Conversas com curadoria da seLecT

Entre 8 e 10/11, durante a Art Weekend, ocorrem três debates sobre mulheres artistas, conservação de obras de arte e fronteiras de linguagens

Da redação

Entre sexta 8 e domingo 10 de novembro acontece a 4ª edição do Art Weekend São Paulo, que promove uma agenda de atividades em galerias paulistanas, incluindo exposições, performances, lançamentos, visitas e conversas. O evento é realizado pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact), que firmou uma parceria com a seLecT para a curadoria das conversas do circuito. Ao longo do evento, acontecem três talks no Cubo JK, no Shopping JK Iguatemi (Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041). A entrada é gratuita e não é necessário se inscrever.

Confira a programação completa das conversas:

TALK 1 – As vantagens de ser uma artista mulher
8/11 – das 17h às 18h30

Sonia Gomes é artista, representada pela Mendes Wood DM. Sua poética compreende esculturas e instalações feitas a partir de matérias com memórias. Em 2018, teve suas primeiras grandes monográficas no Brasil, no MASP e no MAC Niterói. 

Juliana Sá é diretora estatutária do MASP. Atua no museu há quatro anos nas funções de Diretora Jurídica e de Relações Institucionais e membro do Conselho Deliberativo, tendo participado ativamente do processo de reestruturação da instituição.

Eliana Finkelstein é sócia-diretora da Galeria Vermelho. Foi diretora da ABACT e trabalhou no setor de publicidade na McCann-Erickson e na Futura. 

Mediação de Paula Alzugaray. Curadora independente e editora-chefe da revista seLecT. 

Depois de décadas de debates e práticas feministas na arte, a maioria dos profissionais ativos nos circuitos brasileiro e internacional continua sendo masculina – além de branca e euro-americana. A discriminação reincide em várias esferas do sistema: cargos em instituições, representação em galerias, cotações de preços de obras em leilões, inclusão em coleções, presença em grandes mostras coletivas ou individuais. A mesa de abertura dos Talks – que se apropria do título de um trabalho das Guerrilla Girls, coletivo de artistas anônimas que dedicam sua obra a combater o machismo e o sexismo no mundo da arte – convida três profissionais a ponderar em que medida a lógica da disparidade começa a mudar. 

TALK 2 – A arte do cuidado
9/11 – das 11h às 12h30

Beatriz Yunes Guarita é colecionadora e responsável pela Coleção Ivani e Jorge Yunes. Desenvolve um programa de patrocínios que inclui a Pinacoteca de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Tomie Ohtake. 

Pedro Barbosa é colecionador de arte, membro do Latin America and Caribbean Fund do MoMA de Nova York e membro do Conselho Consultivo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi diretor da Fundação Bienal de São Paulo de 2009 a 2011.

Maria Ignez Mantovani é Professora Dra. em Museologia, fundadora e diretora da EXPOMUS, empresa que atua desde 1981 em projetos de natureza museológica no âmbito social, cultural, científico, tecnológico e do meio ambiente. 

Ricardo Resende é curador do Museu Bispo do Rosário (RJ) e da Fábrica de Arte Marcos Amaro (Itu, SP) e coordenador do Projeto Leonilson. Tem carreira centrada na área museológica, tendo atuado na direção do Centro de Artes Visuais da Funarte (2009-2010) e do Centro Cultural São Paulo (2010-2013). 

Mediação de Luana Fortes. Jornalista e curadora. Repórter da revista seLecT e integrante do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. 

Por muito tempo, nos resignamos a entender o Brasil como um país sem memória e sem respeito à cultura. Os dez grandes incêndios em importantes instituições culturais ocorridos nos últimos dez anos são uma confirmação dessa máxima. Um ano e dois meses após o fogo destruir 90% do acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, as promessas governamentais para sua recuperação não saíram do papel. Alguns de nossos melhores quadros de profissionais da arte, entre colecionadores, curadores e gestores, têm mostrado que, para preservar nossa memória, é preciso, além de técnica e recursos, o verdadeiro amor à arte. 

TALK 3 – Deslimites entre arte, literatura, música, cinema e tecnologia 
10/11 – das 11h às 12h30

Mariana Manhães é artista, representada pela Central Galeria. Sua poética compreende máquinas, esculturas, desenhos, instalações, vídeos e outras coisas inomináveis. 

Mirtes Marins de Oliveira é crítica e curadora. Atua como pesquisadora no PPG Design-UAM. Curadora da exposição Comigo Ninguém Pode, na Galeria Jaqueline Martins. 

João Fernandes é diretor artístico do Instituto Moreira Salles. Foi diretor do Museu de Serralves entre 2003 e 2012 e sub-diretor do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, entre 2012 e 2018.

Mediação de Daniela Bousso. Curadora, crítica de arte e gestora cultural. Foi diretora do Paço das Artes (SP) entre 1997 e 2011. É colaboradora da revista seLecT. 

Do cinema e da escultura em campos expandidos, nos anos 1960, até a pós-produção, o remix e a montagem mash-up dos 2000, a prática artística contemporânea é uma longa conversação sobre os limites, os deslimites e as extremidades entre as linguagens. Hoje as práticas híbridas pautam também o modo experimental que as galerias e as instituições estão lidando com seus espaços expositivos. A terceira e última mesa dos Talks convida uma artista, uma curadora e um gestor cultural a considerar os novos meios de produção e exibição na paisagem tecnológica contemporânea. 

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