MASP retira proibição a menores

Depois de nota técnica do Ministério Público, museu decide admitir menores de 18 anos acompanhados de pais ou responsáveis em exposição sobre Sexualidade

Luana Fortes
Detalhe da pintura Eu Amo Te Vencer (1969-70), de Dorothy Iannone, exibida em Histórias da Sexualidade no MASP (Foto: Cortesia Peres Projects)

A exposição Histórias da Sexualidade, realizada no MASP com curadoria de Adriano Pedrosa, Camila Bechelany, Lilia Schwarcz e Pablo Leon de la Barra, foi inaugurada em 19/10 com classificação etária restritiva para menores de 18 anos. Ou seja, mesmo acompanhados de seus pais, adolescentes não poderiam visitar a mostra. A posição do museu acabou levando a muitas contestações de profissionais da área e ao menos uma ação judicial. Em meio ao debate, e também a uma onda de acusações caluniosas contra manifestações artísticas, o Ministério Público Federal (MPF) se pronunciou em nota técnica de 47 páginas, na qual versa sobre a liberdade de expressão na arte em face da proteção de crianças e adolescentes. O MASP, então, decidiu alinhar seu posicionamento ao da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do MPF e divulga hoje, 7/11, nota à imprensa tornando a classificação da mostra indicativa, em vez de restritiva. Veja a íntegra abaixo:

São Paulo, 7 de novembro de 2017

Nota à imprensa

Seguindo a orientação estabelecida pela Nota Técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal nº 11/2017/PFDC/MPF, publicada em 6 de novembro (link aqui), o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP revisou a classificação etária de 18 anos para a exposição Histórias da Sexualidade, que deixa de ser restritiva e passa a ser indicativa. Desse modo, menores de 18 anos poderão visitar a exposição desde que acompanhados por seus pais ou responsáveis.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.