Paris, porta de entrada

O 19º Festival de Cinema Brasileiro de Paris procura distribuidores europeus e homenageia os 50 anos do Tropicalismo

Ana Abril
Fotograma do filme Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé (Foto: Reprodução)

Diversos destaques cinematográficos nacionais, produzidos nos últimos anos, se reúnem no epicentro do bairro parisiense de Saint Germain de Près para o 19º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que nesse ano comemora os 50 anos do tropicalismo. Como não podia ser de outra forma, os longas que abrem e fecham o festival tratam de grandes figuras do movimento cultural: a cinebiografia Elis, de Hugo Prata, -sobre a cantora Elis Regina-, e o documentário Chico, Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr, -que registra a rotina e vida de Chico Buarque.

Pela primeira vez, o número de documentários supera o de ficções no Festival, que acontece entre 20 e 27/6. São 20 filmes integrando a programação: oito documentários fora de competição, oito longas concorrendo ao prêmio de Melhor Filme e a mostra 50 anos de Tropicalismo, além dos dois filmes que abrem e encerram a mostra. Entre os competidores, se encontram títulos como Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé; Como Nossos Pais, de Laíz Bodanzky; e Rio Mumbai, dirigido por Pedro Sodré e Gabriel Mellin e que fará sua avant-première mundial. A escolha do melhor filme é feita por voto popular.

Realizado pela Associação Jangada, de Katia Adler, o Festival teve difícil organização nesse ano pela falta de patrocínio. “Além de servir de vitrine do cinema nacional na Europa, o evento tem como objetivo vender os filmes para os distribuidores franceses. Nesses últimos anos, mais de 25 longas entraram no circuito de cinemas da França depois de serem exibidos no festival”, explica Adler, reforçando a importância desse evento para o cinema brasileiro. Confira a programação completa.

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