Como expor arte indígena?

Dia 7/4, quarta-feira, às 17h, Fernanda Pitta, Jaider Esbell e Pedro Cesarino respondem à questão

Da redação

Publicado em: 02/04/2021

Categoria: Da Hora, Destaque

Na edição #50 da seLecT, nos dedicamos a investigar as cosmogonias, epistemologias e ficções dos povos da floresta, tendo a Amazônia como caso central. Durante as pesquisas, percebemos que, em geral, para os indígenas não há uma separação entre o espaço da arte e a vida prática. Objetos são feitos com cuidado para a manutenção das atividades da comunidade, pinturas corporais são comunicações entre mundos e há objetos que não podem ser vistos ou usados por grupos sociais específicos. Essas experiências criam um contraste entre a exibição de objetos tradicionais em instituições de arte e sobre as tensões enfrentadas pelos artistas indígenas contemporâneos ao participarem desse campo, com suas convenções. 

Como expor arte indígena? Para responder à pergunta, convidamos a curadora Fernanda Pitta, o artista Jaider Esbell e o antropólogo Pedro Cesarino, para uma conversa com mediação de Leandro Muniz, da equipe da seLecT. O debate será transmitido ao vivo pelo Youtube, Facebook e Instagram da revista.

Sobre o Fogo Cruzado
Nesta seção, ao longo da história da seLecT impressa, nossos convidados responderam em um parágrafo a uma questão candente relacionada ao tema da edição. Em tempos de ressignificação do mundo digital, seguimos com a proposição na forma de debates virtuais, com três convidados e mediação de um dos membros da revista.

Sobre os participantes
Fernanda Pitta é curadora sênior da Pinacoteca de São Paulo e professora de História da Arte na FAAP-São Paulo. Seus interesses de pesquisa concentram-se principalmente na discussão de paradigmas da arte nacional em contextos transnacionais e pós-coloniais. A exposição No lugar mesmo: uma antologia de Ana Maria Tavares na Pinacoteca (2016-2017), com sua curadoria, recebeu o Prêmio da Associação dos Críticos de Arte de São Paulo de Melhor Retrospectiva de 2016. 

Jaider Esbell é artista, curador e ativista indígena do povo Makuxi. Vive em Boa Vista, Roraima, onde mantém, desde 2013, a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea, e tem dedicado sua pesquisa ao Sistema da Arte Indígena Contemporânea. Com mais de dez anos de atuação, é um dos destaques da 34ª Bienal de São Paulo. Sua extensa produção intelectual abrange, além de arte, questões contracoloniais e afins. 

Pedro de Niemeyer Cesarino é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP. Especialista em etnologia indígena e nas relações entre antropologia, arte e literatura, publicou diversos artigos e livros, entre os quais Oniska – poética do xamanismo na Amazônia (Ed. Perspectiva, 2011), Quando a Terra Deixou de Falar – cantos da mitologia marubo (Ed. 34, 2013) e Políticas Culturais e Povos Indígenas, com Manuela Carneiro da Cunha (Ed. Cultura Acadêmica, 2014). 

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