Como ver coisas que não existem?

da Redação

Publicado em: 05/09/2014

Categoria: Especial 31a Bienal de São Paulo, Reportagem

Bloomberg Philanthropies patrocina plataforma digital da 31ª edição da Bienal de São Paulo

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O Mapa das Artes publicou um pensamento provocante, cômico, sobre quais obras de arte seriam proibitivas para certos presidenciáveis que por ventura quisessem visitar a nova edição da Bienal de São Paulo:

Caso decidam visitar a 31ª Bienal, os candidatos evangélicos Marina Silva e Pastor Everaldo deverão escolher muito bem seus roteiros para não ficarem ruborizados com trabalhos como “Espaço para Abortar” (de Mulheres Creando), “Casa de Caboclo” (Arthur Scovino), “Errar de Deus” (Grupo Etcétera… e León Ferrari), “Museu Travesti do Peru (Giuseppe Campuzano), “Deus é Bicha” (Nahum Zenil, Ocaña, Sergio Zavallos e Yeguas del Apocalipsis; organizados por Miguel A. López), “Martírio” (Thiago Martins de Melo), “Inferno” (Yael Bartana) e “Sergio e Simone” (Virginia de Medeiros), este último sobre um travesti que se converte em pastor evangélico neopetencostal…

Há outro fato paralelo que despertou uma linha de raciocínio semelhante. A Bloomberg Philanthropies está patrocinando uma plataforma digital da Bienal, que oferece um guia completo para as obras de arte “mais importantes”. Levando em conta que a Bloomberg é líder mundial de divulgação de dados financeiros, ou seja, é uma espécie de ministério da propaganda do capitalismo, quais obras de uma exposição que coloca em cheque o capitalismo neo-liberal ficariam de fora ou teriam uma resenha, digamos, menos “crítica”? Repartimos o encargo da resposta com nossos leitores… 🙂

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