Conheça as exposições paralelas da 34ª Bienal de São Paulo

Grande evento acontece em parceria com 25 instituições em São Paulo, como uma aposta na multiplicidade de leituras e relações

Da redação

Publicado em: 22/01/2020

Categoria: Da Hora, Destaque, Notícias Quentes

THORISO le MORUSU (2013). Neo Nuyanga com o coral Simon Estes Alumni (Foto: Neosong Company)

Sob o título Faz Escuro Mas Eu Canto, a 34ª Bienal de São Paulo já deu início ao seu amplo programa de atividades no segundo semestre de 2019, com palestras, debates e apresentações. Agora no início de 2020 começam as exposições individuais que inauguram oficialmente a agenda expositiva do Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, assim como as mostras que serão realizadas em outras 25 instituições paulistanas, a partir da criação de uma rede de parceiros do grande evento. Com curadoria geral de Jacopo Crivelli Visconti, a quem se unem Paulo Miyada, Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez, a 34ª pretende se expandir no espaço e no tempo, em defesa da complexidade e da opacidade da arte, dos sujeitos e de suas relações sociais. (Saiba mais sobre a proposta curatorial em entrevista para a seLecT).

As exposições a serem realizadas nas instituições parceiras são quase sem exceção individuais de artistas que também integrarão a mostra coletiva de setembro. A ideia é possibilitar um contato singularizado com cada uma das produções e depois abrir a possibilidade de uma leitura diferente ao vê-las em um novo contexto, em relação com outros artistas e obras. Entre os destaques das individuais está a mostra de Jaider Esbell no MAM SP e as performances do coreógrafo norte-americano Trajal Harrell na Casa de Vidro e no Masp, como parte da programação da exposição Histórias da Dança.

Enquanto a grande exposição coletiva tradicional da Bienal abrirá apenas em setembro, a primeira individual programada para o Pavilhão de Oscar Niemeyer é da artista peruana Ximena Garrido-Lecca e abre em 8 de fevereiro, com performance do artista sul-africano Neo Muyanga. Depois, ainda ocorrem individuais de Clara Ianni e Deana Lawson, além de performances de Leon Ferrari e Helio Oiticica.

Confira abaixo a programação completa:

Noa Eshkol
De agosto a outubro, Casa do Povo
Com curadoria de Benjamin Seroussi e Marília Loureiro, a mostra da coreógrafa, teórica e artista israelense é uma seleção de tapeçarias produzidas com aparas e trapos costurados pelos dançarinos de sua companhia de dança, a Eshkol-Wachman Movement Notation.

Giorgio Morandi
De 25/8 a 23/11, Centro Cultural Banco do Brasil
Conhecido por pintar repetidamente os mesmos temas, mas com uma incrível variedade de procedimentos e recursos pictóricos e gráficos, o pintor italiano é uma grande referência para uma série de artistas contemporâneos que serão apresentados junto às suas obras em uma curadoria de Alberto Salvadori e Gianfranco Maraniello.

Jota Mombaça
De 29/8 a 31/10, Centro Cultural São Paulo
A artista usa da performance e da escrita para discutir questões decoloniais, de gênero e de raça.

Marinella Senatore 
De setembro a dezembro, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes
A artista italiana realizou uma série de oficinas de performance com os coletivos artísticos de Cidade Tiradentes para a produção de uma exposição que inclui trabalhos em múltiplas linguagens.

Antonio Dias – Arquivos de Trabalho
De agosto a novembro, Instituto de Arte Contemporânea
Cadernos, notas e projetos do artista paraibano pertencentes ao acervo da instituição estarão em exibição para o público, permitindo contato com a fase de elaboração e processo de suas obras

Trajal Harrell
Em setembro, Instituto Bardi/ Casa de Vidro e de 26/6 a  5/11, Masp
Nas performances do coreógrafo norte-americano Trajal Harrell, experiências com o voguing, o hoochi-koochie e o butô são entrelaçadas a discussões sobre a história da dança, levantando discussões sobre o corpo e suas construções. O artista fará uma apresentação na Casa de Vidro e também será parte da programação da exposição Histórias da Dança, com curadoria de Adriano Pedrosa, Julia Bryan-Wilson e Olivia Ardui.

Carolina Maria de Jesus
A partir de agosto, IMS
Hélio Menezes e Raquel Barreto são os curadores da mostra dedicada à trajetória e obra da escritora Carolina Maria de Jesus, problematizando os estereótipos sobre a negritude que se arraigaram na leitura de sua obra.

Alex Katz
De agosto a outubro, Instituto Tomie Ohtake
Esta é a primeira exposição institucional no Brasil do pintor norte-americano conhecido por seus retratos, padrões decorativos e paisagens plácidas. Curadoria do artista, crítico e curador Robert Storr.

Lygia Pape: Gestos de encantação
De 22/8 – 8/11, Itaú Cultural
Uma mostra panorâmica, com curadoria de Luis Camillo Osório, da artista carioca mostra as associações de suas obras com o outro, o cotidiano e a reflexão sobre a arte e a cultura.

Yuko Mohri
De agosto a dezembro, Japan House São Paulo
Com curadoria de Natasha Barzaghi Geenen, a mostra do artista japonês reúne uma série de objetos cotidianos mecânicos transformados em instalações.

Frida Orupabo
De setembro a dezembro, Museu Afro Brasil
A artista norueguesa cria colagens digitais nas quais discute raça, gênero e sexualidade a partir de fotografias e imagens de arquivos pessoais.

Juraci Dórea
De setembro a outubro, Mube
O artista e arquiteto Juraci Dórea relaciona questões ecológicas, cultura popular e sua experiência com o povo sertanejo, sendo um dos idealizadores do Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana. Sua mostra no Mube terá curadoria de CauêAlves.

Adrián Balseca
De 25/7 a 15/11, Museu da Cidade de São Paulo: Capela do Morumbi
O artista equatoriano explora questões extrativistas e meio ambiente e produzirá uma instalação em diálogo com a história da Capela do Morumbi, em uma curadoria de Gabriela Rios.

Regina Silveira
De 29/8/2020 – 2/8, MAC USP
Ana Magalhães e Helouise Costa são as curadoras responsáveis pela mostra retrospectiva da artista Regina Silveira, importante expoente da arte conceitual e dos experimentalismos no contexto brasileiro.

Jaider Esbell
De setembro a dezembro, MAM
Nascido em Roraima, Jaider Esbell atua como artista, curador, escritor e educador, fomentando discussões sobre as causas indígenas na sociedade brasileira ao longo da história.

Lasar Segall: O Eterno Caminhante
Exposição permanente, Museu Lasar Segall
Com curadoria de Giancarlo Hannud, a mostra permanente do museu apresenta a trajetória do artista lituano, sua mudança para o Brasil e sua filiação com diversos movimentos de matriz expressionista.

Conversas públicas
Até julho, Oficina Cultural Oswald de Andrade
Desde o fim de 2019, a Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe palestras, debates e conversas como forma de ampliar o contato entre os artistas, curadores e especialistas participantes da Bienal e o público.

Seminário Internacional de Arte Contemporânea 2020
18 e 19/9, Paço das Artes
Desde 2005, o Paço das Artes promove um seminário que busca refletir sobre as questões da arte contemporânea e da cultura. Este ano, a edição acontecerá no Pavilhão da Bienal e contará com artistas, curadores e pesquisadores nacionais e internacionais.

Joan Jonas
De 9/5 – 12/10, Pinacoteca
Uma das pioneiras da performance, a norte-americana Joan Jonas apresenta vídeos, instalações, fotografias, peças sonoras, textos e desenhos em uma curadoria de Berta Sichel.

Beatriz Santiago Muñoz
De 29/8 a 24/10, Pivô
A artista porto-riquenha apresenta trabalhos de diversos perídos de sua produção em uma curadoria de Fernanda Brenner. Muñoz pesquisa imagens em movimento testando os limites entre o real e o ficcional e discutindo questões pós-coloniais e feministas.

Alfredo Jaar
De 3/9 a 24/1/2021, Sesc Pompéia
Moacir dos Anjos é o curador responsável pela mostra do artista, arquiteto e cineasta chileno, conhecido por produzir fotografias e vídeos de forte conteúdo sócio-político.

Eleonora Fabião
De 2/9 a 30/12, Sesc Carmo
A artista carioca discute o papel da performance na atualidade tanto pela teoria quanto pela prática, discutindo questões como o estranho, o encontro e o precário.

Abel Rodríguez
De 29/8 a 29/11, Sesc Interlagos
Abel Rodríguez nasceu na Amazônia colombiana e produz desenhos desenhos que representam a experiência indígena e a floresta baseados em memória e tradições orais. Curadoria de José Roca.

Programas de Vídeo: Acervo Histórico Videobrasil Em Diálogo
De 5/9 a 6/12, Videobrasil
Parte do acervo do Videobrasil será mostrado periodicamente dentro do Pavilhão da Bienal, estabelecendo relações entre essa coleção e as obras em exibição na Bienal.

Pavilhão da Bienal
Ximena Garrido-Lecca

Individual, de 8/2 a 15/3

Neo Muyanga
Performance, 8/2 às 11h

Clara Ianni
Individual, de 25/4 a 8/6

León Ferrari
Performance, 25/4

Deana Lawson
Individual, de 25/7 a 23/8

Hélio Oiticica
Performance, 5/8

Exposição coletiva
De 5/9 a 6/12

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