Cósmico e terrestre

Esperado desde 2010, Museu do Amanhã inaugura para o público e realiza o "Viradão do Amanhã", com entrada gratuita e programação especial

Publicado em: 18/12/2015

Categoria: Da Hora, Notícias Quentes

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Entrada do Domo no Museu do Amanhã: primeira experiência do visitante conta a história do universo através de um filme imersivo criado pela O2 (Bernard Lessa/Museu do Amanhã)

Depois cinco anos de espera, o aguardado Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, inaugura para o grande público neste sábado (19), às 10h, e segue com entrada e atividades gratuitas até o domingo (20), às 18h. Após pesquisas em museus de ciência e história natural ao redor do mundo, a instituição brasileira optou por explorar seis grandes tendências para as próximas cinco décadas: mudanças climáticas; alteração da biodiversidade; crescimento da população e da longevidade; maior integração e diferenciação de culturas; avanço da tecnologia e expansão do conhecimento. “O museu oferece as perguntas, não as respostas. São elas que norteiam a série de experiências, de maneira a construir uma narrativa de exploração e interrogação”, define via comunicado à imprensa o curador Luiz Alberto Oliveira, físico e doutor em Cosmologia.

Norteado por perguntas filosóficas – De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir? –, o museu, ao invés de dividir seus conteúdos entre ciências humanas e da natureza, faz uma bipartição entre ciências cósmicas (que englobam reflexões sobre elementos comuns a tudo que há no universo) e terrestres (como o nome sugere, dedicadas à análise do planeta Terra e seus componentes). “É um espaço de conhecimento que oferece uma reflexão ética sobre o amanhã que queremos, uma visão dos futuros possíveis que podemos construir a partir das nossas escolhas, em uma perspectiva de convivência com o planeta e entre nós mesmos”, define, via nota à imprensa, Hugo Barreto, diretor geral da Fundação Roberto Marinho, uma das realizadoras da iniciativa.

Baía a dentro

Projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, a construção de formas orgânicas ocupa 15 mil metros quadrados, cercada por espelhos d’água, jardim, ciclovia e espaço de lazer, numa área total de 34,6 mil metros quadrados do Píer Mauá. O edifício se projeta sobre a Baía de Guanabara, que tem sua água captada pelo museu com duas finalidades diferentes: para abastecer os espelhos d’água e para o sistema de refrigeração, sendo utilizada na troca de calor. Depois de usada na climatização, ela é devolvida mais limpa ao mar, num gesto simbólico.

A programação inaugural completa está no site do museu.

 

 

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