Como expor arte indígena?

Em 5/5, às 17h, Daiara Tukano, Paula Berbert e Paulo Miyada respondem à questão

Da redação

Publicado em: 30/04/2021

Categoria: Da Hora, Destaque

Na edição #50 da seLecT, nos dedicamos a investigar as cosmogonias, epistemologias e ficções dos povos da floresta, tendo a Amazônia como caso central. Durante as pesquisas, percebemos que, em geral, para os indígenas não há uma separação entre o espaço da arte e a vida prática. Objetos são feitos com cuidado para a manutenção das atividades da comunidade, pinturas corporais são comunicações entre mundos e há objetos que não podem ser vistos ou usados por grupos sociais específicos. Essas experiências criam um contraste entre a exibição de objetos tradicionais em instituições de arte e sobre as tensões enfrentadas pelos artistas indígenas contemporâneos ao participarem desse campo, com suas convenções.

Em 7/4, promovemos um primeiro debate sobre como expor arte indígena com a curadora Fernanda Pitta, o artista Jaider Esbell e o antropólogo Pedro Cesarino, em uma conversa com mediação de Leandro Muniz, da equipe da seLecT. Devido ao volume de perguntas do público e aos diversos caminhos abertos pelo primeiro encontro, realizaremos uma segunda rodada de questões na quarta-feira, 5/5, às 17h, com a artista Daiara Tukano, a antropóloga Paula Berbert e o curador Paulo Miyada. O debate será transmitido ao vivo pelo Youtube, Facebook e Instagram da revista.

Sobre o Fogo Cruzado
Nesta seção, ao longo da história da seLecT impressa, nossos convidados responderam em um parágrafo a uma questão candente relacionada ao tema da edição. Em tempos de ressignificação do mundo digital, seguimos com a proposição na forma de debates virtuais, com três convidados e mediação de um dos membros da revista.

Paula Berbert, Daiara Tukano, Paulo Miyada e Leandro Muniz (Foto: Divulgação)

Sobre os participantes
Daiara Tukano, ou Daiara Hori, em seu nome tradicional Duhigô, pertence ao clã Uremiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, mais conhecido como Tukano. Nasceu em São Paulo em 1982, é artista, comunicadora independente, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos.

Paula Berbert é antropóloga e programadora cultural. Faz doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia da USP, onde realiza pesquisa sobre arte indígena contemporânea. Atua nos campos da curadoria e mediação intercultural, articulando iniciativas de artistas e cineastas indígenas aos sistemas ocidentais de arte e de cinema.

Paulo Miyada é curador e pesquisador de arte contemporânea. Possui mestrado em História da Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, pela qual também é graduado. Atualmente, é curador adjunto da 34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto (2019-2021) e desde 2015 é curador geral do Instituto Tomie Ohtake, onde ingressou em 2010 como coordenador do Núcleo de Pesquisa e Curadoria.

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