N° Edição: 7

Publicado em: 24/08/2012

Categoria: A Revista, Reportagem

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Robot birds é uma obra que ironiza o som irritante dos celulares (Foto: cortesia do artista)

Quem cresceu nos anos 1980 deve lembrar-se de uma corujinha robótica criada pela deusa Atena no clássico Fúria de Titãs, um daqueles filmes mais repetidos na Sessão da Tarde. Bubo, como era chamado o pássaro autômato, não foi a inspiração direta para a obra Escape (Robot Birds), da dupla Neil Mendoza e Anthony Goh, uma das atrações da 18a edição do International Symposium on Electronic Arts (Isea), que acontece em Albuquerque, Novo México (EUA), em setembro. Mas ao nos depararmos com a obra, que transforma celulares velhos em aves robóticas, a corujinha desconjuntada que ajudava na comunicação do herói Perseu com os deuses ao enfrentar suas missões nos vem à memória.

Reflexão divertida sobre como a presença massiva, controladora e irritantemente sonora dos celulares tomou conta das nossas vidas, as “aves” de Mendoza e Goh ganham vida quando o público liga para os números disponíveis abaixo das garras de cada ave. Isso faz com que se movam, atendam ou façam chamadas para outros telefones ou entre elas mesmas. “Na vida urbana, estamos constantemente cercados por celulares que também constantemente nos roubam a atenção. A instalação se apropria desses dispositivos chatos e cria uma realidade alternativa, despertando a curiosidade nas pessoas e fazendo com que elas possam utilizar seus telefones de forma lúdica”, explicam os artistas, descrevendo a obra.

Se os nossos celulares não nos permitem comunicar com os deuses, pelo menos nos possibilitam fazer brincadeiras divertidas e não ser apenas as coleiras digitais que se tornaram.

#Publicado originalmente na #select7.

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